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Professores adiam decisão sobre greve para sexta-feira

Hoje pela manhã docentes prometem fazer manifestação na Câmara de São Bernardo


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

16/05/2012 | 07:00


Os professores da rede municipal de São Bernardo voltam hoje ao trabalho após paralisação de um dia, realizada ontem. A decisão sobre a greve geral foi adiada para assembleia na sexta-feira, às 19h, no Paço. Para não deixar o movimento ‘esfriar', a categoria promete manifestação na Câmara para hoje de manhã.

Os docentes têm pressa em aprovar as diretrizes do Estatuto dos Profissionais da Educação, elaborado em março durante congresso dos profissionais da área. "Temos até o dia 30 de junho para enviar o projeto para aprovação do Legislativo, segundo a lei eleitoral. Depois disso, é campanha. Não podemos esperar mais", explicou o diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos, Enéas Andrade.

Ontem à tarde, cerca de 4.000 professores, segundo estimativa do movimento, caminharam do Paço ao Cenforpe (Centro de Formação dos Profissionais da Educação), onde era realizado o 5º Fórum Nacional Extraordinário da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), com presença do prefeito Luiz Marinho (PT), da secretária de Educação Cleuza Repulho e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Ali, por volta das 17h, a categoria votou pelo adiamento da decisão sobre a greve a fim de ampliar a adesão ao movimento.

Na avaliação dos sindicalistas, o estatuto estende os direitos a funcionários das escolas, não apenas aos profissionais do magistério, além de facilitar a implementação de planos de carreira. "A Prefeitura adiou reunião marcada para o dia 4 e não remarcou a data. Vão deixar para resolver isso quando? Depois da eleição? Queremos agora", reclamou Andrade.

Segundo Cleuza, a discussão sobre o estatuto continua aberta. "Não entendo o porquê dessa paralisação. Pagamos piso acima do nacional e investimos no programa de formação continuada. Acredito que esse ato seja mais político que pedagógico."

Já Mercadante enfatizou que as metas de melhoria da Educação no País precisam contar com a ajuda e comprometimento dos professores. "Elevamos o piso nacional em cerca de 22% neste ano, para R$ 1.451. Isso tem de ser feito com responsabilidade, pois os municípios precisam ter condições de pagar essa conta. Claro que todo trabalhador tem direito de greve no Brasil, mas a Educação precisa estar acima disso. A missão desses professores é ensinar."



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