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Quem sabe, sabe

Do ex-presidente Lula, em São Paulo, no lançamento de um livro de louvação a seu Governo


Carlos Brickmann

15/05/2013 | 00:00


Do ex-presidente Lula, em São Paulo, no lançamento de um livro de louvação a seu Governo: "Não existe político irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético". Lula conhece a política e os políticos. É um bom político.

Mais de Lula, no mesmo evento: "Quando vocês não acreditarem em mais ninguém, no Lula, no Haddad, na Dilma, em ninguém, nem no Paulo Maluf, ainda assim, pelo amor de Deus, não desistam da política".

O evento do livro sobre Lula se realizou no Centro Cultural de São Paulo.

Acredite: nos anúncios do PT, agora, quem apareceu foi o deputado federal José Genoíno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão, por corrupção ativa e formação de quadrilha. É membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Genoíno falou sobre a urgente necessidade da reforma política. Há que concordar com Sua Excelência: a reforma política, como demonstra o próprio caso de Genoíno, é urgente e extremamente necessária.

Da presidente Dilma Rousseff, em discurso na posse do presidente da Associação Comercial de São Paulo: "Porém esse processo está sub judice, e a MP que define essa parte, essa parte dos royalties que é royalties, participações... essa parte da lei, aliás royalties, participações especiais e os recursos do pré-sal, destina à educação... essa lei, ela está parada porque ela está sub judice. O Supremo Tribunal está avaliando essa questão, se é ou não é inconstitucional ou não."

Quem sabe, sabe. Quem souber traduzir esta frase, conte para esta coluna.

Vice e ministro

A nomeação do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, para o Ministério da Pequena e Média Empresa, leva a duas boas conclusões:

1 - se Afif pode trabalhar ao mesmo tempo em São Paulo e Brasília, morando em São Paulo e dando expediente em Brasília, nos intervalos entre uma posse e outra no Governo paulista, está comprovado que vice-governador não tem função. Quando as comunicações eram difíceis e os transportes lentos, vá lá; o vice era essencial para manter as coisas funcionando quando o governador viajava. Hoje, para o bem ou para o mal (e o governador é Alckmin!), ele pode governar de onde quer que esteja. Se tiver de ser substituído definitivamente, o presidente da Assembleia pode assumir por alguns dias, até que o novo governador seja eleito. Para que vice? Só para gastar ainda mais dinheiro público?

2 - pelo mesmo motivo, já que o trabalho pode ser interrompido numa boa para que o ministro assuma o Governo paulista, fica comprovado que o Ministério criado para ele não terá função. Se o tal ministério fosse necessário, o ministro teria de dedicar-lhe todo seu tempo. Pense, por exemplo, na possibilidade de o ministro Mantega licenciar-se de tempos em tempos para assumir outro cargo (ou melhor, nem pense. Cada caso é um caso, e aí todos ficariam felizes!).



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Quem sabe, sabe

Do ex-presidente Lula, em São Paulo, no lançamento de um livro de louvação a seu Governo

Carlos Brickmann

15/05/2013 | 00:00


Do ex-presidente Lula, em São Paulo, no lançamento de um livro de louvação a seu Governo: "Não existe político irretocável do ponto de vista do comportamento moral e ético". Lula conhece a política e os políticos. É um bom político.

Mais de Lula, no mesmo evento: "Quando vocês não acreditarem em mais ninguém, no Lula, no Haddad, na Dilma, em ninguém, nem no Paulo Maluf, ainda assim, pelo amor de Deus, não desistam da política".

O evento do livro sobre Lula se realizou no Centro Cultural de São Paulo.

Acredite: nos anúncios do PT, agora, quem apareceu foi o deputado federal José Genoíno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão, por corrupção ativa e formação de quadrilha. É membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Genoíno falou sobre a urgente necessidade da reforma política. Há que concordar com Sua Excelência: a reforma política, como demonstra o próprio caso de Genoíno, é urgente e extremamente necessária.

Da presidente Dilma Rousseff, em discurso na posse do presidente da Associação Comercial de São Paulo: "Porém esse processo está sub judice, e a MP que define essa parte, essa parte dos royalties que é royalties, participações... essa parte da lei, aliás royalties, participações especiais e os recursos do pré-sal, destina à educação... essa lei, ela está parada porque ela está sub judice. O Supremo Tribunal está avaliando essa questão, se é ou não é inconstitucional ou não."

Quem sabe, sabe. Quem souber traduzir esta frase, conte para esta coluna.

Vice e ministro

A nomeação do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, para o Ministério da Pequena e Média Empresa, leva a duas boas conclusões:

1 - se Afif pode trabalhar ao mesmo tempo em São Paulo e Brasília, morando em São Paulo e dando expediente em Brasília, nos intervalos entre uma posse e outra no Governo paulista, está comprovado que vice-governador não tem função. Quando as comunicações eram difíceis e os transportes lentos, vá lá; o vice era essencial para manter as coisas funcionando quando o governador viajava. Hoje, para o bem ou para o mal (e o governador é Alckmin!), ele pode governar de onde quer que esteja. Se tiver de ser substituído definitivamente, o presidente da Assembleia pode assumir por alguns dias, até que o novo governador seja eleito. Para que vice? Só para gastar ainda mais dinheiro público?

2 - pelo mesmo motivo, já que o trabalho pode ser interrompido numa boa para que o ministro assuma o Governo paulista, fica comprovado que o Ministério criado para ele não terá função. Se o tal ministério fosse necessário, o ministro teria de dedicar-lhe todo seu tempo. Pense, por exemplo, na possibilidade de o ministro Mantega licenciar-se de tempos em tempos para assumir outro cargo (ou melhor, nem pense. Cada caso é um caso, e aí todos ficariam felizes!).

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