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Entidade foi referência na luta contra a ditadura


Do Diário do Grande ABC

13/05/2009 | 07:00


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC completou ontem 50 anos de existência, em uma trajetória que marcou época: nas décadas de 1970 e 1980, tornou-se referência na luta pela redemocratização do País.

A entidade foi vanguarda do movimento que fazia oposição à ditadura, segundo o professor da PUC-SP (Pontíficia Universidade Católica de São Paulo) e da USP (Universidade de São Paulo) Arnaldo Mazzei Nogueira.

Luiz Inácio Lula da Silva chegou à presidência da entidade em 1975. Em 1978, o sindicato organizou uma greve na Scania, em São Bernardo, em um movimento que mais do que reivindicar reajuste salarial, exigia a redemocratização do País.

Nos últimos anos, segundo especialistas, o sindicado enfrenta a dificuldade de lutar pelos interesses da categoria de forma independente sem abrir mão da relação de amizade com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Nogueira considera que a chegada de Lula à Presidência da República criou "uma ambiguidade" para a entidade, que se viu no governo, mas precisava manter postura crítica para atender às demandas da categoria. O presidente do Ibret (Instituto Brasileiro de Relações do Emprego e Trabalho), Hélio Zylberstayn, acredita que a situação ambígua ocorreu no primeiro mandato de Lula (2002 a 2006). "Mas depois o sindicalismo foi retomado, também pela conjuntura favorável. Conseguiu ganhos reais na mesa de negociação".

Dirigentes sindicais negam que tenha havido um atrelamento. "O sindicato tem de ter independência", destacou o atual presidente da entidade, Sérgio Nobre. Ele fez críticas à manutenção do imposto sindical, "que serve para dar sustentação a entidades que não representam ninguém".



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Entidade foi referência na luta contra a ditadura

Do Diário do Grande ABC

13/05/2009 | 07:00


O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC completou ontem 50 anos de existência, em uma trajetória que marcou época: nas décadas de 1970 e 1980, tornou-se referência na luta pela redemocratização do País.

A entidade foi vanguarda do movimento que fazia oposição à ditadura, segundo o professor da PUC-SP (Pontíficia Universidade Católica de São Paulo) e da USP (Universidade de São Paulo) Arnaldo Mazzei Nogueira.

Luiz Inácio Lula da Silva chegou à presidência da entidade em 1975. Em 1978, o sindicato organizou uma greve na Scania, em São Bernardo, em um movimento que mais do que reivindicar reajuste salarial, exigia a redemocratização do País.

Nos últimos anos, segundo especialistas, o sindicado enfrenta a dificuldade de lutar pelos interesses da categoria de forma independente sem abrir mão da relação de amizade com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Nogueira considera que a chegada de Lula à Presidência da República criou "uma ambiguidade" para a entidade, que se viu no governo, mas precisava manter postura crítica para atender às demandas da categoria. O presidente do Ibret (Instituto Brasileiro de Relações do Emprego e Trabalho), Hélio Zylberstayn, acredita que a situação ambígua ocorreu no primeiro mandato de Lula (2002 a 2006). "Mas depois o sindicalismo foi retomado, também pela conjuntura favorável. Conseguiu ganhos reais na mesa de negociação".

Dirigentes sindicais negam que tenha havido um atrelamento. "O sindicato tem de ter independência", destacou o atual presidente da entidade, Sérgio Nobre. Ele fez críticas à manutenção do imposto sindical, "que serve para dar sustentação a entidades que não representam ninguém".

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