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Setor varejista e commodities sustentam economia

Ex-presidente do BC Gustavo Loyola diz estar otimista e acredita que o comércio deve sair bem da crise


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

07/05/2009 | 07:00


Enquanto a indústria brasileira vem acumulando perdas de produção e mão de obra desde que estourou a crise financeira internacional, em setembro de 2008, o setor varejista tem sido responsável, em boa parte, pela sustentação da economia.

Na avaliação de Gustavo Loyola, sócio diretor da Tendências Consultoria Integrada e ex-presidente do Banco Central, as vendas no varejo sentiram menos os reflexos da turbulência. "O consumo e a demanda externa por commodities continuarão puxando a economia brasileira", afirmou o economista durante seminário sobre os rumos da crise realizado na Associação Comercial de São Paulo.

Para Loyola, o varejo se sairá bem da crise principalmente no ramo dedicado aos bens de consumo. "O fato de (as empresas varejistas) não dependerem tanto de crédito pode trazer boas notícias neste ano; podem até crescer mais", salientou. "Eu sou otimista inclusive pela retomada da oferta de crédito pelos bancos privados".

De acordo com o economista, o Projeto de Lei que sugere a criação de um banco de dados chamado cadastro positivo, em trâmite no Congresso Nacional pode facilitar a concessão de crédito, a fim de reduzir a inadimplência e diminuir o spread (diferença entre o valor pago pelos bancos na captação de recursos e o repassado na hora do empréstimo).

Luiz Carlos Mendonça de Barros, diretor executivo da Quest Investimentos, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ex-diretor do Banco Central, também presente no evento, acredita que a economia brasileira continuará tendo elevação do consumo por conta do aumento da renda e do crédito.

Já o emprego não deve crescer ou crescer muito pouco. "O aumento no final de 2009 será gerado não pela agregação de novos empregos, mas por uma massa que vem se mantendo constante. Por exemplo, alguém saiu do trabalho em uma região mas entrou em outra". A taxa de desemprego, até o fim do ano, deve se manter em 10%.

COMÉRCIO EXTERIOR - Segundo Mendonça de Barros, embora as exportações brasileiras estejam caindo, as vendas ao exterior de commodities está crescendo e tem dado ao Brasil um saldo positivo. "Eu diria que estamos em um processo de solução da crise. Não tenho medo de o País vá quebrar".

A complementaridade com a China é muito positiva, defendeu, afirmando que a capacidade de exportação de commodities é o que está ajudando o Brasil.

Para Loyola, a China deve crescer entre 6,5% e 7% neste ano, o que mantém um nível de consumo.

PERSPECTIVA - Loyola ressaltou, porém, que não se deve subestimar a gravidade da crise externa. Por outro lado, não há motivo para pânico no Brasil porque nosso sistema bancário se mantém íntegro. "Nosso carro aqui parou por falta de gasolina. Lá (no exterior), foi porque bateu".

De acordo com o economista, medidas como o estímulo à casa própria ("Minha Casa, Minha Vida") e o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) podem aumentar a demanda em alguns setores. "Onde teremos uma mudança é nos investimentos, que estão retraídos e devem permanecer assim neste ano".

Na avaliação de Mendonça de Barros, o segmento das telecomunicações passou a ser o consumo base do brasileiro.



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