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Eita! Que dureza! Lá vem o Nitro Química jogar no ABC

Hoje é o aniversário de Humberto Mariano, integrante assíduo das reuniões e intercâmbio promovidos pelo Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol). Conheçam seu time do coração, os clubes da Zona Leste de São Paulo e um time de Santo André que ficou marcado na sua memória, por um acontecimento que poderia ter sido trágico


Ademir MEdici
Do Diário do Grande ABC

28/03/2021 | 07:00


“É raro que um membro do Memofut tenha uma dúvida que dure mais que seis horas. Sempre haverá alguém que responda com provas documentais.”
Humberto Mariano, camisa 7 às costas

Um amor chamado Isabela
Depoimento: Humberto Mariano

Meu foco está ligado à minha paixão, o Santos Futebol Clube, mas interesso-me por tudo que se refere à história do futebol brasileiro. Não tenho apego nem apreço ao futebol de outros países, embora, é claro, acompanhe e conheça os principais fatos atuais e históricos.

ZONA LESTE
A rica, folclórica e produtora de craques várzea antiga começou a morrer no início dos anos 70. A urbanização das cidades acabou com os campos e, em seguida, com os grandes times. Na São Miguel dos anos 60 cada uma das vilas tinha um timaço: Campos Sales, Círculo Operário, Bahia, Glorioso, Nitro Operária, Olaria, América, Guarani e o meu querido Flamengo Futebol Clube, o Flamenguinho.

UM ANO: 1959
Tenho fascínio pelo ano de 1959, ano de Campeonato Sul-Americano, do Brasileiro de Seleções e a incrível campanha de 103 jogos do Santos naquele ano, sendo os quatro últimos já em 1960. Nesses quatro jogos perdemos dois títulos que não devíamos ter perdido.

GRANDE ABC
Por diversas vezes o CRNQ (Clube de Regatas Nitro Química) enfrentou times do ABC em amistosos e na antiga Segunda Divisão de Profissionais. Assisti jogos do CRNQ contra o Cerâmica e o Monte Alegre de São Caetano, o Volkswagen, o São Bernardo (o original, de 1928) e o Corinthians de Santo André. Em especial, lembro de uma goleada sobre o São Bernardo por 4 x 0 em nosso estádio, no campeonato de 1962.

O PITORESCO
Envolveu um time amador de Santo André chamado Comercial FC. Em 1973, o CRNQ já não era mais profissional nem disputava qualquer Liga. Era mais um time da ainda forte várzea paulistana. Eu tinha um colega de trabalho, o chefe, que morava em Santo André e contava maravilhas do seu Comercial. Imbatível. O zagueiro central era melhor que Luiz Pereira. O meia-esquerda recusara inúmeros apelos do Pepe para ir para o Santos só para não se afastar dos negócios da família (uma quitanda).
Entusiasmado, acertei um amistoso Comercial x CRNQ em nosso estádio para um domingo à tarde. Preparei os amigos para o jogaço que veriam. O estádio quase lotou.
Às 15h, hora do jogo. Nada do Comercial aparecer. Gelei. Meia hora depois aparecem o meu amigo e chefe com alguns jogadores, todos estropiados e abatidos. O ônibus que os trazia virou na última curva antes de chegar ao nosso clube.
Mesmo assim, houve o jogo: 5 x 1 para nós. Compreensível, claro.

O MEMOFUT
É um dos maiores prazeres que tenho. Um ambiente espetacular, gente de alto conhecimento geral e esportivo. Melhor ainda, excelentes seres humanos, que conciliam cordialidade, gentileza, cooperação e uma civilidade no trato e no comportamento que impressionam muito a quem vive num ambiente nacional tão tóxico e polarizado.
Fui bem acolhido por Alexandre e Gustavo, os primeiros memofuters que conheci, atraído por uma nota do Juca ou do Torero na Folha de S.Paulo, para uma reunião no Sesc-Pompéia.

Tema era os grandes clássicos paulistas e, ao chegar, vendo a meninada, quase desisti. O que aquela molecada poderia trazer de novo para quem acompanhava futebol desde menino e sabia, ou achava que sabia, tudo sobre o futebol paulista e sobre o Santos?
Fiquei. Talvez eu pudesse ensinar alguma coisa àqueles garotos. Já se vão mais de dez anos e a cada dia aprendo mais. E me divirto muito, também.

ÍDOLOS
No futebol, meu primeiro ídolo, antes mesmo d’Ele (claro, o Rei Pelé), foi Laércio Milani, o grande goleiro. Nunca tentei ir para debaixo das traves, mas ficaram a lembrança e o carinho pelo ídolo.
Outros de meus maiores ídolos são Ademir da Guia, Julinho Botelho, Gylmar, Zito e Garrincha.
Sobre Ademir e Julinho, tenho que ressaltar a enorme admiração que sempre tive pelo Palmeiras, clube da maioria da minha família e da minha fanática caçula.
Fora do futebol, meus ídolos estão na literatura e na música: Drummond, Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, Chico Buarque e Paulinho da Viola.

Na política, FHC.
Na vida pessoal, meu irmão, que me ensinou a amar o futebol e os livros, palmeirense fanático, que me deu de presente de aniversário de 10 anos a primeira ida a um estádio de futebol. Palmeiras 3 x Portuguesa 1, Torneio Rio-São Paulo, sábado à tarde, 21 de março de 1964.

EMOÇÕES
No futebol, a conquista do bicampeonato mundial do Santos sobre o Milan no Maracanã. Assisti aos dois jogos pela TV e nunca vibrei tanto em minha vida.
A televisão chegou em casa em 1962, para assistirmos aos tapes dos jogos do Brasil na Copa do Mundo do Chile.
Nesse mesmo ano, assisti à transmissão ‘ao vivo’ para São Paulo da última grande partida da carreira de Garrincha: a decisão do Campeonato Carioca de 1962.
Na vida pessoal, o nascimento de cada um dos meus três filhos e de Isabela, de quem falaremos mais adiante.

ISABELA
Atualmente divido meu tempo entre a diretoria do Fundo de Pensão, pesquisar e escrever sobre futebol e história, escrever para o blog que criei, com duas amigas, o Outros Olhares (www.outrosolharesblog.com.br) e ver, pela tela, minha grande paixão, Isabela, com seus dois anos e meio de puro encanto e arte.
Por sinal, Isabela tem um pai xeneize (torcedor do Boca Juniors), a mãe são-paulina, a tia palmeirense, a avó corintiana e o avô e o tio, santistas. Vai ser difícil para ela essa escolha.

DE PRIMEIRA
Nascimento – São Paulo, bairro de São Miguel Paulista, 28-3-1954.
Filiação – João Batista e Conceição Mariano.
Esposa – Graça.
Filhos – Alexandre, Lívia e Stefanie.
Formação – Economista com especialização em administração financeira; cursos de graduação em gestão de políticas públicas e relações internacionais na Universidade de São Paulo
Atividades profissionais – Atualmente, diretor de Fundo de Pensão Privado (Voith Prev); de 1980 a 2015, gerente financeiro e comercial de grandes projetos nas áreas de energia hidroelétrica e papel e celulose (Bardella e Voith).

Diário há meio século
Domingo, 28 de março de 1971 – ano 13, edição 1497
Manchete – Continua a guerra civil em Bengala, no Sul da Ásia
Imprensa – A partir desta edição, e todos os domingos, passava a ser distribuído um suplemento feminino-infantil junto com o Diário do Grande ABC.
“O suplemento é destacável e assim não haverá problemas com o papai... a menos que ele queira lê-lo primeiro”, escreveu a Redação.

Em 28 de março de...
1956 – Encerrando a série internacional do Torneio de Futebol Roberto Gomes Pedrosa: no Pacaembu, Corinthians 4, Boca Juniors 1. Mesmo assim, haveria um jogo extra entre o Santos e o Newell’s Old Boys.

Hoje
- Dia do Diagramador e Dia do Revisor, atividades jornalísticas que se transformaram, se modernizaram e que estão bem presentes entre nós.
Aqui na Redação, trabalhamos com vários profissionais do ramo, craques: Francisco Lacerda (Chiquinho, nosso anjo da guarda), Alexandre Elias (que desenha a página há 30 anos), Demétrio Damiani, Paulinho Cesar, Rafael dos Santos, sob a batuta do Eder Marini.

Santos do dia
- Domingo de Ramos. Início da Semana Santa. Comemora-se a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, onde ele foi aclamado por multidões como o Filho de Deus.
- Xisto III. Papa eleito no ano 432. Deu fim à doutrina herege.

Municípios paulistas
- Hoje é o aniversário de Dobrada, Embu-Guaçu, Guzolândia, Juquitiba, Queiroz e Uchôa. 



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