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CPI da Craisa: encerrada 1ª fase


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

14/06/2006 | 08:00


A CPI da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) fechou nesta terça a primeira etapa de depoimentos do processo que tem por objetivo apurar supostas irregularidades na licitação para transporte de merenda, vencido pela Gib Locações. O último interrogado desta fase foi Ricardo Antonio dos Santos, proprietário da Escuna Locadora de Veículos.

A empresa em questão é acusada pelo empresário José Caboclo Neto – dono da Profilm e da Sersil Transportes e autor das denúncias que resultaram na abertura da comissão – de ter feito conluio (conspiração), juntamente com a Cooperauto (Cooperativa de Locações de Veículos de Motoristas Autônomos), para beneficiar a Gib na licitação.

Santos rebateu a acusação. “Não há fundamento, é inverídica”, disse. “Ele (Caboclo Neto) deve ter se baseado no fato de sermos todos donos de empresas localizadas em Mauá.” Em seguida, ele complementou dizendo não achar estranho o fato de três empresas de um mesmo município participar de um processo licitatório fora de sua cidade. “Não vejo problema, até porque não sou amigo de ninguém das outras empresas.”

Os vereadores continuaram a insistir na questão, perguntando a Santos se realmente não houve qualquer tipo de combinação prévia entre as empresas. “Não existiu nada nesse sentido. Não fiz acordo algum para a Gib ganhar. Tanto é que fiquei sabendo da licitação por meio de jornal e só tive conhecimento dos outros participantes na hora da vistoria (no dia do pregão).”

O dono da Escuna garantiu que a relação com a Gib é estritamente comercial e se deu por conta da venda de três veículos da sua frota para a empresa no ano passado, antes, segundo ele, do processo de licitação. A oposição na CPI, inclusive, questiona o fato de um dos veículos ter sido vendido para a Gib por R$ 21 mil a mais do que valia segundo a tabela da época da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que divulga a cotação do valor de mercado dos veículos).

Perguntado se houve superfaturamento na venda dos veículos, o que teria aumentado o capital social da Gib, Santos respondeu: “Não sei. Fiquei sabendo desse dado agora. Apenas mandei avaliar os veículos e pedi um preço do qual achava justo”, declarou.

A explicação não convenceu o vereador Aidan Ravin (PPS). “Hoje, ficou ainda mais evidente que a empresa (Escuna) tinha capital social e preferiu se descapitalizar para capitalizar a Gib. E ainda fala que a relação com a Gib é só comercial?”, reclamou, referindo-se ao fato de a Escuna ter desistido de participar de um dos pregões, segundo o próprio Santos afirma, por conta do baixo capital social da empresa.

 


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CPI da Craisa: encerrada 1ª fase

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

14/06/2006 | 08:00


A CPI da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) fechou nesta terça a primeira etapa de depoimentos do processo que tem por objetivo apurar supostas irregularidades na licitação para transporte de merenda, vencido pela Gib Locações. O último interrogado desta fase foi Ricardo Antonio dos Santos, proprietário da Escuna Locadora de Veículos.

A empresa em questão é acusada pelo empresário José Caboclo Neto – dono da Profilm e da Sersil Transportes e autor das denúncias que resultaram na abertura da comissão – de ter feito conluio (conspiração), juntamente com a Cooperauto (Cooperativa de Locações de Veículos de Motoristas Autônomos), para beneficiar a Gib na licitação.

Santos rebateu a acusação. “Não há fundamento, é inverídica”, disse. “Ele (Caboclo Neto) deve ter se baseado no fato de sermos todos donos de empresas localizadas em Mauá.” Em seguida, ele complementou dizendo não achar estranho o fato de três empresas de um mesmo município participar de um processo licitatório fora de sua cidade. “Não vejo problema, até porque não sou amigo de ninguém das outras empresas.”

Os vereadores continuaram a insistir na questão, perguntando a Santos se realmente não houve qualquer tipo de combinação prévia entre as empresas. “Não existiu nada nesse sentido. Não fiz acordo algum para a Gib ganhar. Tanto é que fiquei sabendo da licitação por meio de jornal e só tive conhecimento dos outros participantes na hora da vistoria (no dia do pregão).”

O dono da Escuna garantiu que a relação com a Gib é estritamente comercial e se deu por conta da venda de três veículos da sua frota para a empresa no ano passado, antes, segundo ele, do processo de licitação. A oposição na CPI, inclusive, questiona o fato de um dos veículos ter sido vendido para a Gib por R$ 21 mil a mais do que valia segundo a tabela da época da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que divulga a cotação do valor de mercado dos veículos).

Perguntado se houve superfaturamento na venda dos veículos, o que teria aumentado o capital social da Gib, Santos respondeu: “Não sei. Fiquei sabendo desse dado agora. Apenas mandei avaliar os veículos e pedi um preço do qual achava justo”, declarou.

A explicação não convenceu o vereador Aidan Ravin (PPS). “Hoje, ficou ainda mais evidente que a empresa (Escuna) tinha capital social e preferiu se descapitalizar para capitalizar a Gib. E ainda fala que a relação com a Gib é só comercial?”, reclamou, referindo-se ao fato de a Escuna ter desistido de participar de um dos pregões, segundo o próprio Santos afirma, por conta do baixo capital social da empresa.

 

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