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D2 entre amigos


Luís Felipe Soares
Especial para o Diário

26/11/2008 | 07:00


Menos samba e mais rock. Esta é receita adotada por Marcelo D2 em A Arte do Barulho, seu novo trabalho. É quinto CD do cantor desde que iniciou sua carreira solo com Eu Tiro é Onda (1998).

O álbum revela que o músico carioca retoma as influências que o levaram ao estrelato ainda na época em que fazia parte do Planet Hemp, no início dos anos 1990. Apesar das pitadas mais roqueiras, não faltam hip-hop e outros ritmos ligados à cultura black.
"O disco tem bastante coisa interessante. Desta vez tem mais guitarra, mais bateria e menos batidas acústicas. Usei também um pouco de música afro e congada. As pessoas estavam esperando uma coisa meio pré-estabelecida, mas taí algo diferente", disse o cantor ontem, em coletiva de imprensa on-line.

O projeto levou cerca de quatro meses para ficar pronto. As gravações ocorreram em diversos estúdios no Brasil, incluindo o que existe na casa de D2, e foi finalizado em Los Angeles. "Foi boa essa correria, pois o trabalho foi amadurecendo." No total, foram 45 dias no estúdio e 12 músicas inéditas gravadas.

Com mais atitude e significado político do que os anteriores, A Arte do Barulho tem um tema que permeia as canções: a importância de abandonar a postura passiva e ir à luta pelo que a pessoa acredita. "O disco é um manifesto de levantar e acordar as pessoas para fazerem algo. A hora é agora para fazermos nossa história. Não podemos largar o sonho de lado", diz.

A primeira faixa de trabalho é Desabafo. A composição conta com um refrão tirado do samba Deixa Eu Dizer, interpretado pela cantora Cláudia na década de 1970.

O disco inteiro traz parcerias e participações especiais. Entre os músicos convidados estão Seu Jorge, em A Arte do Barulho e Pode Acreditar (Meu Laia Laia); Mariana Aydar, em Fala Sério; Roberta Sá, em Minha Missão, o rapper norte-americano Medaphor - mantendo a tradição de ter artistas internacionais em todos os seus projetos - em Kush; e Stephan Peixoto, filho do músico, em Atividade na Laje.

Segundo D2, ‘não foi nada pensado'. "Foi um momento em que precisava de ajuda. Todas as participações foram de amigos e trouxeram mais melodia para o disco."

Carreira - Aos 41 anos, Marcelo D2 já soma 15 anos de carreira. A paixão pelo samba - ‘é o som nacional e nossa identidade' - faz com que esteja ao lado daqueles que sempre admirou. "É estranho ter seus ídolos, como Zeca Pagodinho, Alcione e Arlindo Cruz, como seus amigos. Estamos sempre trabalhando juntos e é muito gratificante", comenta. O sambista Bezerra da Silva (1927-2005) é apontado com seu grande ídolo e amigo. "Ele foi o cara que me mostrou como samba é de verdade. O Bezerra é demais."

O carioca, no entanto, ainda está em busca da ‘batida perfeita'. "Não acaba nunca. O que me motiva é estar sempre procurando coisas novas. No dia em que acabar essa jornada, eu paro tudo".



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D2 entre amigos

Luís Felipe Soares
Especial para o Diário

26/11/2008 | 07:00


Menos samba e mais rock. Esta é receita adotada por Marcelo D2 em A Arte do Barulho, seu novo trabalho. É quinto CD do cantor desde que iniciou sua carreira solo com Eu Tiro é Onda (1998).

O álbum revela que o músico carioca retoma as influências que o levaram ao estrelato ainda na época em que fazia parte do Planet Hemp, no início dos anos 1990. Apesar das pitadas mais roqueiras, não faltam hip-hop e outros ritmos ligados à cultura black.
"O disco tem bastante coisa interessante. Desta vez tem mais guitarra, mais bateria e menos batidas acústicas. Usei também um pouco de música afro e congada. As pessoas estavam esperando uma coisa meio pré-estabelecida, mas taí algo diferente", disse o cantor ontem, em coletiva de imprensa on-line.

O projeto levou cerca de quatro meses para ficar pronto. As gravações ocorreram em diversos estúdios no Brasil, incluindo o que existe na casa de D2, e foi finalizado em Los Angeles. "Foi boa essa correria, pois o trabalho foi amadurecendo." No total, foram 45 dias no estúdio e 12 músicas inéditas gravadas.

Com mais atitude e significado político do que os anteriores, A Arte do Barulho tem um tema que permeia as canções: a importância de abandonar a postura passiva e ir à luta pelo que a pessoa acredita. "O disco é um manifesto de levantar e acordar as pessoas para fazerem algo. A hora é agora para fazermos nossa história. Não podemos largar o sonho de lado", diz.

A primeira faixa de trabalho é Desabafo. A composição conta com um refrão tirado do samba Deixa Eu Dizer, interpretado pela cantora Cláudia na década de 1970.

O disco inteiro traz parcerias e participações especiais. Entre os músicos convidados estão Seu Jorge, em A Arte do Barulho e Pode Acreditar (Meu Laia Laia); Mariana Aydar, em Fala Sério; Roberta Sá, em Minha Missão, o rapper norte-americano Medaphor - mantendo a tradição de ter artistas internacionais em todos os seus projetos - em Kush; e Stephan Peixoto, filho do músico, em Atividade na Laje.

Segundo D2, ‘não foi nada pensado'. "Foi um momento em que precisava de ajuda. Todas as participações foram de amigos e trouxeram mais melodia para o disco."

Carreira - Aos 41 anos, Marcelo D2 já soma 15 anos de carreira. A paixão pelo samba - ‘é o som nacional e nossa identidade' - faz com que esteja ao lado daqueles que sempre admirou. "É estranho ter seus ídolos, como Zeca Pagodinho, Alcione e Arlindo Cruz, como seus amigos. Estamos sempre trabalhando juntos e é muito gratificante", comenta. O sambista Bezerra da Silva (1927-2005) é apontado com seu grande ídolo e amigo. "Ele foi o cara que me mostrou como samba é de verdade. O Bezerra é demais."

O carioca, no entanto, ainda está em busca da ‘batida perfeita'. "Não acaba nunca. O que me motiva é estar sempre procurando coisas novas. No dia em que acabar essa jornada, eu paro tudo".

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