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Suspeitos de tráfico sao soltos pela polícia do Rio


Do Diário do Grande ABC

11/03/2000 | 14:21


Dois suspeitos de pertencerem a uma quadrilha interestadual de traficantes de drogas foram liberados pela Delegacia de Repressao a Entorpecentes (DRE) do Rio pouco depois de terem sido detidos pela Delegacia de Maricá, no último dia 21 de fevereiro. Um deles, em seu depoimento, relatou ao delegado Cidade de Oliveira Fontes, em Maricá, que nos dias 19 e 20 de fevereiro chegou a ser realizada, em dois hotéis de Niterói, uma espécie de congresso de pessoas ligadas ao traficante Fernandinho Beira-Mar para discutir preço, qualidade, distribuiçao e exportaçao de entorpecentes.

Em seu depoimento, Wilson Carlos Weirich relatou com detalhes conexoes, nomes de pessoas envolvidas no tráfico interestadual de drogas e disse que em cada Estado a quadrilha conta com participaçao de um grupo de policiais. Diante do que considerou "fatos gravíssimos", Cidade relatou os fatos ao coordenador de Polícia da Area do Interior, Humberto Correia Gomes, que o orientou a procurar Rafik Louzada, chefe da Polícia Civil. Rafik mandou que Cidade informasse o delegado de Repressao a Entorpecentes, Cláudio Vieira.

Cidade conta que, nesse mesmo dia, 21 de fevereiro, em que fez todos os contatos, combinou com Vieira que policiais da DRE viriam apanhar Wilson Carlos Weirich, o detido que relatou os `fatos gravíssimos'. Para sua surpresa, enquanto ainda estava tomando o depoimento de Weirich, chegou a Maricá um helicóptero da polícia. O aparelho levou Weirich, que prestou novo depoimento na DRE. Logo depois, foi liberado.

Ao contrário da análise do delgado Cidade, para Cláudio Vieira, delegado de Entorpecentes, Weirich nao disse nada que justificasse sua detençao. "Nada do que ele disse prova envolvimento com crime algum. Ele apenas afirmou que conhecia gente ligada ao tráfico. Nao havia nada de relevante que merecesse um registro na DRE", disse Vieira.

No dia seguinte, Isidro Zorilha da Silva, que prestara depoimento em Maricá, também foi levado para a DRE, onde fez um termo de declaraçoes e foi liberado. Na DRE, repetindo o que já havia dito em Maricá, Zorilha conta que veio de Ponta Pora, a mando de um traficante local, cobrar R$ 70 mil de um traficante de Niterói. Cláudio Vieira também nao viu motivos para Zorilha ser preso. O delegado disse que nao sabe onde os dois se encontram.

A polícia chegou aos dois no dia 21 de fevereiro, quando Zorilha foi vítima de uma tentativa de execuçao, na praia de Itaipuaçu, próximo ao centro de Maricá. Ele contou que foi levado à praia por dois homens que o seqüestraram na porta do hotel onde estava hospedado. Na praia, mandaram que se deitasse e deram dois tiros na sua cabeça. Zorilha teve sorte. Uma das balas passou pela orelha e saiu na altura do maxilar. A outra pegou de raspao. Ele se fingiu de morto enquanto levavam seus documentos.

Socorrido, foi levado para o Hospital de Maricá, onde o ferimento por tiro chamou a atençao da polícia, que passou a vigiá-lo. Quando Weirich foi `visitar' Zorilha, dizendo-se seu amigo, acabou levado para a delegacia. No dia seguinte, Zorilha recebeu alta e também foi levado à DP.



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Suspeitos de tráfico sao soltos pela polícia do Rio

Do Diário do Grande ABC

11/03/2000 | 14:21


Dois suspeitos de pertencerem a uma quadrilha interestadual de traficantes de drogas foram liberados pela Delegacia de Repressao a Entorpecentes (DRE) do Rio pouco depois de terem sido detidos pela Delegacia de Maricá, no último dia 21 de fevereiro. Um deles, em seu depoimento, relatou ao delegado Cidade de Oliveira Fontes, em Maricá, que nos dias 19 e 20 de fevereiro chegou a ser realizada, em dois hotéis de Niterói, uma espécie de congresso de pessoas ligadas ao traficante Fernandinho Beira-Mar para discutir preço, qualidade, distribuiçao e exportaçao de entorpecentes.

Em seu depoimento, Wilson Carlos Weirich relatou com detalhes conexoes, nomes de pessoas envolvidas no tráfico interestadual de drogas e disse que em cada Estado a quadrilha conta com participaçao de um grupo de policiais. Diante do que considerou "fatos gravíssimos", Cidade relatou os fatos ao coordenador de Polícia da Area do Interior, Humberto Correia Gomes, que o orientou a procurar Rafik Louzada, chefe da Polícia Civil. Rafik mandou que Cidade informasse o delegado de Repressao a Entorpecentes, Cláudio Vieira.

Cidade conta que, nesse mesmo dia, 21 de fevereiro, em que fez todos os contatos, combinou com Vieira que policiais da DRE viriam apanhar Wilson Carlos Weirich, o detido que relatou os `fatos gravíssimos'. Para sua surpresa, enquanto ainda estava tomando o depoimento de Weirich, chegou a Maricá um helicóptero da polícia. O aparelho levou Weirich, que prestou novo depoimento na DRE. Logo depois, foi liberado.

Ao contrário da análise do delgado Cidade, para Cláudio Vieira, delegado de Entorpecentes, Weirich nao disse nada que justificasse sua detençao. "Nada do que ele disse prova envolvimento com crime algum. Ele apenas afirmou que conhecia gente ligada ao tráfico. Nao havia nada de relevante que merecesse um registro na DRE", disse Vieira.

No dia seguinte, Isidro Zorilha da Silva, que prestara depoimento em Maricá, também foi levado para a DRE, onde fez um termo de declaraçoes e foi liberado. Na DRE, repetindo o que já havia dito em Maricá, Zorilha conta que veio de Ponta Pora, a mando de um traficante local, cobrar R$ 70 mil de um traficante de Niterói. Cláudio Vieira também nao viu motivos para Zorilha ser preso. O delegado disse que nao sabe onde os dois se encontram.

A polícia chegou aos dois no dia 21 de fevereiro, quando Zorilha foi vítima de uma tentativa de execuçao, na praia de Itaipuaçu, próximo ao centro de Maricá. Ele contou que foi levado à praia por dois homens que o seqüestraram na porta do hotel onde estava hospedado. Na praia, mandaram que se deitasse e deram dois tiros na sua cabeça. Zorilha teve sorte. Uma das balas passou pela orelha e saiu na altura do maxilar. A outra pegou de raspao. Ele se fingiu de morto enquanto levavam seus documentos.

Socorrido, foi levado para o Hospital de Maricá, onde o ferimento por tiro chamou a atençao da polícia, que passou a vigiá-lo. Quando Weirich foi `visitar' Zorilha, dizendo-se seu amigo, acabou levado para a delegacia. No dia seguinte, Zorilha recebeu alta e também foi levado à DP.

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