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Trote telefônico adia votaçao de piscinao


Do Diário do Grande ABC

27/09/2000 | 00:08


Vinícius Casagrande
Da Redaçao Uma ameaça de bomba paralisou a sessao desta terça da Câmara de Mauá, antes que a primeira votaçao acontecesse. Durante a sessao, o projeto que permite a construçao de um piscinao para contençao de enchentes no bairro Capuava, emperrado desde julho, seria votado em segunda discussao. A denúncia de bomba ocorreu por um telefonema anônimo de uma voz masculina. Segundo a telefonista da Câmara, que recebeu a ligaçao, Vera Lúcia Stival, o homem nao identificado ligou às 14h10 e afirmou que a bomba explodiria em meia hora. "Tem uma bomba aqui no plenário para acabar com toda essa raça", afirmou o homem.

Um segunda ligaçao ocorreu no gabinete da presidência. "Vou acabar com essa porcaria toda", disse um homem que também nao se identificou ao assessor da presidência Jailton Moreira de Souza. Os parlamentares e os assessores do Legislativo acreditam que as duas ligaçoes tenham sido originadas de dentro da própria Câmara. Segundo a telefonista, a presidência nao recebe ligaçoes externas e a chamada somente pode ser feita por um outro ramal. "Eu nao transferi nenhuma ligaçao para lá", disse.

As 14h20, o presidente da Casa, Francisco Carneiro (PPS), o Chiquinho do Zaíra, comunicou a ameaça e pediu que o prédio fosse evacuado imediatamente. "Acredito que nao seja verdade, mas nao posso arriscar. A responsabilidade é minha e nao vou pagar para ver", disse. No mesmo momento, a direçao da Câmara avisou o Corpo de Bombeiros sobre a ameaça, que chegou logo em seguida e vistoriou todo o prédio. Nada foi encontrado.

Após a vistoria dos Bombeiros, a entrada ao prédio foi liberada apenas que os funcionários do Legislativo retirassem seus objetos pessoais. O comando da operaçao solicitou que todos observassem se havia algum objeto estranho, mas novamente nada foi encontrado.

Após o prédio ser evacuado, muitos vereadores foram diretamente ao estacionamento e se retiraram do local se dirigindo para atividades pessoais ou de campanha.

Essa é a segunda vez no atual mandato que a Câmara de Mauá tem seus trabalhos paralisados por uma ameaça de bomba. A primeira ocorreu em fevereiro de 1998. No entanto, na época, as votaçoes nao foram paralisadas. A sessao teve apenas um atraso para o início das votaçoes de cerca de meia hora.

Adiamento - Com a ameaça, a sessao acabou nao acontecendo e todos os 44 itens da Ordem do Dia foram adiados. Na hora da ameaça, estava sendo votado um requerimento de inversao da pauta para que os itens 14 ao 44 (requerimento de informaçao) fossem votados englobadamente.

A votaçao em segunda discussao do piscinao deverá acontecer na próxima sessao. A suspensao dos trabalhos gerou um bate-boca entre o vereador Manoel Lopes (PFL) e o candidato a vereador pelo PC do B Carlos Aparecido do Santos, o Lorao, que acusava os vereadores de terem usado uma manobra para nao votar o projeto. "Isso é uma palhaçada", disse Lorao. "Nao tenho medo. Por mim, volto lá e voto isso", retrucou Manoel.

O projeto está emperrado na Câmara desde a volta do recesso parlamentar de julho, pois os vereadores da oposiçao alegavam que havia sido encaminhado sem diversas informaçoes.

Terça, o vereador Francisco de Carvalho Filho (PPS), o Chico do Judô, afirmou que o Executivo encaminhou todas as respostas que faltavam. A aprovaçao em primeira discussao havia ocorrido na sessao da semana passada.



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Trote telefônico adia votaçao de piscinao

Do Diário do Grande ABC

27/09/2000 | 00:08


Vinícius Casagrande
Da Redaçao Uma ameaça de bomba paralisou a sessao desta terça da Câmara de Mauá, antes que a primeira votaçao acontecesse. Durante a sessao, o projeto que permite a construçao de um piscinao para contençao de enchentes no bairro Capuava, emperrado desde julho, seria votado em segunda discussao. A denúncia de bomba ocorreu por um telefonema anônimo de uma voz masculina. Segundo a telefonista da Câmara, que recebeu a ligaçao, Vera Lúcia Stival, o homem nao identificado ligou às 14h10 e afirmou que a bomba explodiria em meia hora. "Tem uma bomba aqui no plenário para acabar com toda essa raça", afirmou o homem.

Um segunda ligaçao ocorreu no gabinete da presidência. "Vou acabar com essa porcaria toda", disse um homem que também nao se identificou ao assessor da presidência Jailton Moreira de Souza. Os parlamentares e os assessores do Legislativo acreditam que as duas ligaçoes tenham sido originadas de dentro da própria Câmara. Segundo a telefonista, a presidência nao recebe ligaçoes externas e a chamada somente pode ser feita por um outro ramal. "Eu nao transferi nenhuma ligaçao para lá", disse.

As 14h20, o presidente da Casa, Francisco Carneiro (PPS), o Chiquinho do Zaíra, comunicou a ameaça e pediu que o prédio fosse evacuado imediatamente. "Acredito que nao seja verdade, mas nao posso arriscar. A responsabilidade é minha e nao vou pagar para ver", disse. No mesmo momento, a direçao da Câmara avisou o Corpo de Bombeiros sobre a ameaça, que chegou logo em seguida e vistoriou todo o prédio. Nada foi encontrado.

Após a vistoria dos Bombeiros, a entrada ao prédio foi liberada apenas que os funcionários do Legislativo retirassem seus objetos pessoais. O comando da operaçao solicitou que todos observassem se havia algum objeto estranho, mas novamente nada foi encontrado.

Após o prédio ser evacuado, muitos vereadores foram diretamente ao estacionamento e se retiraram do local se dirigindo para atividades pessoais ou de campanha.

Essa é a segunda vez no atual mandato que a Câmara de Mauá tem seus trabalhos paralisados por uma ameaça de bomba. A primeira ocorreu em fevereiro de 1998. No entanto, na época, as votaçoes nao foram paralisadas. A sessao teve apenas um atraso para o início das votaçoes de cerca de meia hora.

Adiamento - Com a ameaça, a sessao acabou nao acontecendo e todos os 44 itens da Ordem do Dia foram adiados. Na hora da ameaça, estava sendo votado um requerimento de inversao da pauta para que os itens 14 ao 44 (requerimento de informaçao) fossem votados englobadamente.

A votaçao em segunda discussao do piscinao deverá acontecer na próxima sessao. A suspensao dos trabalhos gerou um bate-boca entre o vereador Manoel Lopes (PFL) e o candidato a vereador pelo PC do B Carlos Aparecido do Santos, o Lorao, que acusava os vereadores de terem usado uma manobra para nao votar o projeto. "Isso é uma palhaçada", disse Lorao. "Nao tenho medo. Por mim, volto lá e voto isso", retrucou Manoel.

O projeto está emperrado na Câmara desde a volta do recesso parlamentar de julho, pois os vereadores da oposiçao alegavam que havia sido encaminhado sem diversas informaçoes.

Terça, o vereador Francisco de Carvalho Filho (PPS), o Chico do Judô, afirmou que o Executivo encaminhou todas as respostas que faltavam. A aprovaçao em primeira discussao havia ocorrido na sessao da semana passada.

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