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Mansur deve alegar depressão para deixar cadeia


Do Diário OnLine

15/08/2001 | 09:32


Os advogados de defesa do empresário Ricardo Mansur, ex-dono do Mappin, Mesbla e Bando Crefisul, deverão ingressar com um pedido de habeas-corpus para revogar a prisão preventiva decretada nesta terça-feira pela Justiça. O argumento da defesa, segundo informações da TV Globo, deverá ser de que Mansur está doente e sofre de depressão. Ele está preso em uma cela comum da carceragem da Polícia Federal Federal em São Paulo, no bairro de Higienópolis, desde o fim da tarde desta terça, quando se entregou.

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu por unanimidade restabelecer a prisão preventiva do empresário, a pedido do Ministério Público Federal. Mansur é acusado de crime contra o sistema financeiro e de divulgar e-mails com informações falsas sobre a situação econômica do banco Bradesco S/A. O empresário nega a acusação, dizendo que não sabe mexer em computador. Ao mesmo tempo, alega que o banco privado, acionista do Mappin, contribuiu com a falência da loja de departamentos ao não destinar créditos que deveriam ser aplicados na parceria.

Sem privilégios - Ricardo Mansur está preso em uma cela comum, que divide com outros nove detentos, na carceragem da PF em São Paulo, mesmo lugar onde está preso o juiz aposentado juiz Nicolau dos Santos Neto. Assim como os demais presos, o empresário recebeu uma quentinha no jantar, e terá direito a visitas uma vez por semana, às quintas-feiras.

A prisão de Mansur havia sido pedida depois da falência do Mappin, em 1999. Procurado pela Justiça brasileira, o empresário refugiou-se em Londres por um ano e meio. Ele deixou uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão e tem até hoje os bens indisponíveis. O pedido de prisão preventiva foi revogado no final de junho do ano passado.

O empresário, que comprou o Mappin em 1996 e a Mesbla em 1997, culpou o Bradesco pelo fracasso de seu projeto de construir "a maior rede de lojas de departamento da América Latina".



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