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Livros novos, o Grande ABC que escreve

A produção literária do Grande ABC é tão rica que fica difícil acompanhar tantos lançamentos novos. E as obras mais saborosas


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

18/06/2010 | 00:00


A produção literária do Grande ABC é tão rica que fica difícil acompanhar tantos lançamentos novos. E as obras mais saborosas têm o viés de memória. São os dois casos de hoje.
POLICROMIA
Livro de poemas de Jurema Barreto de Souza, editora da revista A Cigarra e integrante do Grupo Livrespaço de Poesia, dois movimentos culturais ligados a Santo André e ao Grande ABC. Em Policromia, Jurema reúne poemas que publicou na imprensa, alguns em A Cigarra e, aqui e ali, nos últimos 20 anos. Contatos: A Cigarra Edições (caixa postal 214 - 09015-970; Santo André, SP).
Do poema Enigma da cidade: "Primeiro passo: minha rua. Santo André ainda existe fora de mim, irreal. A imagem da cidade materializa-se letárgica. Jardins, rumos conhecidos. Prédios inesperados surgem séquitos de palmeiras. Paisagem mutante alimentando a surpresa. Vestidos de tintas e idéias, muros brincam cirandas diante dos olhos espantados da cidade que amanhece".
ARMADURAS JAPONESAS
Cultura e História do Japão. Livro de Mario Del Rey, de São Caetano (Madras Editora). O autor é advogado, historiador e filósofo. Ele oferece, num livro robusto, não apenas informações sobre as armaduras dos antigos samurais, e sua cultura, mas também sobre a formação japonesa. Vários períodos são focados, numa viagem que começa a 13 mil e 12 mil anos antes de Cristo. A linguagem é didática.
Trecho - "(...) é no Período Jomon Final que o imperador Jimmu (Guerreiro Divino), descendente da deusa Amaterasu Omikami, consolida seu controle sobre o país e ascende ao trono, tornando-se o primeiro imperador do Japão". Visite o site: www.amadras.com.br .
MUNICÍPIO PAULISTA
Bastos. Fundado em 18 de junho de 1928. Elevado a município em 1945, quando se separa de Tupã. Grande reduto de japoneses e seus descendentes.

HOJE

Dia do Químico e Dia do Imigrante Japonês.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Quarta-feira, 18 de junho de 1980

Manchete - Papa vem ao Brasil em missão apostólica, diz dom Cármine Rocco, núncio apostólico.

Transportes - Caixa Econômica Estadual financia táxis a álcool para Santo André.

Movimento sindical - Metalúrgicos demitidos não conseguem se reunir em São Bernardo; carreteiros acusam polícia de abusos; petroleiros de Mauá ganham anistia.

Editorial - Vereadores têm o que falar sobre subsídios

Primeiro plano (Eduardo Camargo) - Aproximação com os empresários.

Polícia - Ladrão morre em tiroteio com PMs no Jardim Ipê em São Bernardo.

Agenda da Fundação Pró-Memória

60 anos da inauguração da Sociedade Religiosa Israelita (1950), de São Caetano.
EM 18 DE
JUNHO DE...

1965 - Câmara de Santo André homenageia o professor andreense Mario Degni, eleito o Cirurgião do Século.
Elis Regina e Jair Rodrigues fazem show no Cine Vitória, em São Caetano.

Trabalhadores
Nascem em 18 de junho:

1891 - Antonio Basílio Leite. Natural de Amparo (SP). Sócio nº 557 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente da empresa Produtos Químicos Brasitex.
1914 - Alberto Tasca. Natural de Mogi Mirim. Sócio nº 509 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente de Atlantis.
1923 - Ermelindo Toledo. Natural de Santo André. Sócio nº 448 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operário da Sociedade Produtos Industriais. Residência: Rua Natal.
1924 - Antonio Mazzocatto. Natural de Santo André. Sócio nº 1296 do Sindicato dos Químicos do ABC. Caldeireiro da Rhodia.
Fonte: 1º livro geral de associados do Sindicato dos Químicos do ABC.

FALECIMENTOS

A pequena Ermelinda sofreu preconceitos. Seu pai, Francisco, sofria de hanseníase e a escola da cidade onde morava não aceitava crianças que tivessem um histórico familiar como o dela. Depois de casada, Ermelinda aprendeu a ler e a escrever com o pai. A mãe se chamava Deolinda Acácia de Almeida.
Ermelinda casou-se em sua cidade natal com José Pereira Martins. Tinha 19 anos. Logo em seguida o casal mudou-se para São Caetano, residindo no bairro Fundação. No Interior, Sr. José era lavrador; em São Caetano, trabalhou na indústria, como metalúrgico, e como pedreiro. O casal teve 11 filhos. Os dois primeiros, Miguel e Mário, eram gêmeos. Faleceram ao nascer. Vieram mais dois gêmeos, que também não sobreviveram. Depois, os demais filhos: José, Maria, Alice, Arlete, Célia, Dirce e Neusa. Apenas Arlete, Dirce e Neusa são vivas.
Num segundo momento, a família muda-se para a Vila Alpina, próxima a São Caetano. Dona Ermelinda sempre trabalhou. No interior era doméstica; aqui foi costureira, e excelente; forrava cintos e botões e ensinava o ofício às moças que a procurassem. E era muito religiosa. Frequentava a Paróquia Nossa Senhora da Glória, na Vila Alpina.
"Era calma, todos gostavam muito dela", conta uma das netas, Vânia Sueitt. Tinha uma vontade enorme de viver. Na festa junina do ano passado chegou a organizar um correio elegante, repassando às novas gerações as brincadeiras do passado. Gostava das festas juninas, tanto que se casou num Dia de São João. E nesta data sempre reunia a família para orações. E sempre contava história. Em Santo Antonio do Jardim trabalhava na casa de um político importante quando estourou a Revolução Mineira. O político a ajudou a fugir e a se refugiar em outra cidade até que a revolução terminasse.
Já idosa, em São Paulo, adorava receber os netos. Oferecia bolinhos de chuva, doces de leite e de banana. A antiga hospitalidade sempre presente, com a qual recebia conterrâneos que vinham tentar a sorte entre nós. Até que as pessoas se arranjassem, tinham abrigo e alimentação na casa dela.
Dona Ermelinda partiu aos 97 anos. Está sepultada no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina. Deixa 21 netos, 39 bisnetos e dez tataranetos.AM

SÃO CAETANO
Dirceu Antonio Coan, 58. Natural de São Caetano. Dia 15. Cemitério de Vila Paula.



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Livros novos, o Grande ABC que escreve

A produção literária do Grande ABC é tão rica que fica difícil acompanhar tantos lançamentos novos. E as obras mais saborosas

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

18/06/2010 | 00:00


A produção literária do Grande ABC é tão rica que fica difícil acompanhar tantos lançamentos novos. E as obras mais saborosas têm o viés de memória. São os dois casos de hoje.
POLICROMIA
Livro de poemas de Jurema Barreto de Souza, editora da revista A Cigarra e integrante do Grupo Livrespaço de Poesia, dois movimentos culturais ligados a Santo André e ao Grande ABC. Em Policromia, Jurema reúne poemas que publicou na imprensa, alguns em A Cigarra e, aqui e ali, nos últimos 20 anos. Contatos: A Cigarra Edições (caixa postal 214 - 09015-970; Santo André, SP).
Do poema Enigma da cidade: "Primeiro passo: minha rua. Santo André ainda existe fora de mim, irreal. A imagem da cidade materializa-se letárgica. Jardins, rumos conhecidos. Prédios inesperados surgem séquitos de palmeiras. Paisagem mutante alimentando a surpresa. Vestidos de tintas e idéias, muros brincam cirandas diante dos olhos espantados da cidade que amanhece".
ARMADURAS JAPONESAS
Cultura e História do Japão. Livro de Mario Del Rey, de São Caetano (Madras Editora). O autor é advogado, historiador e filósofo. Ele oferece, num livro robusto, não apenas informações sobre as armaduras dos antigos samurais, e sua cultura, mas também sobre a formação japonesa. Vários períodos são focados, numa viagem que começa a 13 mil e 12 mil anos antes de Cristo. A linguagem é didática.
Trecho - "(...) é no Período Jomon Final que o imperador Jimmu (Guerreiro Divino), descendente da deusa Amaterasu Omikami, consolida seu controle sobre o país e ascende ao trono, tornando-se o primeiro imperador do Japão". Visite o site: www.amadras.com.br .
MUNICÍPIO PAULISTA
Bastos. Fundado em 18 de junho de 1928. Elevado a município em 1945, quando se separa de Tupã. Grande reduto de japoneses e seus descendentes.

HOJE

Dia do Químico e Dia do Imigrante Japonês.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Quarta-feira, 18 de junho de 1980

Manchete - Papa vem ao Brasil em missão apostólica, diz dom Cármine Rocco, núncio apostólico.

Transportes - Caixa Econômica Estadual financia táxis a álcool para Santo André.

Movimento sindical - Metalúrgicos demitidos não conseguem se reunir em São Bernardo; carreteiros acusam polícia de abusos; petroleiros de Mauá ganham anistia.

Editorial - Vereadores têm o que falar sobre subsídios

Primeiro plano (Eduardo Camargo) - Aproximação com os empresários.

Polícia - Ladrão morre em tiroteio com PMs no Jardim Ipê em São Bernardo.

Agenda da Fundação Pró-Memória

60 anos da inauguração da Sociedade Religiosa Israelita (1950), de São Caetano.
EM 18 DE
JUNHO DE...

1965 - Câmara de Santo André homenageia o professor andreense Mario Degni, eleito o Cirurgião do Século.
Elis Regina e Jair Rodrigues fazem show no Cine Vitória, em São Caetano.

Trabalhadores
Nascem em 18 de junho:

1891 - Antonio Basílio Leite. Natural de Amparo (SP). Sócio nº 557 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente da empresa Produtos Químicos Brasitex.
1914 - Alberto Tasca. Natural de Mogi Mirim. Sócio nº 509 do Sindicato dos Químicos do ABC. Servente de Atlantis.
1923 - Ermelindo Toledo. Natural de Santo André. Sócio nº 448 do Sindicato dos Químicos do ABC. Operário da Sociedade Produtos Industriais. Residência: Rua Natal.
1924 - Antonio Mazzocatto. Natural de Santo André. Sócio nº 1296 do Sindicato dos Químicos do ABC. Caldeireiro da Rhodia.
Fonte: 1º livro geral de associados do Sindicato dos Químicos do ABC.

FALECIMENTOS

A pequena Ermelinda sofreu preconceitos. Seu pai, Francisco, sofria de hanseníase e a escola da cidade onde morava não aceitava crianças que tivessem um histórico familiar como o dela. Depois de casada, Ermelinda aprendeu a ler e a escrever com o pai. A mãe se chamava Deolinda Acácia de Almeida.
Ermelinda casou-se em sua cidade natal com José Pereira Martins. Tinha 19 anos. Logo em seguida o casal mudou-se para São Caetano, residindo no bairro Fundação. No Interior, Sr. José era lavrador; em São Caetano, trabalhou na indústria, como metalúrgico, e como pedreiro. O casal teve 11 filhos. Os dois primeiros, Miguel e Mário, eram gêmeos. Faleceram ao nascer. Vieram mais dois gêmeos, que também não sobreviveram. Depois, os demais filhos: José, Maria, Alice, Arlete, Célia, Dirce e Neusa. Apenas Arlete, Dirce e Neusa são vivas.
Num segundo momento, a família muda-se para a Vila Alpina, próxima a São Caetano. Dona Ermelinda sempre trabalhou. No interior era doméstica; aqui foi costureira, e excelente; forrava cintos e botões e ensinava o ofício às moças que a procurassem. E era muito religiosa. Frequentava a Paróquia Nossa Senhora da Glória, na Vila Alpina.
"Era calma, todos gostavam muito dela", conta uma das netas, Vânia Sueitt. Tinha uma vontade enorme de viver. Na festa junina do ano passado chegou a organizar um correio elegante, repassando às novas gerações as brincadeiras do passado. Gostava das festas juninas, tanto que se casou num Dia de São João. E nesta data sempre reunia a família para orações. E sempre contava história. Em Santo Antonio do Jardim trabalhava na casa de um político importante quando estourou a Revolução Mineira. O político a ajudou a fugir e a se refugiar em outra cidade até que a revolução terminasse.
Já idosa, em São Paulo, adorava receber os netos. Oferecia bolinhos de chuva, doces de leite e de banana. A antiga hospitalidade sempre presente, com a qual recebia conterrâneos que vinham tentar a sorte entre nós. Até que as pessoas se arranjassem, tinham abrigo e alimentação na casa dela.
Dona Ermelinda partiu aos 97 anos. Está sepultada no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina. Deixa 21 netos, 39 bisnetos e dez tataranetos.AM

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