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Vila Gerty resiste a shoppings


Leone Farias
Da Redaçao

27/05/2000 | 17:18


Lojistas de um dos principais centros comerciais de Sao Caetano, a Vila Gerty, vêm enfrentando, e com êxito, o tempo, as dificuldades econômicas e a concorrência com os shoppings centers. Enquanto comerciantes de outras regioes sentem a queda em suas vendas, por conta de um mercado mais competitivo e de opçoes de segurança, lazer e estacionamento dos centros de compras, o bairro resiste e mantém sua força.

Nem todos estao satisfeitos, mas a maioria nao vê motivos para reclamar. "Apesar das queixas de alguns, estamos bem, tivemos um aumento de vendas de cerca de 10% em relaçao ao ano passado", afirmou Paulo Leandrini, proprietário da Santo Antonio Sports Wear, localizada na rua Visconde de Inhaúma.

Sua loja, fundada em 1956, passou por inúmeras transformaçoes. Já vendeu itens de armarinho, tecidos, perfumaria, brinquedos e há quatro anos optou pela moda jovem. "Antigamente, Sao Caetano tinha muitas indústrias e nossa clientela era mais popular. Agora é formada por uma classe média. Acompanhamos as mudanças e passamos a trabalhar com grifes."

Assim como ele, a lojista Ivone de Souza Armelin, proprietária da Ivone Calçados, instalada há oito anos na rua, também vê crescimento nas vendas na comparaçao com o ano passado, no seu caso de 20%. Para ela, a clientela cativa, originária do bairro, das imediaçoes, e ainda de Santo André e Sao Bernardo, explica em parte a força da Vila Gerty.

Ivone avaliou que os shoppings afetam um pouco. "Mas sabendo trabalhar dá para vender bem", disse. Ela queixou-se apenas da zona azul na rua, principal eixo do bairro. "Se fosse parquímetro seria melhor."

Já o proprietário da Ao Mundo das Louças, Guilherme Coppola da Silva, nao vê melhoras nos resultados neste ano mas espera aquecimento. E nao culpa o bairro pelas vendas fracas. "É o melhor de Sao Caetano para o comércio. Aqui há lojas com mais de 30 anos que conseguem manter o movimento."

É o caso de seu comércio, fundado há 40 anos. "Conseguimos manter uma clientela fiel. Estamos sempre presentes no balcao e conversamos com os nossos fregueses. Nao é como nas grandes redes, em que a relaçao é impessoal."



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Vila Gerty resiste a shoppings

Leone Farias
Da Redaçao

27/05/2000 | 17:18


Lojistas de um dos principais centros comerciais de Sao Caetano, a Vila Gerty, vêm enfrentando, e com êxito, o tempo, as dificuldades econômicas e a concorrência com os shoppings centers. Enquanto comerciantes de outras regioes sentem a queda em suas vendas, por conta de um mercado mais competitivo e de opçoes de segurança, lazer e estacionamento dos centros de compras, o bairro resiste e mantém sua força.

Nem todos estao satisfeitos, mas a maioria nao vê motivos para reclamar. "Apesar das queixas de alguns, estamos bem, tivemos um aumento de vendas de cerca de 10% em relaçao ao ano passado", afirmou Paulo Leandrini, proprietário da Santo Antonio Sports Wear, localizada na rua Visconde de Inhaúma.

Sua loja, fundada em 1956, passou por inúmeras transformaçoes. Já vendeu itens de armarinho, tecidos, perfumaria, brinquedos e há quatro anos optou pela moda jovem. "Antigamente, Sao Caetano tinha muitas indústrias e nossa clientela era mais popular. Agora é formada por uma classe média. Acompanhamos as mudanças e passamos a trabalhar com grifes."

Assim como ele, a lojista Ivone de Souza Armelin, proprietária da Ivone Calçados, instalada há oito anos na rua, também vê crescimento nas vendas na comparaçao com o ano passado, no seu caso de 20%. Para ela, a clientela cativa, originária do bairro, das imediaçoes, e ainda de Santo André e Sao Bernardo, explica em parte a força da Vila Gerty.

Ivone avaliou que os shoppings afetam um pouco. "Mas sabendo trabalhar dá para vender bem", disse. Ela queixou-se apenas da zona azul na rua, principal eixo do bairro. "Se fosse parquímetro seria melhor."

Já o proprietário da Ao Mundo das Louças, Guilherme Coppola da Silva, nao vê melhoras nos resultados neste ano mas espera aquecimento. E nao culpa o bairro pelas vendas fracas. "É o melhor de Sao Caetano para o comércio. Aqui há lojas com mais de 30 anos que conseguem manter o movimento."

É o caso de seu comércio, fundado há 40 anos. "Conseguimos manter uma clientela fiel. Estamos sempre presentes no balcao e conversamos com os nossos fregueses. Nao é como nas grandes redes, em que a relaçao é impessoal."

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