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Nave Endeavour cartografa a Terra em 3-D


Do Diário do Grande ABC

13/02/2000 | 18:13


A nave Endeavour prosseguia neste domingo sem problemas sua missao de cartografar a Terra em três dimensoes, com a ajuda de uma tecnologia de radar muito sofisticada, utilizada pela primeira vez no espaço.

Lançada sexta-feira do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), a Endeavour leva a bordo duas antenas de radar, uma situada no compartimento de carga e a outra num longo mastro telescópico de 60 metros de comprimento.

Estas antenas recolhem ``em estéreo'' as ondas refletidas pela superfície e registram, assim, as variaçoes de altitude da crosta terrestre. A utilizaçao simultânea de dois radares posicionados a pequena distância um do outro constitui o que se chama de tecnologia da interferometria.

Graças à combinaçao destas duas imagens em estéreo, os cientistas podem realizar um mapeamento em três dimensoes da superfície terrestre.

Seis horas após o lançamento, o comandante de bordo, Kevin Kregel, os dois especialistas da missao Janet Kavandi e o colega alemao Gerhard Thiele começaram imediatamente o trabalho. Eles conseguiram acionar no espaço o mastro de 60 metros, um dos momentos mais delicados da missao.

Com um peso de 290 kg, este mastro é composto de 87 partes, confeccionadas em aço inoxidável, fibra de carbono e titânio. É a mais longa estrutura rígida jamais levada ao espaço. ``Tivemos um grande sentimento de alívio e de alegria'', declarou Michael Kobrick, responsável pelo projeto no Jet Propulsion Laboratory (JPL), de Pasadena (Califórnia).

O co-piloto Dom Gorie e os especialistas da missao Janice Voss e o japonês Mamoru Mohri ativaram algumas horas mais tarde as antenas radar da nave espacial, enquanto que a Endeavour sobrevoava a 233 km de altitude o Sri Lanka, as ilhas Maldivas e o sul da Asia.

Os seis astronautas se revezam a cada doze horas para vigiar os instrumentos de mensuraçao e substituir uma a uma as 300 fitas de gravaçao, que serao necessárias para estocar os milhares de dados recolhidos.

Para economizar energia, os radares sao desativados sobre os oceanos e acionados 15 segundos antes da nave sobrevoar novamente a zona terrestre.

Durante nove dias e 143 órbitas, as mensuraçoes permitirao cobrir cerca de 72% da superfície das terras imersas e cerca de 95% das zonas povoadas, segundo uma ampla faixa compreendida entre 60 graus de latitude norte e 56 graus de latitude sul.



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Nave Endeavour cartografa a Terra em 3-D

Do Diário do Grande ABC

13/02/2000 | 18:13


A nave Endeavour prosseguia neste domingo sem problemas sua missao de cartografar a Terra em três dimensoes, com a ajuda de uma tecnologia de radar muito sofisticada, utilizada pela primeira vez no espaço.

Lançada sexta-feira do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), a Endeavour leva a bordo duas antenas de radar, uma situada no compartimento de carga e a outra num longo mastro telescópico de 60 metros de comprimento.

Estas antenas recolhem ``em estéreo'' as ondas refletidas pela superfície e registram, assim, as variaçoes de altitude da crosta terrestre. A utilizaçao simultânea de dois radares posicionados a pequena distância um do outro constitui o que se chama de tecnologia da interferometria.

Graças à combinaçao destas duas imagens em estéreo, os cientistas podem realizar um mapeamento em três dimensoes da superfície terrestre.

Seis horas após o lançamento, o comandante de bordo, Kevin Kregel, os dois especialistas da missao Janet Kavandi e o colega alemao Gerhard Thiele começaram imediatamente o trabalho. Eles conseguiram acionar no espaço o mastro de 60 metros, um dos momentos mais delicados da missao.

Com um peso de 290 kg, este mastro é composto de 87 partes, confeccionadas em aço inoxidável, fibra de carbono e titânio. É a mais longa estrutura rígida jamais levada ao espaço. ``Tivemos um grande sentimento de alívio e de alegria'', declarou Michael Kobrick, responsável pelo projeto no Jet Propulsion Laboratory (JPL), de Pasadena (Califórnia).

O co-piloto Dom Gorie e os especialistas da missao Janice Voss e o japonês Mamoru Mohri ativaram algumas horas mais tarde as antenas radar da nave espacial, enquanto que a Endeavour sobrevoava a 233 km de altitude o Sri Lanka, as ilhas Maldivas e o sul da Asia.

Os seis astronautas se revezam a cada doze horas para vigiar os instrumentos de mensuraçao e substituir uma a uma as 300 fitas de gravaçao, que serao necessárias para estocar os milhares de dados recolhidos.

Para economizar energia, os radares sao desativados sobre os oceanos e acionados 15 segundos antes da nave sobrevoar novamente a zona terrestre.

Durante nove dias e 143 órbitas, as mensuraçoes permitirao cobrir cerca de 72% da superfície das terras imersas e cerca de 95% das zonas povoadas, segundo uma ampla faixa compreendida entre 60 graus de latitude norte e 56 graus de latitude sul.

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