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Jovens de Diadema disputam estudo na França


Rita Norberto
Do Diário do Grande ABC

14/06/2003 | 19:51


Um anúncio de jornal, uma faixa no trânsito e o aviso de um amigo foram o suficiente para começar a mudar a vida de 15 jovens de Diadema. Eles se inscreveram e hoje são os finalistas na disputa por bolsas de estudo integral na França, oferecidas pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura de Diadema.

Depois de deixar para trás 1.141 candidatos inscritos, eles passam a semana tendo aulas de informática, francês e atualidades. Os três bolsistas serão anunciados no dia 1º de agosto e na segunda quinzena de setembro embarcarão rumo a Montreuil, na França, onde estudarão por seis anos, com bolsa integral, moradia e ajuda de custo mensal.

Esta oportunidade foi dada a um perfil específico de jovem: todos estudaram obrigatoriamente em escola pública ou com bolsa em escola particular, têm entre 18 e 25 anos, são brasileiros e residentes em Diadema, além de estarem em dia com obrigações militares, eleitorais, civis e políticas.

O critério de seleção foi o bom desempenho nas provas. Segundo o coordenador de relações internacionais da Secretaria, Jorge Mroz, as três bolsas de estudo de nível superior são frutos de convênio firmado entre Diadema e Montreuil na área de educação e cultura, entre outras, como desenvolvimento econômico, meio ambiente e segurança. Futuramente está prevista a vinda de jovens franceses para Diadema, que poderão ter uma experiência na área cultural.

Os três bolsistas passarão de cinco a seis anos na França, segundo Mroz. O primeiro ano será de adaptação, quando terão aulas de francês. No ano seguinte, ingressarão em curso técnico ou universitário de sua escolha. Eles terão bolsa de estudo integral, moradia, assistência médica e uma ajuda de custo que, inicialmente, será de 500 euros. “Eles não precisarão prestar vestibular, porque a seleção do concurso já é o passaporte para a faculdade”, informou o secretário.

Para chegarem à final do concurso, os jovens passaram por uma maratona: os 1.141 inscritos fizeram uma prova de múltipla escolha que reduziu o número de candidatos para 150. Estes passaram por mais uma prova, desta vez dissertativa, que selecionou 50 jovens. Em seguida, este grupo passou por duas dinâmicas de grupo, de onde restaram 30 pessoas. Entrevistas individuais com psicólogos escolheram os 15 finalistas.

Mas a avaliação não acabou. Do dia 20 de maio até o final de julho, os 15 finalistas estarão freqüentando aulas de informática (de segunda e quarta-feira), francês (terças e quintas) e atualidades (sexta-feira). As aulas de francês, que têm coordenação pedagógica da Aliança Francesa, são ministradas pela professora voluntária Sônia de Oliveira. A Aliança também cede o laboratório audiovisual.

Ao mesmo tempo que estão aprendendo, também estão sendo avaliados. “Existe um acompanhamento do aproveitamento deles durante as aulas, porque queremos enviar jovens que lá na França aproveitem bem os seus estudos. Também será avaliado o lado psicológico, porque serão seis anos fora do Brasil e eles têm de estar preparados para isso”, disse Mroz. Ele ressalta, no entanto, que os jovens terão total apoio na adaptação à nova vida em um país europeu.

Os 12 que não forem à França serão aproveitados em trabalhos no Centro de Referência da Cultura Francesa, que será inaugurado em agosto em Diadema.



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Jovens de Diadema disputam estudo na França

Rita Norberto
Do Diário do Grande ABC

14/06/2003 | 19:51


Um anúncio de jornal, uma faixa no trânsito e o aviso de um amigo foram o suficiente para começar a mudar a vida de 15 jovens de Diadema. Eles se inscreveram e hoje são os finalistas na disputa por bolsas de estudo integral na França, oferecidas pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura de Diadema.

Depois de deixar para trás 1.141 candidatos inscritos, eles passam a semana tendo aulas de informática, francês e atualidades. Os três bolsistas serão anunciados no dia 1º de agosto e na segunda quinzena de setembro embarcarão rumo a Montreuil, na França, onde estudarão por seis anos, com bolsa integral, moradia e ajuda de custo mensal.

Esta oportunidade foi dada a um perfil específico de jovem: todos estudaram obrigatoriamente em escola pública ou com bolsa em escola particular, têm entre 18 e 25 anos, são brasileiros e residentes em Diadema, além de estarem em dia com obrigações militares, eleitorais, civis e políticas.

O critério de seleção foi o bom desempenho nas provas. Segundo o coordenador de relações internacionais da Secretaria, Jorge Mroz, as três bolsas de estudo de nível superior são frutos de convênio firmado entre Diadema e Montreuil na área de educação e cultura, entre outras, como desenvolvimento econômico, meio ambiente e segurança. Futuramente está prevista a vinda de jovens franceses para Diadema, que poderão ter uma experiência na área cultural.

Os três bolsistas passarão de cinco a seis anos na França, segundo Mroz. O primeiro ano será de adaptação, quando terão aulas de francês. No ano seguinte, ingressarão em curso técnico ou universitário de sua escolha. Eles terão bolsa de estudo integral, moradia, assistência médica e uma ajuda de custo que, inicialmente, será de 500 euros. “Eles não precisarão prestar vestibular, porque a seleção do concurso já é o passaporte para a faculdade”, informou o secretário.

Para chegarem à final do concurso, os jovens passaram por uma maratona: os 1.141 inscritos fizeram uma prova de múltipla escolha que reduziu o número de candidatos para 150. Estes passaram por mais uma prova, desta vez dissertativa, que selecionou 50 jovens. Em seguida, este grupo passou por duas dinâmicas de grupo, de onde restaram 30 pessoas. Entrevistas individuais com psicólogos escolheram os 15 finalistas.

Mas a avaliação não acabou. Do dia 20 de maio até o final de julho, os 15 finalistas estarão freqüentando aulas de informática (de segunda e quarta-feira), francês (terças e quintas) e atualidades (sexta-feira). As aulas de francês, que têm coordenação pedagógica da Aliança Francesa, são ministradas pela professora voluntária Sônia de Oliveira. A Aliança também cede o laboratório audiovisual.

Ao mesmo tempo que estão aprendendo, também estão sendo avaliados. “Existe um acompanhamento do aproveitamento deles durante as aulas, porque queremos enviar jovens que lá na França aproveitem bem os seus estudos. Também será avaliado o lado psicológico, porque serão seis anos fora do Brasil e eles têm de estar preparados para isso”, disse Mroz. Ele ressalta, no entanto, que os jovens terão total apoio na adaptação à nova vida em um país europeu.

Os 12 que não forem à França serão aproveitados em trabalhos no Centro de Referência da Cultura Francesa, que será inaugurado em agosto em Diadema.

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