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Duelo com forte
tempero asiático

Colocamos frente a frente o Chevrolet Sonic hatch e Honda
New Fit, ambos automáticos; Sonic custa R$ 7.210 a menos


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

20/06/2012 | 07:00


Chevrolet Sonic LTZ hatch automático - topo de linha - roda por estradas relativamente tranquilas, quando analisada a concorrência. Seu principal alvo, o Ford New Fiesta, ainda não é oferecido com caixa automática. Já os outros dois concorrentes no segmento dos hatches compactos, o Volkswagen Polo e o Fiat Punto, contam apenas com câmbios automatizados, de funcionamento inferior aos automáticos.

No entanto, quando a nova aposta da Chevrolet amplia os horizontes, acaba batendo de frente com uma referência no segmento dos monovolumes. Um rival consagrado no mercado nacional. Estamos falando do Honda New Fit, que nos cinco primeiros meses do ano emplacou 11.114 unidades, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

E é exatamente ele, o New Fit EX automático 1.5 16V Flex (116 cv de potência) que o Diário escolheu para travar o primeiro duelo com o novato da Chevrolet fabricado na Coréia do Sul e equipado com motor 1.6 16V Flex (120 cv).

RESPEITO AO BOLSO

Mesmo sem entrar nos carros, ligar os motores e sair rodando, o Sonic mostra de cara que é um bom adversário. Com preço de R$ 53,6 mil, o hatch custa R$ 7.210 menos que o monovolume fabricado em Sumaré (SP). E mesmo com toda essa diferença - que dá para pagar o seguro do Chevrolet e investir em uma cor metálica (R$ 965), como o Azul Boracay do modelo avaliado -, o Sonic oferece alguns mimos a mais, como bancos revestidos com couro.

É preciso ressaltar, porém, que os dois concorrentes têm excelentes listas de equipamentos de série: ar-condicionado, air bag duplo, freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), sensor de estacionamento traseiro, direção hidráulica (no Fit existe o conforto extra da assistência elétrica), rodas de alumínio de 16 polegadas, controlador de velocidade e trio elétrico, volante multifunção, entre outros.

 

RESPEITO AOS OCUPANTES

Quando pulamos para dentro dos modelos, o equilíbrio é marcante. Mesmo 14 centímetros menor em comprimento e 2 centímetro em entre-eixos, o Fit entrega melhor espaço interno que o Sonic. Destaque para o acesso ao banco traseiro, mais fácil no Fit em virtude das portas mais avantajadas. O Honda, aliás, leva vantagem também no quesito porta-malas, com 119 litros a mais.

O acabamento dos dois também é de boa qualidade. O Fit traz a influência japonesa - plásticos de boa qualidade e com encaixes precisos. O tecido no painel das portas eleva o requinte. O hatch da Chevrolet também faz bonito, seguindo a mesma filosofia, mas agregando couro, por exemplo no painel das portas e nos bancos, e trabalhando muito bem os detalhes cromados, como nas maçanetas e nos comandos do ar-condicionado e do sistema de som.

RESPEITO AO MOTORISTA

Honda Fit e Chevrolet Sonic tratam muito bem o motorista. Com ajustes de altura do banco e altura e profundidade da coluna de direção, é fácil encontrar a melhor posição ao volante. Aliás, os volantes multifunções de ambos os modelos têm agradável empunhadura.

No design interno, os dois seguem filosofias distintas. Enquanto o Sonic é mais ousado, especialmente com o painel de instrumentos visivelmente influenciado pelos carros de competição (conta-giros grande e analógico, e leitor das funções do computador de bordo e da velocidade digitais), o Fit é mais sóbrio - aquela ousadia revelada quando chegou parece ter envelhecido um pouco.

Rodando, Sonic é mais ligeiro. Com 16,3 mkgf de torque entregues a 4.000 rpm (etanol), o Chevrolet é mais rápido nas acelerações e retomadas. O câmbio automático de seis velocidades é a única ressalva, pois apresenta em determinados momentos um comportamento inconstante. Falta a opção de trocas manuais por meio de aletas (borboletas) atrás do volante para tornar a pegada do hatch um pouco mais esportiva.

O Fit tem comportamento menos empolgante, porém não menos agradável. Apesar de torque e potência ligeiramente inferiores, o Honda é muito esperto e tem boas respostas. Ponto positivo para as aletas e para a transmissão automática de cinco marchas, com engates suaves.

O acerto da suspensão é parecido entre os rivais. Ambos focam na rigidez, o que proporciona melhor manobrabilidade, especialmente nas curvas. No entanto, o Honda consegue oferecer um conforto extra aos ocupantes, absorvendo melhor as imperfeições do solo.

Veredicto

Equilíbrio. Esta é a melhor definição para este comparativo. Experiente, o Honda New Fit leva a melhor no quesito espaço interno. O Chevrolet Sonic, por sua vez, tem desempenho ligeiramente superior. Porém, a diferença de preço de R$ 7.210 acaba dando a vitória para o Sonic.



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Duelo com forte
tempero asiático

Colocamos frente a frente o Chevrolet Sonic hatch e Honda
New Fit, ambos automáticos; Sonic custa R$ 7.210 a menos

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

20/06/2012 | 07:00


Chevrolet Sonic LTZ hatch automático - topo de linha - roda por estradas relativamente tranquilas, quando analisada a concorrência. Seu principal alvo, o Ford New Fiesta, ainda não é oferecido com caixa automática. Já os outros dois concorrentes no segmento dos hatches compactos, o Volkswagen Polo e o Fiat Punto, contam apenas com câmbios automatizados, de funcionamento inferior aos automáticos.

No entanto, quando a nova aposta da Chevrolet amplia os horizontes, acaba batendo de frente com uma referência no segmento dos monovolumes. Um rival consagrado no mercado nacional. Estamos falando do Honda New Fit, que nos cinco primeiros meses do ano emplacou 11.114 unidades, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

E é exatamente ele, o New Fit EX automático 1.5 16V Flex (116 cv de potência) que o Diário escolheu para travar o primeiro duelo com o novato da Chevrolet fabricado na Coréia do Sul e equipado com motor 1.6 16V Flex (120 cv).

RESPEITO AO BOLSO

Mesmo sem entrar nos carros, ligar os motores e sair rodando, o Sonic mostra de cara que é um bom adversário. Com preço de R$ 53,6 mil, o hatch custa R$ 7.210 menos que o monovolume fabricado em Sumaré (SP). E mesmo com toda essa diferença - que dá para pagar o seguro do Chevrolet e investir em uma cor metálica (R$ 965), como o Azul Boracay do modelo avaliado -, o Sonic oferece alguns mimos a mais, como bancos revestidos com couro.

É preciso ressaltar, porém, que os dois concorrentes têm excelentes listas de equipamentos de série: ar-condicionado, air bag duplo, freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica de frenagem), sensor de estacionamento traseiro, direção hidráulica (no Fit existe o conforto extra da assistência elétrica), rodas de alumínio de 16 polegadas, controlador de velocidade e trio elétrico, volante multifunção, entre outros.

 

RESPEITO AOS OCUPANTES

Quando pulamos para dentro dos modelos, o equilíbrio é marcante. Mesmo 14 centímetros menor em comprimento e 2 centímetro em entre-eixos, o Fit entrega melhor espaço interno que o Sonic. Destaque para o acesso ao banco traseiro, mais fácil no Fit em virtude das portas mais avantajadas. O Honda, aliás, leva vantagem também no quesito porta-malas, com 119 litros a mais.

O acabamento dos dois também é de boa qualidade. O Fit traz a influência japonesa - plásticos de boa qualidade e com encaixes precisos. O tecido no painel das portas eleva o requinte. O hatch da Chevrolet também faz bonito, seguindo a mesma filosofia, mas agregando couro, por exemplo no painel das portas e nos bancos, e trabalhando muito bem os detalhes cromados, como nas maçanetas e nos comandos do ar-condicionado e do sistema de som.

RESPEITO AO MOTORISTA

Honda Fit e Chevrolet Sonic tratam muito bem o motorista. Com ajustes de altura do banco e altura e profundidade da coluna de direção, é fácil encontrar a melhor posição ao volante. Aliás, os volantes multifunções de ambos os modelos têm agradável empunhadura.

No design interno, os dois seguem filosofias distintas. Enquanto o Sonic é mais ousado, especialmente com o painel de instrumentos visivelmente influenciado pelos carros de competição (conta-giros grande e analógico, e leitor das funções do computador de bordo e da velocidade digitais), o Fit é mais sóbrio - aquela ousadia revelada quando chegou parece ter envelhecido um pouco.

Rodando, Sonic é mais ligeiro. Com 16,3 mkgf de torque entregues a 4.000 rpm (etanol), o Chevrolet é mais rápido nas acelerações e retomadas. O câmbio automático de seis velocidades é a única ressalva, pois apresenta em determinados momentos um comportamento inconstante. Falta a opção de trocas manuais por meio de aletas (borboletas) atrás do volante para tornar a pegada do hatch um pouco mais esportiva.

O Fit tem comportamento menos empolgante, porém não menos agradável. Apesar de torque e potência ligeiramente inferiores, o Honda é muito esperto e tem boas respostas. Ponto positivo para as aletas e para a transmissão automática de cinco marchas, com engates suaves.

O acerto da suspensão é parecido entre os rivais. Ambos focam na rigidez, o que proporciona melhor manobrabilidade, especialmente nas curvas. No entanto, o Honda consegue oferecer um conforto extra aos ocupantes, absorvendo melhor as imperfeições do solo.

Veredicto

Equilíbrio. Esta é a melhor definição para este comparativo. Experiente, o Honda New Fit leva a melhor no quesito espaço interno. O Chevrolet Sonic, por sua vez, tem desempenho ligeiramente superior. Porém, a diferença de preço de R$ 7.210 acaba dando a vitória para o Sonic.

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