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Vans escolares estão
em más condições

Os funcionários da empresa que presta serviço à Prefeitura
de Santo André fizeram paralisação por falta de pagamento


Thaís Moraes
do Diário do Grande ABC

02/03/2013 | 07:00


Vans escolares que pertencem à empresa Transnacional e prestam serviço à Prefeitura de Santo André estão sucateadas. Os veículos fazem o transporte diário de 430 crianças.

A denúncia foi feita por motoristas da empresa e constatada pela equipe do Diário. Ontem, condutores e monitores (que coordenam o embarque e desembarque dos estudantes) entraram em greve por falta de pagamento do salário referente a fevereiro.

Os funcionários temem que acidentes aconteçam devido à precariedade dos veículos. A motorista Marcia Moraes, 41 anos, mostrou à equipe de reportagem alguns dos problemas da van dirigida por ela. "O pneu está careca, o freio de mão está quebrado, tenho que segurar no pedal e o elevador de acesso a cadeirantes também não está nivelado."

O condutor Valter Rodrigues, 57, também elencou as avarias. "A trava da porta está quebrada e um dos cintos também não destrava mais", apontou. EMForam flagrados ainda pedaços de madeira escorados na parte de trás de uma das vans para impedir a abertura da porta. Em outra perua, um pneu de estepe encontrava-se jogado atrás do banco usado pelas crianças.

Segundo a monitora Luciana Gonçalves, 38, a empresa Transnacional não possui mecânico encarregado da manutenção dos veículos. "Temos um motorista que entende um pouco do assunto e ajuda no que é possível. Não há a troca de pneus e peças, os itens apenas são remanejados", afirmou.

A empresa Transnacional presta serviço à Cobrate (Cooperativa Brasileira de Transporte), contratada pela Prefeitura para executar o Educatrans (Programa Municipal de Transporte Escolar Gratuito).

De acordo com a Prefeitura, o transporte feito por 16 vans atende diariamente 430 alunos, sendo 300 das regiões de Paranapiacaba e Parque Andreense, 60 estudantes portadores de deficiência e 70 crianças do Lar Escola São Francisco.

A prioridade é para alunos cadeirantes, sendo a distância da moradia e a condição socioeconômica da criança os critérios de escolha para as vagas oferecidas.

A Prefeitura informou ainda que a manutenção e reparo dos veículos são de responsabilidade da empresa e que já exigiu a melhoria dos carros, conforme prevê o contrato assinado entre as partes.

Segundo dados do Portal Transparência da Prefeitura de Santo André, no ano passado o município desembolsou cerca de R$ 3 milhões à Cobrate.

GREVE 

Ontem, devido à greve dos motoristas e monitores, centenas de crianças deixaram de ir à escola. É o caso do filho de Wagner Therencio Alves, pai de aluno deficiente. Ele lamentou a paralisação do transporte, mas evidenciou o mau estado de conservação dos carros utilizados. "Se ocorrer um acidente, quem é que vai se responsabilizar?", questionou.

Segundo os funcionários da Transnacional, a empresa alegou que a Prefeitura não realizou o pagamento, e por isso não havia recursos para honrar os salários."Tomamos a decisão de parar porque temos família e contas para pagar. A empresa prometeu pagar na quarta-feira, mas não aconteceu", justificou Luciana.

Procurados, os responsáveis pela Transnacional não quiseram dar entrevista.

Contatada, a administração prometeu regularizar a situação referente às parcelas em atraso, dos meses de janeiro e fevereiro. Informou ainda que o retorno do transporte escolar foi garantido pelos funcionários da Transnacional.

Na segunda-feira, o sindicato que representa a categoria fará reunião para determinar a situação das vans. "Ou a empresa dá condições de segurança aos trabalhadores e alunos ou será tirada do mercado", enfatizou Cicera Carlos da Silva, presidente do Sindicato de Trabalhadores de Autoescola, Despachantes e Transporte Escolar do ABC.



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Vans escolares estão
em más condições

Os funcionários da empresa que presta serviço à Prefeitura
de Santo André fizeram paralisação por falta de pagamento

Thaís Moraes
do Diário do Grande ABC

02/03/2013 | 07:00


Vans escolares que pertencem à empresa Transnacional e prestam serviço à Prefeitura de Santo André estão sucateadas. Os veículos fazem o transporte diário de 430 crianças.

A denúncia foi feita por motoristas da empresa e constatada pela equipe do Diário. Ontem, condutores e monitores (que coordenam o embarque e desembarque dos estudantes) entraram em greve por falta de pagamento do salário referente a fevereiro.

Os funcionários temem que acidentes aconteçam devido à precariedade dos veículos. A motorista Marcia Moraes, 41 anos, mostrou à equipe de reportagem alguns dos problemas da van dirigida por ela. "O pneu está careca, o freio de mão está quebrado, tenho que segurar no pedal e o elevador de acesso a cadeirantes também não está nivelado."

O condutor Valter Rodrigues, 57, também elencou as avarias. "A trava da porta está quebrada e um dos cintos também não destrava mais", apontou. EMForam flagrados ainda pedaços de madeira escorados na parte de trás de uma das vans para impedir a abertura da porta. Em outra perua, um pneu de estepe encontrava-se jogado atrás do banco usado pelas crianças.

Segundo a monitora Luciana Gonçalves, 38, a empresa Transnacional não possui mecânico encarregado da manutenção dos veículos. "Temos um motorista que entende um pouco do assunto e ajuda no que é possível. Não há a troca de pneus e peças, os itens apenas são remanejados", afirmou.

A empresa Transnacional presta serviço à Cobrate (Cooperativa Brasileira de Transporte), contratada pela Prefeitura para executar o Educatrans (Programa Municipal de Transporte Escolar Gratuito).

De acordo com a Prefeitura, o transporte feito por 16 vans atende diariamente 430 alunos, sendo 300 das regiões de Paranapiacaba e Parque Andreense, 60 estudantes portadores de deficiência e 70 crianças do Lar Escola São Francisco.

A prioridade é para alunos cadeirantes, sendo a distância da moradia e a condição socioeconômica da criança os critérios de escolha para as vagas oferecidas.

A Prefeitura informou ainda que a manutenção e reparo dos veículos são de responsabilidade da empresa e que já exigiu a melhoria dos carros, conforme prevê o contrato assinado entre as partes.

Segundo dados do Portal Transparência da Prefeitura de Santo André, no ano passado o município desembolsou cerca de R$ 3 milhões à Cobrate.

GREVE 

Ontem, devido à greve dos motoristas e monitores, centenas de crianças deixaram de ir à escola. É o caso do filho de Wagner Therencio Alves, pai de aluno deficiente. Ele lamentou a paralisação do transporte, mas evidenciou o mau estado de conservação dos carros utilizados. "Se ocorrer um acidente, quem é que vai se responsabilizar?", questionou.

Segundo os funcionários da Transnacional, a empresa alegou que a Prefeitura não realizou o pagamento, e por isso não havia recursos para honrar os salários."Tomamos a decisão de parar porque temos família e contas para pagar. A empresa prometeu pagar na quarta-feira, mas não aconteceu", justificou Luciana.

Procurados, os responsáveis pela Transnacional não quiseram dar entrevista.

Contatada, a administração prometeu regularizar a situação referente às parcelas em atraso, dos meses de janeiro e fevereiro. Informou ainda que o retorno do transporte escolar foi garantido pelos funcionários da Transnacional.

Na segunda-feira, o sindicato que representa a categoria fará reunião para determinar a situação das vans. "Ou a empresa dá condições de segurança aos trabalhadores e alunos ou será tirada do mercado", enfatizou Cicera Carlos da Silva, presidente do Sindicato de Trabalhadores de Autoescola, Despachantes e Transporte Escolar do ABC.

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