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Aposentado que matou família presta depoimento nesta 2ª


Do Diário do Grande ABC

06/08/2000 | 16:49


O aposentado Otávio Rodrigues de Oliveira, 38 anos, que matou cinco pessoas da família na semana passada, na cidade mineira de Arcos, irá prestar seu primeiro depoimento oficial nesta segunda-feira. O delegado Joao Pedro Rezende, que acompanha o caso, disse que o assassino tem demonstrado lucidez e deverá participar também, à tarde, da reconstituiçao dos crimes. Os filhos do aposentado da Infraero, que foram mantidos como refém do próprio pai, nao estarao presentes na reconstituiçao. "Eles seriam muito expostos. Vamos usar outras pessoas", afirmou o delegado, que tomou o depoimento das quatro crianças na semana passada.

Otávio Rodrigues continua internado no Hospital Santa Rita, em Arcos, e quando obtiver alta médica será transferido para a delegacia da cidade. Ele ficará, contou o delegado, na companhia de cinco ou seis presos. Rezende nao acredita que o aposentado estará correndo risco de vida, "porque só matou gente da própria família". O delegado afirmou que Otávio Rodrigues tem se comportado de maneira diferente e ao falar sobre os crimes chora muito.

Na sua primeira declaraçao, o assassino disse que se arrependia apenas da morte da mae, dona Leopoldina Cândida de Mendonça, de 82 anos. Ele, que chegou a afirmar que da sua lista faziam parte outras cinco pessoas, matou também a ex-mulher, a ex-sogra, o ex-cunhado e um irmao, ferindo o ex-cunhado Daniel Fernandes Dias.

Rezende nao tem dúvidas de que Otávio Rodrigues planejou as mortes. Segundo o delegado, desde que a ex-mulher do aposentado Maria Célia Dias, de 36 anos, passou a nao aceitar que ele descumprisse os acordos de visita aos filhos, a situaçao foi piorando entre o casal. O delegado acredita que Otávio Rodrigues já pensava nos assassinatos há cerca de 60 dias. A filha mais velha do casal, Suzana Dias Rodrigues de Oliveira, de 17 anos, contou em seu depoimento que sua mae ameaçava o aposentado com a revelaçao de que seu exame médico para motivo da aposentadoria foi falsificado.

Otávio Rodrigues teria sido aposentado por problemas mentais, mas o delegado nao acha que os exames tenham sido fraudados. "Suzana deve ter ouvido essa história da própria mae, mas ele nao é uma pessoa normal. Achamos na sua casa muitos remédios controlados e se ele fosse normal nao teria cometido esses crimes", destacou Rezende.



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Aposentado que matou família presta depoimento nesta 2ª

Do Diário do Grande ABC

06/08/2000 | 16:49


O aposentado Otávio Rodrigues de Oliveira, 38 anos, que matou cinco pessoas da família na semana passada, na cidade mineira de Arcos, irá prestar seu primeiro depoimento oficial nesta segunda-feira. O delegado Joao Pedro Rezende, que acompanha o caso, disse que o assassino tem demonstrado lucidez e deverá participar também, à tarde, da reconstituiçao dos crimes. Os filhos do aposentado da Infraero, que foram mantidos como refém do próprio pai, nao estarao presentes na reconstituiçao. "Eles seriam muito expostos. Vamos usar outras pessoas", afirmou o delegado, que tomou o depoimento das quatro crianças na semana passada.

Otávio Rodrigues continua internado no Hospital Santa Rita, em Arcos, e quando obtiver alta médica será transferido para a delegacia da cidade. Ele ficará, contou o delegado, na companhia de cinco ou seis presos. Rezende nao acredita que o aposentado estará correndo risco de vida, "porque só matou gente da própria família". O delegado afirmou que Otávio Rodrigues tem se comportado de maneira diferente e ao falar sobre os crimes chora muito.

Na sua primeira declaraçao, o assassino disse que se arrependia apenas da morte da mae, dona Leopoldina Cândida de Mendonça, de 82 anos. Ele, que chegou a afirmar que da sua lista faziam parte outras cinco pessoas, matou também a ex-mulher, a ex-sogra, o ex-cunhado e um irmao, ferindo o ex-cunhado Daniel Fernandes Dias.

Rezende nao tem dúvidas de que Otávio Rodrigues planejou as mortes. Segundo o delegado, desde que a ex-mulher do aposentado Maria Célia Dias, de 36 anos, passou a nao aceitar que ele descumprisse os acordos de visita aos filhos, a situaçao foi piorando entre o casal. O delegado acredita que Otávio Rodrigues já pensava nos assassinatos há cerca de 60 dias. A filha mais velha do casal, Suzana Dias Rodrigues de Oliveira, de 17 anos, contou em seu depoimento que sua mae ameaçava o aposentado com a revelaçao de que seu exame médico para motivo da aposentadoria foi falsificado.

Otávio Rodrigues teria sido aposentado por problemas mentais, mas o delegado nao acha que os exames tenham sido fraudados. "Suzana deve ter ouvido essa história da própria mae, mas ele nao é uma pessoa normal. Achamos na sua casa muitos remédios controlados e se ele fosse normal nao teria cometido esses crimes", destacou Rezende.

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