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Paixão por Clássicos

Teens descobrem escritoras e obras do século 19 e se
surpreendem com leitura que não tem nada de entediante


Caroline Ropero
Especial para o Diário

27/05/2012 | 07:00


Stephenie Meyer já fez a alegria de muita gente. Escreveu saga teen sobre vampiros, ajudou Robert Pattinson (que tinha atuado como coadjuvante em Harry Potter e o Cálice de Fogo) a se tornar fenômeno e incentivou a leitura de um clássico. Como? É que o livro preferido de Edward e Bella é O Morro dos Ventos Uivantes, da britânica Emily Brontë, publicado originalmente em 1847. E claro que os crepusculomaníacos ficaram curiosos para conferi-lo.

Foi o que aconteceu com Michelle Cristofoli, 14 anos, de Santo André. Após ler a obra, emprestou para as amigas Natália Corrêa, 13, e Gabrielle Poltronieri, 13, que se apaixonaram pelo romance entre os protagonistas Cathy e Heathcliff. "É mais bonito do que as histórias de hoje", diz Gabrielle.

A amiga Bárbara Nicolau, 13, concorda: "Não falam sobre ficar, mas de amar alguém de verdade e para sempre". A garota também leu Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, outra importante escritora britânica e antecessora de Emily Brontë. Alguns leitores conheceram o livro por meio do filme homônimo de 2005. Em 2013 a trama completa 200 anos, mas isso não a impede de conquistar jovens leitores.

Há quem faça cara feia ao ouvir falar sobre romances de séculos passados. Fato é que, apesar de antigos, não agradam somente as avós. Gabrielle, por exemplo, se surpreendeu com a leitura. "O cenário é muito bonito. Tem partes que lembram nossa realidade, como quando Cathy casa-se com Linton só para ser rica."

Além de arrancar suspiros, as obras enriquecem o conhecimento. "Aproximam o leitor de outro tempo e ampliam sua visão de mundo", explica Roberto Gonçalves Juliano, professor de Literatura do Cursinho da Poli. Por meio dos personagens, aprende-se História e diferentes tipos de linguagem. "Tive de procurar palavras no dicionário, mas não achei a narração difícil de entender", afirma Bárbara.

Essas leituras podem ainda dar uma força no preparo para o vestibular. Afinal, as provas cobram clássicos, como os de Machado de Assis (Dom Casmurro) e José de Alencar (Iracema). "Fica mais fácil de entender se já está acostumado a ler", acredita Natália, que não abandonou as publicações atuais.

 



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Paixão por Clássicos

Teens descobrem escritoras e obras do século 19 e se
surpreendem com leitura que não tem nada de entediante

Caroline Ropero
Especial para o Diário

27/05/2012 | 07:00


Stephenie Meyer já fez a alegria de muita gente. Escreveu saga teen sobre vampiros, ajudou Robert Pattinson (que tinha atuado como coadjuvante em Harry Potter e o Cálice de Fogo) a se tornar fenômeno e incentivou a leitura de um clássico. Como? É que o livro preferido de Edward e Bella é O Morro dos Ventos Uivantes, da britânica Emily Brontë, publicado originalmente em 1847. E claro que os crepusculomaníacos ficaram curiosos para conferi-lo.

Foi o que aconteceu com Michelle Cristofoli, 14 anos, de Santo André. Após ler a obra, emprestou para as amigas Natália Corrêa, 13, e Gabrielle Poltronieri, 13, que se apaixonaram pelo romance entre os protagonistas Cathy e Heathcliff. "É mais bonito do que as histórias de hoje", diz Gabrielle.

A amiga Bárbara Nicolau, 13, concorda: "Não falam sobre ficar, mas de amar alguém de verdade e para sempre". A garota também leu Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, outra importante escritora britânica e antecessora de Emily Brontë. Alguns leitores conheceram o livro por meio do filme homônimo de 2005. Em 2013 a trama completa 200 anos, mas isso não a impede de conquistar jovens leitores.

Há quem faça cara feia ao ouvir falar sobre romances de séculos passados. Fato é que, apesar de antigos, não agradam somente as avós. Gabrielle, por exemplo, se surpreendeu com a leitura. "O cenário é muito bonito. Tem partes que lembram nossa realidade, como quando Cathy casa-se com Linton só para ser rica."

Além de arrancar suspiros, as obras enriquecem o conhecimento. "Aproximam o leitor de outro tempo e ampliam sua visão de mundo", explica Roberto Gonçalves Juliano, professor de Literatura do Cursinho da Poli. Por meio dos personagens, aprende-se História e diferentes tipos de linguagem. "Tive de procurar palavras no dicionário, mas não achei a narração difícil de entender", afirma Bárbara.

Essas leituras podem ainda dar uma força no preparo para o vestibular. Afinal, as provas cobram clássicos, como os de Machado de Assis (Dom Casmurro) e José de Alencar (Iracema). "Fica mais fácil de entender se já está acostumado a ler", acredita Natália, que não abandonou as publicações atuais.

 

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