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Lula quer crescimento de 5% no segundo mandato, diz Garcia


Da AFP

30/10/2006 | 14:36


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará continuidade a suas políticas econômicas para controlar a inflação e elevar o crescimento de uma média atual de 3% anuais para 5%, disse nesta segunda-feira ao canal venezuelano estatal VTV o coordenador de sua campanha pela reeleição, Marco Aurélio Garcia.

"Nosso crescimento no período foi modesto, da ordem de 3%, e acreditamos que o crescimento da economia brasileira pode, junto com a distribuição da renda, subir para níveis de 5%", disse Garcia na entrevista à VTV.

Em seu segundo mandato, depois de conseguir se reeleger com 60,8% dos votos, Lula defenderá "o aumento do crescimento da economia brasileira, a distribuição de renda, o aprofundamento da democracia e a soberania nacional".

Para Garcia, Lula venceu Geraldo Alckmin - que obteve 39,2% dos votos -, porque seu rival tentava voltar "à receita de inspiração conservadora e neoliberal e inclusive continuar as privatizações".

Segundo o coordenador, o presidente reeleito atuou ao mesmo tempo com disciplina e conseguiu "estabilizar a inflação num patamar baixíssimo, o que beneficiou os trabalhadores, aumentando consideravelmente seu poder de compra". A meta do governo é uma inflação de 4,5% para este ano e para o próximo.

Garcia afirmou que, no primeiro mandato, "conseguimos criar 7,5 milhões de empregos, com o processo de distribuição de renda”. "Cerca de 20% das pessoas que estavam na pobreza absoluta saíram e passaram para a classe média", acrescentou, lembrando da "ênfase muito grande na educação".

Ele falou que, com a política econômica de Lula, o Brasil "aumentou sua presença comercial no mundo, com um comércio exterior de quase US$ 135 bilhões".

“O presidente Lula teve muita humildade, numa campanha eleitoral é preciso ter muita humildade (...) Os governos cometem erros e numa campanha sempre se abre a possibilidade de reconhecer os erros e de aprender com o povo quais as correções que são necessárias", destacou.

Segundo Garcia, Lula intensificará as iniciativas de integração, como a CSN (Comunidade Sul-americana de Nações).

"Na política externa vamos acelerar nossas iniciativas em favor da integração sul-americana e melhorar o clima interno do Mercosul, beneficiando os países mais assimétricos que têm uma economia mais frágil. Vamos tentar fazer com que as relações entre os países sul-americanos sejam mais eqüitativas".

De acordo com Garcia, em seu segundo mandato Lula realizará "um esforço muito forte junto com Venezuela, Argentina, Chile, Peru e todos outros países do continente, para construir o grande sonho da Comunidade Sul-americana, para avançar na integração social com políticas sociais e energéticas comuns e uma institucionalidade na região".

Garcia comemorou "o início dos acordos sábado com a Bolívia em matéria energética", quando a Petrobras, principal investidora estrangeira na Bolívia, aceitou continuar investindo no gás boliviano depois de desentendimentos causados pela nacionalização dos hidrocarbonetos.

A CSN planejou sua segunda cúpula para dezembro na Bolívia e será integrada por Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

"O fortalecimento do Mercosul dá prioridade à CSN, para que os países da região tenham uma inserção internacional mais competitiva e soberana", comentou.

Garcia criticou também o adversário de Lula, o social-democrata Geraldo Alckmin, que "tinha uma posição de mais proximidade com as grandes potências do mundo".

Ele enfatizou que a aproximação da Venezuela do Brasil "é de natureza estratégica". "Temos responsabilidades como países importantes da região no processo de integração sul-americana", concluiu.



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Lula quer crescimento de 5% no segundo mandato, diz Garcia

Da AFP

30/10/2006 | 14:36


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará continuidade a suas políticas econômicas para controlar a inflação e elevar o crescimento de uma média atual de 3% anuais para 5%, disse nesta segunda-feira ao canal venezuelano estatal VTV o coordenador de sua campanha pela reeleição, Marco Aurélio Garcia.

"Nosso crescimento no período foi modesto, da ordem de 3%, e acreditamos que o crescimento da economia brasileira pode, junto com a distribuição da renda, subir para níveis de 5%", disse Garcia na entrevista à VTV.

Em seu segundo mandato, depois de conseguir se reeleger com 60,8% dos votos, Lula defenderá "o aumento do crescimento da economia brasileira, a distribuição de renda, o aprofundamento da democracia e a soberania nacional".

Para Garcia, Lula venceu Geraldo Alckmin - que obteve 39,2% dos votos -, porque seu rival tentava voltar "à receita de inspiração conservadora e neoliberal e inclusive continuar as privatizações".

Segundo o coordenador, o presidente reeleito atuou ao mesmo tempo com disciplina e conseguiu "estabilizar a inflação num patamar baixíssimo, o que beneficiou os trabalhadores, aumentando consideravelmente seu poder de compra". A meta do governo é uma inflação de 4,5% para este ano e para o próximo.

Garcia afirmou que, no primeiro mandato, "conseguimos criar 7,5 milhões de empregos, com o processo de distribuição de renda”. "Cerca de 20% das pessoas que estavam na pobreza absoluta saíram e passaram para a classe média", acrescentou, lembrando da "ênfase muito grande na educação".

Ele falou que, com a política econômica de Lula, o Brasil "aumentou sua presença comercial no mundo, com um comércio exterior de quase US$ 135 bilhões".

“O presidente Lula teve muita humildade, numa campanha eleitoral é preciso ter muita humildade (...) Os governos cometem erros e numa campanha sempre se abre a possibilidade de reconhecer os erros e de aprender com o povo quais as correções que são necessárias", destacou.

Segundo Garcia, Lula intensificará as iniciativas de integração, como a CSN (Comunidade Sul-americana de Nações).

"Na política externa vamos acelerar nossas iniciativas em favor da integração sul-americana e melhorar o clima interno do Mercosul, beneficiando os países mais assimétricos que têm uma economia mais frágil. Vamos tentar fazer com que as relações entre os países sul-americanos sejam mais eqüitativas".

De acordo com Garcia, em seu segundo mandato Lula realizará "um esforço muito forte junto com Venezuela, Argentina, Chile, Peru e todos outros países do continente, para construir o grande sonho da Comunidade Sul-americana, para avançar na integração social com políticas sociais e energéticas comuns e uma institucionalidade na região".

Garcia comemorou "o início dos acordos sábado com a Bolívia em matéria energética", quando a Petrobras, principal investidora estrangeira na Bolívia, aceitou continuar investindo no gás boliviano depois de desentendimentos causados pela nacionalização dos hidrocarbonetos.

A CSN planejou sua segunda cúpula para dezembro na Bolívia e será integrada por Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

"O fortalecimento do Mercosul dá prioridade à CSN, para que os países da região tenham uma inserção internacional mais competitiva e soberana", comentou.

Garcia criticou também o adversário de Lula, o social-democrata Geraldo Alckmin, que "tinha uma posição de mais proximidade com as grandes potências do mundo".

Ele enfatizou que a aproximação da Venezuela do Brasil "é de natureza estratégica". "Temos responsabilidades como países importantes da região no processo de integração sul-americana", concluiu.

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