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Brasil testa a partir de amanhã a Seleção e a
infraestrutura para fazer bonito durante a Copa


Do Diário do Grande ABC

14/06/2013 | 07:00


Se existe um momento em que o Brasil pode errar dentro ou fora de campo se chama Copa das Confederações, que começa amanhã com a Seleção enfrentando o Japão, às 16h, em Brasília. Inevitavelmente, o torcedor, passional como sempre, não perdoará deslizes, principalmente com a bola rolando, mas é daqui a um ano, na Copa do Mundo, que tudo terá de estar funcionando perfeitamente. Felipão terá a chance de ajustar os craques e dar padrão tático ao time, enquanto o governo conhecerá na prática os desafios que terá de resolver nos próximos 365 dias.


Como se fosse um vestibular, o Brasil terá de mostrar no teste como se preparou nos últimos cinco anos e meio, desde que foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Dentro de campo, o time reprovou algumas matérias, mudou a condução dos trabalhos – trocou Mano Menezes por Felipão – e carrega a esperança de que o torcedor possa fazer a diferença.


A desculpa padrão dos jogadores após as fracas atuações contra os gigantes do futebol mundial era de que o time não tinha tempo suficiente para treinar. Agora, a preparação foi feita da melhor maneira possível. Felipão está reunido com o grupo desde o dia 28 de maio, teve dois amistosos – empate contra a Inglaterra (2 a 2) e vitória sobre a França (3 a 0) – para definir os titulares e o que se espera é força máxima.


Acostumado a grandes times, o torcedor brasileiro não comemora uma conquista desde 2009, quando a Seleção ganhou a Copa das Confederações da África do Sul, após virada (3 a 2) sobre os Estados Unidos – sem levar em consideração o Superclássico das Américas de 2012, quando venceu a Argentina em jogo que reuniu apenas atletas que atuavam em seus países.


Se dentro de campo os desafios já são enormes, fora dele alcança proporções gigantescas. Além dos estádios que precisam estar impecáveis, o Brasil precisa corrigir problemas que assolam o País há muitos anos, entre eles a má condição do transporte público, a superlotação em ruas, estradas, rodovias e aeroportos.<EM>
Certamente, o desempenho a partir de amanhã será o máximo que o Brasil poderá apresentar, dentro e fora de campo. Resta saber se será suficiente para satisfazer o torcedor brasileiro e os turistas.

REGULAMENTO
A Copa das Confederações, organizada pela Fifa, é propositadamente disputada no ano anterior à Copa do Mundo, no país anfitrião, justamente para testar a infraestrutura colocada à disposição.


Tem esse nome porque reúne os campeões das seis confederações que regem o futebol, mais o país sede, no caso o Brasil, e também a atual campeã mundial, a Espanha. Os demais participantes são Itália (vice-campeã europeia, mas que herdou a vaga da campeã Espanha), Uruguai (América do Sul), México (América do Norte), Nigéria (África), Taiti (Oceania) e Japão (Ásia).


Na primeira fase, as seleções foram divididas em dois grupos com quatro times em cada um. Todos jogam contra todos, avançando os dois primeiros de cada chave para a semifinal e depois a final. (Anderson Fattori)

Felipão busca nova família
Após conquista do penta, técnico tenta provar à frente de nova geração que não está ultrapassado

Passados dez anos, Luiz Felipe Scolari começa a constituir nova família. Não, o técnico não se separou da mulher. Assim como em 2002, quando conquistou o pentacampeonato, agora pretende aglutinar ao redor de si uma seleção ainda vista com certa desconfiança.


A tarefa de Felipão na Copa das Confederações é fazer com que sua equipe se mostre competitiva e esteja à grandeza da tradição da camisa verde e amarela. Não será simples, já que há quem entenda que o treinador, a exemplo de seu auxiliar, Carlos Alberto Parreira, seja adepto do chamado futebol de resultados.


Pesa contra Felipão o fato de recentemente ter sido um dos pivôs do rebaixamento do Palmeiras à Série B do Brasileiro, justamente porque não conseguiu manter a união do grupo. Isso teria acontecido porque assim que os resultados negativos começaram a surgir, ele teria apontado culpados e os atirado aos leões, sem admitir culpa em alguns casos.


Só o tempo e os resultados dirão se o treinador formará outra ‘Família Scolari’.


Para ajudar na tarefa, o técnico conta com quatro atletas que já disputaram Copa, o goleiro Júlio César, o lateral Daniel Alves, o zagueiro Tiago Silva e o atacante Fred. Júlio César também busca redenção, já que foi considerado vilão na eliminação do Brasil diante da Holanda no Mundial de 2010, na África do Sul.


Até então, o goleiro era sinônimo de segurança e um dos astros não só do grupo comandado por Dunga, mas também do futebol mundial. Júlio César caiu em desgraça ao falhar no primeiro gol dos holandeses. Ao término do Mundial, foi dispensado pela Inter de Milão e, sem mercado, acabou indo parar no Queens Park Rangers. O modesto clube inglês acaba de ser rebaixado à Segunda Divisão.


Os outros dois goleiros Diego Cavalieri (Fluminense) e Jefferson (Botafogo) fizeram jus à convocação, porque de fato foram os melhores da posição no último Brasileiro.


Nas laterais, o Brasil está bem servido e não restam dúvidas de que Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madri) serão os titulares. Porém, a torcida espera que desempenhem com a mesma eficiência o futebol que costumam mostrar com a camisa de seus respectivos clubes na Espanha.


Jean (Fluminense) e Filipe Luís (Atlético de Madrid), em menor escala, também mostraram que podem dar conta do recado, mas ainda precisam mais rodagem para pleitear vaga na equipe titular.


Na linha de zaga, Tiago Silva (Paris Saint-German) deu sinais, logo em suas primeiras convocações, de que seria o dono da posição juntamente com o cabeludo David Luiz (Chelsea). Réver (Atlético-MG) e Dante (Bayern) deverão mesmo ser apenas coadjuvantes.


É no meio campo que as disputas seguem acirradas por espaço. Fernando (Grêmio), Hernanes (Lazio), Luiz Gustavo (Bayern) e Paulinho (Corinthians) competem em condições de igualdade. Embora os dois últimos tenham começado os amistosos promovidos por Felipão como titulares, o treinador ainda não sinalizou quem de fato será o dono da posição. Todos eles entraram bem nos jogos e exerceram suas funções a contento. Fernando e Luiz Gustavo são marcadores, enquanto que Paulinho e Hernanes chegam com mais facilidade no apoio ao ataque.


Há quem defenda Paulinho e Hernanes como titulares, porque são mais técnicos e com eles o Brasil mostra o verdadeiro futebol que sempre encantou o mundo, o futebol ofensivo, o futebol arte. Entre os meias, Oscar (Chelsea) e Lucas (Paris Saint-German) saem na frente de Jadson (São Paulo) na disputa, embora Lucas seja considerado por Felipão reserva de Hulk (Zenit).


No ataque, a Seleção também foi amplamente renovada. As expectativas recaem sobre Fred, homem gol do Fluminense, e Neymar, que acaba de se transferir para o Barcelona. Bernard, revelação brasileira em 2012, e Jô, ambos do Atlético-MG, correm por fora. (Marco Borba)
 

Incertezas preocupam o Brasil

A Seleção Brasileira vem para a disputa da Copa das Confederações cheia de incertezas. A equipe trocou de comando em novembro (Mano Menezes deu lugar a Luiz Felipe Scolari) e o time ainda procura ficar com a cara do treinador. As variações táticas dão o tom do novo técnico. Felipão, que ficou conhecido em boa parte da carreira como retranqueiro, se transformou em profissional arrojado em sua segunda passagem pela Seleção, que agora costuma usar o 4-3-3, com Oscar atuando pelo lado direito, Neymar no esquerdo e Fred mais centralizado.

A cobrança, como de costume, é enorme em torno da Seleção Brasileira. Por atuar em casa, os jogadores sabem da pressão que vão sofrer vinda das arquibancadas por um bom desempenho. Além disso, o País carrega nas costas o peso de ser o maior vencedor do torneio. Atual bicampeã (2005 e 2009), a Seleção Brasileira não quer deixar escapar a possibilidade de conquistar o título pela primeira vez na história dentro de casa.

A estreia será em Brasília, contra o Japão, seleção que vem crescendo no futebol mundial e que foi a primeira a garantir vaga na Copa do Mundo de 2014. E na história da competição, nunca derrotada pelos brasileiros.
O segundo adversário será o México, em Fortaleza, que em três confrontos contra o Brasil, venceu dois. A participação na primeira fase será encerrada com a partida diante da Itália, em Salvador. A Azurra é velha conhecida dos brasileiros e também é certeza de páreo duro.

O ataque promete ser o forte da equipe. O selecionado canarinho conta com nomes de alto nível, como Fred, Hulk e Oscar. Mas, obviamente, a maior esperança do País gira em torno do camisa dez Neymar. A Joia, o atleta mais valorizado do torneio (R$ 191 milhões), carrega a responsabilidade de ser o artilheiro da equipe, mesmo longe de sua melhor fase. E não se assusta com isso.

“A cobrança sempre existiu e sempre vai existir. É um grupo. Todos nós sabemos das nossas responsabilidades e vamos fazer de tudo para conseguir o que a gente quer, que é o título da Copa das Confederações”, comentou o jogador.

Um dos trunfos da equipe comandada por Felipão é o preparo físico de seus atletas. O preparador Paulo Paixão afirmou que a equipe tem todas as condições possíveis de suportar os 90 minutos de cada partida, independentemente da adaptação, tanto de quem atua fora como dentro do País.
E o treinador aponta o diferencial que o Brasil pode ter na competição.
“Vamos ter que criar alternativas para jogadas mais agudas, ou então jogar mais pelos lados do campo. O Brasil é catalogado como sem qualidade, mas a verdade é que todo mundo que vai jogar contra nós coloca nove atrás da linha do meio do campo. Se não tivéssemos condições, os outros viriam jogar abertos contra nós”, analisou Felipão. (Thiago Bassan)
 

Aliando experiência e gols, Fred é a arma do treinador

Se Neymar não corresponder, a arma secreta de Felipão para a Copa das Confederações é Fred. O atacante do Fluminense alia experiência, habilidade e o mais importante para quem atua no setor: sabe fazer gols como ninguém.


Artilheiro do Campeonato Brasileiro no ano passado, Fred foi praticamente descartado pelo ex-técnico do Brasil Mano Menezes. O relacionamento entre os dois nunca foi dos melhores. Mano caiu, Felipão assumiu e o jogador passou a ser o homem de confiança do novo comandante. Não é à toa que Fred marcou quatro gols em cinco jogos sob o comando do treinador pentacampeão.

Feliz com a tão sonhada oportunidade, o atacante não se cansa de dizer que seu principal objetivo na Copa das Confederações é marcar gols, passando por cima das críticas de quem o acusa de ser um centroavante ‘paradão’, sem esquecer que o mais importante é ver o time saindo de campo com as vitórias.

“Números eu não sei, mas quero fazer gol em todos os jogos. Se der para fazer mais de um por partida, melhor ainda. Mas o mais importante é ganhar as partidas e fazer boa competição. Prefiro finalizar meia vez e fazer um gol do que muitas e não marcar”, declarou recentemente o jogador.

Para que Fred esteja em 100% das suas condições até a estreia no torneio, Felipão vem realizando trabalho especial com o veterano atleta, poupando-o, inclusive, de algumas atividades. Nem mesmo as dores que sentiu na coxa recentemente desanimam o jogador. “Agora vai chegar nosso objetivo principal. Como vale três pontos e é um campeonato curto, temos a obrigação de vencer a estreia. Essa é a preocupação que temos”, destacou. (Thiago Bassan)

Estádios custam caro aos cofres públicos
 

O dia 30 de outubro de 2007 foi histórico para o Brasil e o futebol nacional. Naquela data, a Fifa anunciou o País como sede da Copa do Mundo de 2014 – e, consequentemente, da Copa das Confederações, um ano antes. Na época, o então presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, frisou sem titubear: “Será o Mundial da iniciativa privada” ou “prioritariamente com recursos privados”, quando referia-se aos investimentos que seriam feitos sobretudo para reformar os estádios. Cinco anos e meio depois, a realidade é outra.

Se a previsão inicial estimava era de que seriam gastos cerca de R$ 2,35 bilhões para deixar as arenas esportivas nas condições exigidas para receber o evento, o valor aumentou quase três vezes e chegou a aproximadamente R$ 7 bi. Deste montante, se a promessa era ter a iniciativa privada por trás, não passou de sonho. A cada relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o assunto, a quantia bancada com dinheiro público só aumentava e dados divulgados recentemente apontaram que 97,3% do total foram oriundos dos cofres públicos.

Dados do Senado indicam que o BNDES é responsável por financiar R$ 3,6 bilhões, Estados e municípios sedes arcam com R$ 3,2 bilhões, enquanto a iniciativa privada apenas injetou R$ 192 milhões.

Nenhuma das seis arenas reformadas para a Copa das Confederações conseguiu se enquadrar ao orçamento previsto. Todas tiveram aumento de, no mínimo, 10% no custo final. Brasília, que abriga o Estádio Mané Garrincha, foi a que mais teve diferença: foram orçados R$ 745,3 milhões e gasto R$ 1,566 bilhão. O Maracanã, no Rio de Janeiro, também teve mudanças nos valores: passaram de R$ 932 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Independentemente de valores, os seis estádios foram entregues a tempo. Alguns, com atraso, problemas operacionais nos eventos inaugurais, mas a Copa das Confederações será realizada justamente como teste ao Mundial. (Dérek Bittencourt)

Trânsito é preocupação na maioria das sedes

A Copa das Confederações será teste de paciência para os motoristas das cidades sedes, principalmente nos jogos do meio da semana. Foram poucos os projetos de mobilidade urbana entregues pelos governantes.
Uma das principais preocupações é o Rio de Janeiro, que receberá, entre outros jogos, a decisão do torneio. As obras no entorno do Maracanã já vêm prejudicando o trânsito no dia a dia.

Para o jogo de quinta-feira entre Espanha e Taiti, no qual são esperadas 70 mil pessoas, a prefeitura tomou medidas, como feriado para escolas municipais e ponto facultativo para repartições públicas.
Em Fortaleza, a situação é pior, sem entregar obra alguma. No dia 9 de maio, o Castelão recebeu show do britânico Paul McCarteney para 50 mil pessoas. O evento gerou engarrafamento enorme.

Por outro lado, Salvador teve suas principais vias perto da Fonte Nova prontas e promete ser a cidade com menos problemas de trânsito. Já Brasília, que recebe apenas o jogo de abertura, terá as principais obras concluídas em 2014. (Thiago Postigo Silva)

Segurança é a principal dor de cabeça do governo brasileiro

Não é segredo para ninguém que uma das principais preocupações do Brasil com a Copa das Confederações é a Segurança. O próprio ministro do Esporte, Aldo Rebelo, revelou que o País está tomando medidas para evitar tragédias, como aconteceu recentemente na Maratona de Boston.


O plano de Segurança terá tanques antiaéreos, robôs e 1.200 soldados especializadas no combate ao terrorismo.
A delegação espanhola, por exemplo, tem a segurança comandada pelo Exército, além de o hotel onde está hospedada contar com vários policiais à paisana. (Thiago Postigo Silva)



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Brasil testa a partir de amanhã a Seleção e a
infraestrutura para fazer bonito durante a Copa

Do Diário do Grande ABC

14/06/2013 | 07:00


Se existe um momento em que o Brasil pode errar dentro ou fora de campo se chama Copa das Confederações, que começa amanhã com a Seleção enfrentando o Japão, às 16h, em Brasília. Inevitavelmente, o torcedor, passional como sempre, não perdoará deslizes, principalmente com a bola rolando, mas é daqui a um ano, na Copa do Mundo, que tudo terá de estar funcionando perfeitamente. Felipão terá a chance de ajustar os craques e dar padrão tático ao time, enquanto o governo conhecerá na prática os desafios que terá de resolver nos próximos 365 dias.


Como se fosse um vestibular, o Brasil terá de mostrar no teste como se preparou nos últimos cinco anos e meio, desde que foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Dentro de campo, o time reprovou algumas matérias, mudou a condução dos trabalhos – trocou Mano Menezes por Felipão – e carrega a esperança de que o torcedor possa fazer a diferença.


A desculpa padrão dos jogadores após as fracas atuações contra os gigantes do futebol mundial era de que o time não tinha tempo suficiente para treinar. Agora, a preparação foi feita da melhor maneira possível. Felipão está reunido com o grupo desde o dia 28 de maio, teve dois amistosos – empate contra a Inglaterra (2 a 2) e vitória sobre a França (3 a 0) – para definir os titulares e o que se espera é força máxima.


Acostumado a grandes times, o torcedor brasileiro não comemora uma conquista desde 2009, quando a Seleção ganhou a Copa das Confederações da África do Sul, após virada (3 a 2) sobre os Estados Unidos – sem levar em consideração o Superclássico das Américas de 2012, quando venceu a Argentina em jogo que reuniu apenas atletas que atuavam em seus países.


Se dentro de campo os desafios já são enormes, fora dele alcança proporções gigantescas. Além dos estádios que precisam estar impecáveis, o Brasil precisa corrigir problemas que assolam o País há muitos anos, entre eles a má condição do transporte público, a superlotação em ruas, estradas, rodovias e aeroportos.<EM>
Certamente, o desempenho a partir de amanhã será o máximo que o Brasil poderá apresentar, dentro e fora de campo. Resta saber se será suficiente para satisfazer o torcedor brasileiro e os turistas.

REGULAMENTO
A Copa das Confederações, organizada pela Fifa, é propositadamente disputada no ano anterior à Copa do Mundo, no país anfitrião, justamente para testar a infraestrutura colocada à disposição.


Tem esse nome porque reúne os campeões das seis confederações que regem o futebol, mais o país sede, no caso o Brasil, e também a atual campeã mundial, a Espanha. Os demais participantes são Itália (vice-campeã europeia, mas que herdou a vaga da campeã Espanha), Uruguai (América do Sul), México (América do Norte), Nigéria (África), Taiti (Oceania) e Japão (Ásia).


Na primeira fase, as seleções foram divididas em dois grupos com quatro times em cada um. Todos jogam contra todos, avançando os dois primeiros de cada chave para a semifinal e depois a final. (Anderson Fattori)

Felipão busca nova família
Após conquista do penta, técnico tenta provar à frente de nova geração que não está ultrapassado

Passados dez anos, Luiz Felipe Scolari começa a constituir nova família. Não, o técnico não se separou da mulher. Assim como em 2002, quando conquistou o pentacampeonato, agora pretende aglutinar ao redor de si uma seleção ainda vista com certa desconfiança.


A tarefa de Felipão na Copa das Confederações é fazer com que sua equipe se mostre competitiva e esteja à grandeza da tradição da camisa verde e amarela. Não será simples, já que há quem entenda que o treinador, a exemplo de seu auxiliar, Carlos Alberto Parreira, seja adepto do chamado futebol de resultados.


Pesa contra Felipão o fato de recentemente ter sido um dos pivôs do rebaixamento do Palmeiras à Série B do Brasileiro, justamente porque não conseguiu manter a união do grupo. Isso teria acontecido porque assim que os resultados negativos começaram a surgir, ele teria apontado culpados e os atirado aos leões, sem admitir culpa em alguns casos.


Só o tempo e os resultados dirão se o treinador formará outra ‘Família Scolari’.


Para ajudar na tarefa, o técnico conta com quatro atletas que já disputaram Copa, o goleiro Júlio César, o lateral Daniel Alves, o zagueiro Tiago Silva e o atacante Fred. Júlio César também busca redenção, já que foi considerado vilão na eliminação do Brasil diante da Holanda no Mundial de 2010, na África do Sul.


Até então, o goleiro era sinônimo de segurança e um dos astros não só do grupo comandado por Dunga, mas também do futebol mundial. Júlio César caiu em desgraça ao falhar no primeiro gol dos holandeses. Ao término do Mundial, foi dispensado pela Inter de Milão e, sem mercado, acabou indo parar no Queens Park Rangers. O modesto clube inglês acaba de ser rebaixado à Segunda Divisão.


Os outros dois goleiros Diego Cavalieri (Fluminense) e Jefferson (Botafogo) fizeram jus à convocação, porque de fato foram os melhores da posição no último Brasileiro.


Nas laterais, o Brasil está bem servido e não restam dúvidas de que Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madri) serão os titulares. Porém, a torcida espera que desempenhem com a mesma eficiência o futebol que costumam mostrar com a camisa de seus respectivos clubes na Espanha.


Jean (Fluminense) e Filipe Luís (Atlético de Madrid), em menor escala, também mostraram que podem dar conta do recado, mas ainda precisam mais rodagem para pleitear vaga na equipe titular.


Na linha de zaga, Tiago Silva (Paris Saint-German) deu sinais, logo em suas primeiras convocações, de que seria o dono da posição juntamente com o cabeludo David Luiz (Chelsea). Réver (Atlético-MG) e Dante (Bayern) deverão mesmo ser apenas coadjuvantes.


É no meio campo que as disputas seguem acirradas por espaço. Fernando (Grêmio), Hernanes (Lazio), Luiz Gustavo (Bayern) e Paulinho (Corinthians) competem em condições de igualdade. Embora os dois últimos tenham começado os amistosos promovidos por Felipão como titulares, o treinador ainda não sinalizou quem de fato será o dono da posição. Todos eles entraram bem nos jogos e exerceram suas funções a contento. Fernando e Luiz Gustavo são marcadores, enquanto que Paulinho e Hernanes chegam com mais facilidade no apoio ao ataque.


Há quem defenda Paulinho e Hernanes como titulares, porque são mais técnicos e com eles o Brasil mostra o verdadeiro futebol que sempre encantou o mundo, o futebol ofensivo, o futebol arte. Entre os meias, Oscar (Chelsea) e Lucas (Paris Saint-German) saem na frente de Jadson (São Paulo) na disputa, embora Lucas seja considerado por Felipão reserva de Hulk (Zenit).


No ataque, a Seleção também foi amplamente renovada. As expectativas recaem sobre Fred, homem gol do Fluminense, e Neymar, que acaba de se transferir para o Barcelona. Bernard, revelação brasileira em 2012, e Jô, ambos do Atlético-MG, correm por fora. (Marco Borba)
 

Incertezas preocupam o Brasil

A Seleção Brasileira vem para a disputa da Copa das Confederações cheia de incertezas. A equipe trocou de comando em novembro (Mano Menezes deu lugar a Luiz Felipe Scolari) e o time ainda procura ficar com a cara do treinador. As variações táticas dão o tom do novo técnico. Felipão, que ficou conhecido em boa parte da carreira como retranqueiro, se transformou em profissional arrojado em sua segunda passagem pela Seleção, que agora costuma usar o 4-3-3, com Oscar atuando pelo lado direito, Neymar no esquerdo e Fred mais centralizado.

A cobrança, como de costume, é enorme em torno da Seleção Brasileira. Por atuar em casa, os jogadores sabem da pressão que vão sofrer vinda das arquibancadas por um bom desempenho. Além disso, o País carrega nas costas o peso de ser o maior vencedor do torneio. Atual bicampeã (2005 e 2009), a Seleção Brasileira não quer deixar escapar a possibilidade de conquistar o título pela primeira vez na história dentro de casa.

A estreia será em Brasília, contra o Japão, seleção que vem crescendo no futebol mundial e que foi a primeira a garantir vaga na Copa do Mundo de 2014. E na história da competição, nunca derrotada pelos brasileiros.
O segundo adversário será o México, em Fortaleza, que em três confrontos contra o Brasil, venceu dois. A participação na primeira fase será encerrada com a partida diante da Itália, em Salvador. A Azurra é velha conhecida dos brasileiros e também é certeza de páreo duro.

O ataque promete ser o forte da equipe. O selecionado canarinho conta com nomes de alto nível, como Fred, Hulk e Oscar. Mas, obviamente, a maior esperança do País gira em torno do camisa dez Neymar. A Joia, o atleta mais valorizado do torneio (R$ 191 milhões), carrega a responsabilidade de ser o artilheiro da equipe, mesmo longe de sua melhor fase. E não se assusta com isso.

“A cobrança sempre existiu e sempre vai existir. É um grupo. Todos nós sabemos das nossas responsabilidades e vamos fazer de tudo para conseguir o que a gente quer, que é o título da Copa das Confederações”, comentou o jogador.

Um dos trunfos da equipe comandada por Felipão é o preparo físico de seus atletas. O preparador Paulo Paixão afirmou que a equipe tem todas as condições possíveis de suportar os 90 minutos de cada partida, independentemente da adaptação, tanto de quem atua fora como dentro do País.
E o treinador aponta o diferencial que o Brasil pode ter na competição.
“Vamos ter que criar alternativas para jogadas mais agudas, ou então jogar mais pelos lados do campo. O Brasil é catalogado como sem qualidade, mas a verdade é que todo mundo que vai jogar contra nós coloca nove atrás da linha do meio do campo. Se não tivéssemos condições, os outros viriam jogar abertos contra nós”, analisou Felipão. (Thiago Bassan)
 

Aliando experiência e gols, Fred é a arma do treinador

Se Neymar não corresponder, a arma secreta de Felipão para a Copa das Confederações é Fred. O atacante do Fluminense alia experiência, habilidade e o mais importante para quem atua no setor: sabe fazer gols como ninguém.


Artilheiro do Campeonato Brasileiro no ano passado, Fred foi praticamente descartado pelo ex-técnico do Brasil Mano Menezes. O relacionamento entre os dois nunca foi dos melhores. Mano caiu, Felipão assumiu e o jogador passou a ser o homem de confiança do novo comandante. Não é à toa que Fred marcou quatro gols em cinco jogos sob o comando do treinador pentacampeão.

Feliz com a tão sonhada oportunidade, o atacante não se cansa de dizer que seu principal objetivo na Copa das Confederações é marcar gols, passando por cima das críticas de quem o acusa de ser um centroavante ‘paradão’, sem esquecer que o mais importante é ver o time saindo de campo com as vitórias.

“Números eu não sei, mas quero fazer gol em todos os jogos. Se der para fazer mais de um por partida, melhor ainda. Mas o mais importante é ganhar as partidas e fazer boa competição. Prefiro finalizar meia vez e fazer um gol do que muitas e não marcar”, declarou recentemente o jogador.

Para que Fred esteja em 100% das suas condições até a estreia no torneio, Felipão vem realizando trabalho especial com o veterano atleta, poupando-o, inclusive, de algumas atividades. Nem mesmo as dores que sentiu na coxa recentemente desanimam o jogador. “Agora vai chegar nosso objetivo principal. Como vale três pontos e é um campeonato curto, temos a obrigação de vencer a estreia. Essa é a preocupação que temos”, destacou. (Thiago Bassan)

Estádios custam caro aos cofres públicos
 

O dia 30 de outubro de 2007 foi histórico para o Brasil e o futebol nacional. Naquela data, a Fifa anunciou o País como sede da Copa do Mundo de 2014 – e, consequentemente, da Copa das Confederações, um ano antes. Na época, o então presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, frisou sem titubear: “Será o Mundial da iniciativa privada” ou “prioritariamente com recursos privados”, quando referia-se aos investimentos que seriam feitos sobretudo para reformar os estádios. Cinco anos e meio depois, a realidade é outra.

Se a previsão inicial estimava era de que seriam gastos cerca de R$ 2,35 bilhões para deixar as arenas esportivas nas condições exigidas para receber o evento, o valor aumentou quase três vezes e chegou a aproximadamente R$ 7 bi. Deste montante, se a promessa era ter a iniciativa privada por trás, não passou de sonho. A cada relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o assunto, a quantia bancada com dinheiro público só aumentava e dados divulgados recentemente apontaram que 97,3% do total foram oriundos dos cofres públicos.

Dados do Senado indicam que o BNDES é responsável por financiar R$ 3,6 bilhões, Estados e municípios sedes arcam com R$ 3,2 bilhões, enquanto a iniciativa privada apenas injetou R$ 192 milhões.

Nenhuma das seis arenas reformadas para a Copa das Confederações conseguiu se enquadrar ao orçamento previsto. Todas tiveram aumento de, no mínimo, 10% no custo final. Brasília, que abriga o Estádio Mané Garrincha, foi a que mais teve diferença: foram orçados R$ 745,3 milhões e gasto R$ 1,566 bilhão. O Maracanã, no Rio de Janeiro, também teve mudanças nos valores: passaram de R$ 932 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Independentemente de valores, os seis estádios foram entregues a tempo. Alguns, com atraso, problemas operacionais nos eventos inaugurais, mas a Copa das Confederações será realizada justamente como teste ao Mundial. (Dérek Bittencourt)

Trânsito é preocupação na maioria das sedes

A Copa das Confederações será teste de paciência para os motoristas das cidades sedes, principalmente nos jogos do meio da semana. Foram poucos os projetos de mobilidade urbana entregues pelos governantes.
Uma das principais preocupações é o Rio de Janeiro, que receberá, entre outros jogos, a decisão do torneio. As obras no entorno do Maracanã já vêm prejudicando o trânsito no dia a dia.

Para o jogo de quinta-feira entre Espanha e Taiti, no qual são esperadas 70 mil pessoas, a prefeitura tomou medidas, como feriado para escolas municipais e ponto facultativo para repartições públicas.
Em Fortaleza, a situação é pior, sem entregar obra alguma. No dia 9 de maio, o Castelão recebeu show do britânico Paul McCarteney para 50 mil pessoas. O evento gerou engarrafamento enorme.

Por outro lado, Salvador teve suas principais vias perto da Fonte Nova prontas e promete ser a cidade com menos problemas de trânsito. Já Brasília, que recebe apenas o jogo de abertura, terá as principais obras concluídas em 2014. (Thiago Postigo Silva)

Segurança é a principal dor de cabeça do governo brasileiro

Não é segredo para ninguém que uma das principais preocupações do Brasil com a Copa das Confederações é a Segurança. O próprio ministro do Esporte, Aldo Rebelo, revelou que o País está tomando medidas para evitar tragédias, como aconteceu recentemente na Maratona de Boston.


O plano de Segurança terá tanques antiaéreos, robôs e 1.200 soldados especializadas no combate ao terrorismo.
A delegação espanhola, por exemplo, tem a segurança comandada pelo Exército, além de o hotel onde está hospedada contar com vários policiais à paisana. (Thiago Postigo Silva)

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