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CNBB defende salário mínimo acima de R$ 260


Do Diário OnLine
Com Agências

27/05/2004 | 19:56


A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) saiu nesta quinta-feira em defesa de um salário mínimo acima de R$ 260 – valor determinado pelo governo no fim de abril. "O novo mínimo é o mínimo do mínimo. Não melhora a situação de pobreza e miséria da população", observou o arcebispo de Salvador e presidente da CNBB, dom Geraldo Majella Agnelo.

D.Geraldo cobrou "coragem" do governo para a fixação do novo piso e disse que ficaria "contente" se o valor ficasse acima dos R$ 260 determinados na MP (medida provisória) do presidente Lula.

O vice-presidente da CNBB e bispo de Catanduva (SP), d.Antônio Celso de Queirós, avaliou que os altos índices de desemprego verificados no país são reflexos da falta de investimento no setor produtivo. "O Brasil está amarrado em uma armadilha. O país não pode parar por causa da dívida externa", defendeu.

Os dirigentes da CNBB também criticaram a condução do governo federal no caso dos bingos. Eles lamentaram que a tentativa de regulamentação do jogo tenha saído atropelada, como um recurso de última hora para abafar o escândalo criado com as denúncias contra o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz.

"Só quando acontece algum crime é que se lembram de apresentar, apressadamente, uma lei, que muitas vezes não passa de interesse pessoal ou de grupo", observou d.Geraldo.

D.Antônio Celso criticou o arquivamento, pelo Senado, da MP do governo que proibia em definitivo o funcionamento das casas de bingo. "Precisamos agora de um projeto de lei. A medida provisória costuma estar submetida a interesses políticos. Por isso, só deve ser apresentada em casos excepcionais", afirmou o vice da CNBB.

O bispo de Catanduva ainda contestou o argumento de que as casas de bingo são importantes para a geração de empregos. "Essa desculpa não convence. A jogatina só cria mais problema, do vício à corrupção."



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CNBB defende salário mínimo acima de R$ 260

Do Diário OnLine
Com Agências

27/05/2004 | 19:56


A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) saiu nesta quinta-feira em defesa de um salário mínimo acima de R$ 260 – valor determinado pelo governo no fim de abril. "O novo mínimo é o mínimo do mínimo. Não melhora a situação de pobreza e miséria da população", observou o arcebispo de Salvador e presidente da CNBB, dom Geraldo Majella Agnelo.

D.Geraldo cobrou "coragem" do governo para a fixação do novo piso e disse que ficaria "contente" se o valor ficasse acima dos R$ 260 determinados na MP (medida provisória) do presidente Lula.

O vice-presidente da CNBB e bispo de Catanduva (SP), d.Antônio Celso de Queirós, avaliou que os altos índices de desemprego verificados no país são reflexos da falta de investimento no setor produtivo. "O Brasil está amarrado em uma armadilha. O país não pode parar por causa da dívida externa", defendeu.

Os dirigentes da CNBB também criticaram a condução do governo federal no caso dos bingos. Eles lamentaram que a tentativa de regulamentação do jogo tenha saído atropelada, como um recurso de última hora para abafar o escândalo criado com as denúncias contra o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz.

"Só quando acontece algum crime é que se lembram de apresentar, apressadamente, uma lei, que muitas vezes não passa de interesse pessoal ou de grupo", observou d.Geraldo.

D.Antônio Celso criticou o arquivamento, pelo Senado, da MP do governo que proibia em definitivo o funcionamento das casas de bingo. "Precisamos agora de um projeto de lei. A medida provisória costuma estar submetida a interesses políticos. Por isso, só deve ser apresentada em casos excepcionais", afirmou o vice da CNBB.

O bispo de Catanduva ainda contestou o argumento de que as casas de bingo são importantes para a geração de empregos. "Essa desculpa não convence. A jogatina só cria mais problema, do vício à corrupção."

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