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Greve da Sabesp não prejudica região


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

27/05/2009 | 07:00


A greve da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), deflagrada ontem, não prejudicará o abastecimento de água na região. As fornecedoras de água e esgoto do Grande ABC - Saned, Sama e Semasa - que dependem da Sabesp para fornecimento, afirmaram que não houve problemas.

O único transtorno foi causado em Mauá, com o cancelamento da manutenção na estação elevatória da cidade. Segundo a Sama, trata-se de um trabalho de aproximadamente sete horas e, com isso, a normalização no abastecimento pode levar mais de 24 horas nos pontos mais altos da cidade.

Segundo o Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), quase 100% dos 16.500 trabalhadores da Saned paralisaram as atividades para reivindicar reajuste salarial de 15%. A Sabesp oferece aumento de 6,05%, calculado com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Segundo Antonio da Silva, diretor de imprensa do Sintaema, além do reajuste salarial, as demissões preocupam. "Mesmo sem estar em crise, a Sabesp já demitiu 304 trabalhadores desde o início do ano, vai demitir mais 2.250 com aval do governo estadual - que estuda concurso público para reposição - e se nega a garantir estabilidade total aos trabalhadores". explicou.

Silva destacou que a empresa quer dar somente 90% de estabilidade. "Temos certeza que se concordarmos com isso mais 1.650 funcionários desprotegidos serão demitidos imediatamente".

Outra reivindicação do sindicato é distribuição igualitária da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). "Atualmente os executivos com cargos altos ganham mais e isso precisa mudar, afinal a receita da empresa depende igualmente de todos colaboradores", estabeleceu o diretor.

O salário regional direfenciado também está na pauta de discussões. "Queremos que o trabalhador que a realiza a mesma função, ganhe o mesmo salário, independente da cidade em que trabalha", explicou Silva.

Com greve por tempo indeterminado, hoje, os trabalhadores realizam manifestação no Vão livre do Masp, em São Paulo, a partir das 11h.

A Sabesp informou, por meio de nota, que a empresa suscitou na tarde de ontem, na Justiça, a instauração do dissídio coletivo de greve, requerendo suspensão imediata da paralisação. A empresa entende que ainda existe espaço para negociação e alegou que tem feito todo esforço possível para chegar a um consenso.

DIADEMA - Os 340 funcionários da Saned, também realizam campanha por reajuste salarial. O aumento de 15% também é cogitado. Porém, segundo Antonio Carlos dos Anjos, diretor administrativo da empresa, o índice não será alcançado. " É impraticável, já que o último aumento na tarifa da água da cidade foi de 5,86%, em novembro do ano passado".

O diretor alegou que a proposta da empresa é generosa. "Estamos oferecendo 6,05% de reajuste nos salários, além de aumento de 8,33% no vale-refeição e 32,08% no vale-dejejum. É o que podemos conceder", destacou.

Sobre o possível início de greve na empresa, Antonio considerou inoportuno. "Ainda estamos negociando e tenho certeza que na reunião, que acontece amanhã, haverá avanços", concluiu.



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Greve da Sabesp não prejudica região

Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

27/05/2009 | 07:00


A greve da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), deflagrada ontem, não prejudicará o abastecimento de água na região. As fornecedoras de água e esgoto do Grande ABC - Saned, Sama e Semasa - que dependem da Sabesp para fornecimento, afirmaram que não houve problemas.

O único transtorno foi causado em Mauá, com o cancelamento da manutenção na estação elevatória da cidade. Segundo a Sama, trata-se de um trabalho de aproximadamente sete horas e, com isso, a normalização no abastecimento pode levar mais de 24 horas nos pontos mais altos da cidade.

Segundo o Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), quase 100% dos 16.500 trabalhadores da Saned paralisaram as atividades para reivindicar reajuste salarial de 15%. A Sabesp oferece aumento de 6,05%, calculado com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Segundo Antonio da Silva, diretor de imprensa do Sintaema, além do reajuste salarial, as demissões preocupam. "Mesmo sem estar em crise, a Sabesp já demitiu 304 trabalhadores desde o início do ano, vai demitir mais 2.250 com aval do governo estadual - que estuda concurso público para reposição - e se nega a garantir estabilidade total aos trabalhadores". explicou.

Silva destacou que a empresa quer dar somente 90% de estabilidade. "Temos certeza que se concordarmos com isso mais 1.650 funcionários desprotegidos serão demitidos imediatamente".

Outra reivindicação do sindicato é distribuição igualitária da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). "Atualmente os executivos com cargos altos ganham mais e isso precisa mudar, afinal a receita da empresa depende igualmente de todos colaboradores", estabeleceu o diretor.

O salário regional direfenciado também está na pauta de discussões. "Queremos que o trabalhador que a realiza a mesma função, ganhe o mesmo salário, independente da cidade em que trabalha", explicou Silva.

Com greve por tempo indeterminado, hoje, os trabalhadores realizam manifestação no Vão livre do Masp, em São Paulo, a partir das 11h.

A Sabesp informou, por meio de nota, que a empresa suscitou na tarde de ontem, na Justiça, a instauração do dissídio coletivo de greve, requerendo suspensão imediata da paralisação. A empresa entende que ainda existe espaço para negociação e alegou que tem feito todo esforço possível para chegar a um consenso.

DIADEMA - Os 340 funcionários da Saned, também realizam campanha por reajuste salarial. O aumento de 15% também é cogitado. Porém, segundo Antonio Carlos dos Anjos, diretor administrativo da empresa, o índice não será alcançado. " É impraticável, já que o último aumento na tarifa da água da cidade foi de 5,86%, em novembro do ano passado".

O diretor alegou que a proposta da empresa é generosa. "Estamos oferecendo 6,05% de reajuste nos salários, além de aumento de 8,33% no vale-refeição e 32,08% no vale-dejejum. É o que podemos conceder", destacou.

Sobre o possível início de greve na empresa, Antonio considerou inoportuno. "Ainda estamos negociando e tenho certeza que na reunião, que acontece amanhã, haverá avanços", concluiu.

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