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EUA têm papel importante no Oriente Médio, diz estudo


Das Agências

16/05/2001 | 09:29


O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) divulgou nesta quarta-feira que os Estados Unidos terão representação importante no Oriente Médio, principalmente no caso de uma brusca escalada de violência entre israelenses e palestinos.

De acordo com o IISS, a incapacidade de Washington para instaurar a paz entre israelenses e palestinos dificultou a gestão de seus interesses estratégicos no Golfo.

Também foi comentado sobre o atentado em outubro do ano passado, no Iêmen, contra o navio de guerra norte-americano ‘USS Cole’, que causou 17 mortos.

Os Estados Unidos são freqüentemente criticados no mundo árabe por sua política, considerada demasiadamente pro-israelense no Oriente Médio.

Além disso, o instituto afirma que seria provável que considerações de política interna e uma dinâmica regional conduzam a um compromisso norte-americano mais enérgico, em particular se a violência aumentar de maneira brutal.

O IISS destaca nesse sentido que, contrariamente à economia israelense, a palestina não poderá resistir ainda mais tempo às conseqüências da Intifada, que começou em setembro de 2000. Desde então, cerca de 100 mil palestinos estão desempregados e "alguns desses empregos serão perdidos para sempre, porque Israel substitui a mão-de-obra palestina por operários procedentes do Sudeste asiático ou do Leste europeu", destaca.

Apesar dos comentários pessimistas sobre a eleição do chefe da direita israelense, Ariel Sharon, como primeiro-ministro israelense, em fevereiro passado, o insituto estima que sua chegada ao poder "não significa obrigatoriamente o fim do processo de paz".

Para o IISS, não haverá um reinício a curto prazo das conversações de paz entre Síria e Israel, devido à recusa de Sharon em devolver a colina de Golã, ocupada por Israel na guerra de junho de 1967.

Segundo o instituto, o jovem presidente sírio Bachar al-Assad, 35 anos, que sucedeu a seu pai, Hafez al-Assad, falecido em junho do ano passado, "se concentra em consolidar sua posição no poder e não deve correr riscos inúteis como iniciar um diálogo sério com um dirigente israelense".

Sobre a presença militar síria no Líbano, tema de controvérsia em meios políticos libaneses, o IISS destaca que o contingente sírio foi reduzido a 20 mil homens nos últimos dois anos, contra 40 mil no início dos anos 90.

O instituto diz que "uma retirada síria do Líbano é muito improvável antes de uma paz global entre Israel e Síria, e inclusive em tal caso, os vínculos políticos e econômicos serão talvez muito fortes para permitir uma separação".

A estimativa do IISS sobre o Iraque é que a política de contenção continua sendo "a única opção viável" frente a Bagdá. Entretanto, anima os Estados Unidos a "voltar a calibrar" as sanções vigentes contra o Iraque.



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EUA têm papel importante no Oriente Médio, diz estudo

Das Agências

16/05/2001 | 09:29


O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) divulgou nesta quarta-feira que os Estados Unidos terão representação importante no Oriente Médio, principalmente no caso de uma brusca escalada de violência entre israelenses e palestinos.

De acordo com o IISS, a incapacidade de Washington para instaurar a paz entre israelenses e palestinos dificultou a gestão de seus interesses estratégicos no Golfo.

Também foi comentado sobre o atentado em outubro do ano passado, no Iêmen, contra o navio de guerra norte-americano ‘USS Cole’, que causou 17 mortos.

Os Estados Unidos são freqüentemente criticados no mundo árabe por sua política, considerada demasiadamente pro-israelense no Oriente Médio.

Além disso, o instituto afirma que seria provável que considerações de política interna e uma dinâmica regional conduzam a um compromisso norte-americano mais enérgico, em particular se a violência aumentar de maneira brutal.

O IISS destaca nesse sentido que, contrariamente à economia israelense, a palestina não poderá resistir ainda mais tempo às conseqüências da Intifada, que começou em setembro de 2000. Desde então, cerca de 100 mil palestinos estão desempregados e "alguns desses empregos serão perdidos para sempre, porque Israel substitui a mão-de-obra palestina por operários procedentes do Sudeste asiático ou do Leste europeu", destaca.

Apesar dos comentários pessimistas sobre a eleição do chefe da direita israelense, Ariel Sharon, como primeiro-ministro israelense, em fevereiro passado, o insituto estima que sua chegada ao poder "não significa obrigatoriamente o fim do processo de paz".

Para o IISS, não haverá um reinício a curto prazo das conversações de paz entre Síria e Israel, devido à recusa de Sharon em devolver a colina de Golã, ocupada por Israel na guerra de junho de 1967.

Segundo o instituto, o jovem presidente sírio Bachar al-Assad, 35 anos, que sucedeu a seu pai, Hafez al-Assad, falecido em junho do ano passado, "se concentra em consolidar sua posição no poder e não deve correr riscos inúteis como iniciar um diálogo sério com um dirigente israelense".

Sobre a presença militar síria no Líbano, tema de controvérsia em meios políticos libaneses, o IISS destaca que o contingente sírio foi reduzido a 20 mil homens nos últimos dois anos, contra 40 mil no início dos anos 90.

O instituto diz que "uma retirada síria do Líbano é muito improvável antes de uma paz global entre Israel e Síria, e inclusive em tal caso, os vínculos políticos e econômicos serão talvez muito fortes para permitir uma separação".

A estimativa do IISS sobre o Iraque é que a política de contenção continua sendo "a única opção viável" frente a Bagdá. Entretanto, anima os Estados Unidos a "voltar a calibrar" as sanções vigentes contra o Iraque.

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