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Orkut vira palanque


Diego Sartorato
Especial para o Diário

30/07/2006 | 04:14


Copa do Mundo? Ataques de facção criminosa? As velhas disputas regionais, como entre paulistas e cariocas? Nada disso. O assunto predominante na comunidade dedicada ao Brasil no site de relacionamentos Orkut – que conta cerca de 900 mil membros – são as eleições de outubro.

Existem mais de 200 tópicos de discussão criados por militantes e simpatizantes dos candidatos. O objetivo é divulgar resultados de pesquisas, notícias transcritas de jornais, tentar ganhar votos para este ou aquele candidato, ou simplesmente provocar os adversários.

Assim como nas pesquisas de intenção de voto, há forte polarização entre os candidatos do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin. Heloísa Helena (Psol) e Cristovão Buarque (PDT) têm apenas uma menção cada um.

Alguns dos temas com maior número de mensagens incluem: “Alckmin já perdeu, a dúvida é o tamanho da surra”, “O Brasil de Lula está cada vez melhor”, “Muito bom esse Geraldo” e “Mensaleiros dividirão palco com o presidente Lula”.

Muitos internautas se exaltam nas discussões. “Não aceitaremos qualquer resultado que não seja Lula novamente. Se houver golpe da elite direitista, paramos este País”, ameaça um deles. A resposta vem no mesmo tom: “Apenas 50% dos eleitores conhecem Geraldo Alckmin, e ele já tem 30% das intenções de voto. Desistam, petistas”.

Cabos eleitorais - Os internautas colocam propaganda até no perfil de usuário: não são raras tarjetas com nome e número de candidato no rodapé das fotos. Outros vão além, e trocam a 3x4 por estrelas vermelhas e tucanos. Eles juram que são “marqueteiros voluntários”.

“Faço propaganda por iniciativa própria. As eleições são o assunto mais importante no País agora, e é claro que têm que ser discutidas. Acredito no meu candidato, e quero convencer o maior número possível de pessoas disso”, afirma a estudante Ana Maria Prudente, 20 anos.

Outra forma de divulgação é a criação de comunidades específicas para os candidatos. Nesse quesito, os eleitores de Alckmin estão mais empenhados: a comunidade “Geraldo Alckmin presidente” conta com mais de 72 mil membros, enquanto a “eu voto Lula presidente 2006” tem cerca de 36 mil. (Supervisão de Lola Nicolás)


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Orkut vira palanque

Diego Sartorato
Especial para o Diário

30/07/2006 | 04:14


Copa do Mundo? Ataques de facção criminosa? As velhas disputas regionais, como entre paulistas e cariocas? Nada disso. O assunto predominante na comunidade dedicada ao Brasil no site de relacionamentos Orkut – que conta cerca de 900 mil membros – são as eleições de outubro.

Existem mais de 200 tópicos de discussão criados por militantes e simpatizantes dos candidatos. O objetivo é divulgar resultados de pesquisas, notícias transcritas de jornais, tentar ganhar votos para este ou aquele candidato, ou simplesmente provocar os adversários.

Assim como nas pesquisas de intenção de voto, há forte polarização entre os candidatos do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin. Heloísa Helena (Psol) e Cristovão Buarque (PDT) têm apenas uma menção cada um.

Alguns dos temas com maior número de mensagens incluem: “Alckmin já perdeu, a dúvida é o tamanho da surra”, “O Brasil de Lula está cada vez melhor”, “Muito bom esse Geraldo” e “Mensaleiros dividirão palco com o presidente Lula”.

Muitos internautas se exaltam nas discussões. “Não aceitaremos qualquer resultado que não seja Lula novamente. Se houver golpe da elite direitista, paramos este País”, ameaça um deles. A resposta vem no mesmo tom: “Apenas 50% dos eleitores conhecem Geraldo Alckmin, e ele já tem 30% das intenções de voto. Desistam, petistas”.

Cabos eleitorais - Os internautas colocam propaganda até no perfil de usuário: não são raras tarjetas com nome e número de candidato no rodapé das fotos. Outros vão além, e trocam a 3x4 por estrelas vermelhas e tucanos. Eles juram que são “marqueteiros voluntários”.

“Faço propaganda por iniciativa própria. As eleições são o assunto mais importante no País agora, e é claro que têm que ser discutidas. Acredito no meu candidato, e quero convencer o maior número possível de pessoas disso”, afirma a estudante Ana Maria Prudente, 20 anos.

Outra forma de divulgação é a criação de comunidades específicas para os candidatos. Nesse quesito, os eleitores de Alckmin estão mais empenhados: a comunidade “Geraldo Alckmin presidente” conta com mais de 72 mil membros, enquanto a “eu voto Lula presidente 2006” tem cerca de 36 mil. (Supervisão de Lola Nicolás)

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