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A hora de demitir

Esse é um momento delicado tanto para quem está saindo quanto para os gestores que precisam tomar a decisão


Cíntia Bortotto

26/11/2012 | 00:00


Em todos estes anos como executiva, percebo que a hora de demitir é um momento muito delicado para quem está saindo da empresa, mas também para os gestores que precisam tomar a decisão. Como lidar com essa dificuldade? O processo de demissão pode envolver várias frustrações: uma pessoa que não correspondeu às expectativas, que não se adaptou à cultura, que não se adaptou à equipe. Por outro lado, o gestor pode pensar que não fez tudo que estava ao seu alcance ou que falhou como líder ou pensar que demitirá alguém que de fato precisa do emprego.

Por isso, é tão importante fazer esse processo com toda a seriedade e respeito. Se a pessoa não está desempenhando bem ou tem um comportamento inadequado, deve-se dar feedback. Eu recomendo que, a cada mês, aconteça uma conversa sobre o assunto e, ao final do terceiro mês, tome-se decisão definitiva.

Uma vez tomada a decisão pelo desligamento, existe um protocolo a seguir:

1. Valide tudo com o RH antes - data de demissão, carta de demissão, saiba o que a pessoa terá direito de receber;

2. Chame a pessoa em uma sala fechada e explique que vocês já vêm conversando sobre o desempenho e/ou comportamento dela e que, de fato, por não haver alteração no nível necessário, ela está sendo demitida;

3. Observe a reação da pessoa e a apoie. Colha a assinatura na carta de demissão;

4. Enquanto ela se organiza para deixar a empresa, chame o restante da equipe e fale que desligou a pessoa, não se deve expor o demitido, mas o intuito dessa conversa é não espalhar o pânico e deixar claro que era algo pontual (se de fato era);

5. Tente fazer com que esse processo seja o mais amigável.

Evite a proximidade de datas festivas como o Natal e sempre esteja atento aos prazos de estabilidade, como o retorno de férias ou de algum tipo de licença. Seja direto e diga de maneira educada porque está desligando o colaborador. O ideal é dar exemplos de situações em que o colaborador não desempenhou ou se comportou de maneira inadequada.

A melhor preparação para não se sentir mal durante esse processo é fazer direitinho o processo de feedback e acompanhamento que antecede o desligamento, assim quando tiver que ocorrer a demissão, não será surpresa para o colaborador.

Se o funcionário reagir de forma agressiva ou depressiva, é preciso saber agir. Se a pessoa começar a chorar, dê o tempo para que ela chore e se recupere, isso é um sinal de respeito. Se a pessoa estiver agressiva, comunique que você está percebendo a postura, que você entende, respeita, mas que a decisão já foi tomada de acordo com determinados critérios. Seja sempre transparente. Siga confiante e boa sorte!



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A hora de demitir

Esse é um momento delicado tanto para quem está saindo quanto para os gestores que precisam tomar a decisão

Cíntia Bortotto

26/11/2012 | 00:00


Em todos estes anos como executiva, percebo que a hora de demitir é um momento muito delicado para quem está saindo da empresa, mas também para os gestores que precisam tomar a decisão. Como lidar com essa dificuldade? O processo de demissão pode envolver várias frustrações: uma pessoa que não correspondeu às expectativas, que não se adaptou à cultura, que não se adaptou à equipe. Por outro lado, o gestor pode pensar que não fez tudo que estava ao seu alcance ou que falhou como líder ou pensar que demitirá alguém que de fato precisa do emprego.

Por isso, é tão importante fazer esse processo com toda a seriedade e respeito. Se a pessoa não está desempenhando bem ou tem um comportamento inadequado, deve-se dar feedback. Eu recomendo que, a cada mês, aconteça uma conversa sobre o assunto e, ao final do terceiro mês, tome-se decisão definitiva.

Uma vez tomada a decisão pelo desligamento, existe um protocolo a seguir:

1. Valide tudo com o RH antes - data de demissão, carta de demissão, saiba o que a pessoa terá direito de receber;

2. Chame a pessoa em uma sala fechada e explique que vocês já vêm conversando sobre o desempenho e/ou comportamento dela e que, de fato, por não haver alteração no nível necessário, ela está sendo demitida;

3. Observe a reação da pessoa e a apoie. Colha a assinatura na carta de demissão;

4. Enquanto ela se organiza para deixar a empresa, chame o restante da equipe e fale que desligou a pessoa, não se deve expor o demitido, mas o intuito dessa conversa é não espalhar o pânico e deixar claro que era algo pontual (se de fato era);

5. Tente fazer com que esse processo seja o mais amigável.

Evite a proximidade de datas festivas como o Natal e sempre esteja atento aos prazos de estabilidade, como o retorno de férias ou de algum tipo de licença. Seja direto e diga de maneira educada porque está desligando o colaborador. O ideal é dar exemplos de situações em que o colaborador não desempenhou ou se comportou de maneira inadequada.

A melhor preparação para não se sentir mal durante esse processo é fazer direitinho o processo de feedback e acompanhamento que antecede o desligamento, assim quando tiver que ocorrer a demissão, não será surpresa para o colaborador.

Se o funcionário reagir de forma agressiva ou depressiva, é preciso saber agir. Se a pessoa começar a chorar, dê o tempo para que ela chore e se recupere, isso é um sinal de respeito. Se a pessoa estiver agressiva, comunique que você está percebendo a postura, que você entende, respeita, mas que a decisão já foi tomada de acordo com determinados critérios. Seja sempre transparente. Siga confiante e boa sorte!

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