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Expoaqua recua e vai reassumir Cidade da Criança em São Bernardo

Grupo havia largado contrato na semana passada; em ofício de ontem, diz que manterá funcionários


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

02/09/2020 | 00:56


O grupo Expoaqua, que administrava a Cidade da Criança, em São Bernardo, recuou da sua decisão anunciada na semana passada de abandonar a administração do parque e comunicou ontem a Prefeitura que vai se manter à frente do equipamento. A reconsideração ocorreu por meio de ofício.

A empresa afirmou que vai assegurar os 150 empregos diretos e 50 indiretos que estavam ameaçados. O grupo declarou que a decisão “atende a milhares de manifestações, sobretudo em redes sociais, e principalmente em zelar pelos 150 empregos diretos e outros 50 indiretos de funcionários que honraram, ao longo de tantos anos, a manutenção do espaço”.

No dia 25 de agosto, o grupo anunciou o fim da parceria com a Prefeitura sob alegação de que a gestão municipal impediu a reabertura do local, fechado desde março devido à pandemia de Covid-19, inviabilizando a operação financeira. A permissão de uso era a título precário, via decretos. Como esses decretos não haviam sido revogados, a parceria é restabelecida.

O governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) argumentou que a Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, de retomada da economia paulista, não permite abertura de parques temáticos, como a Cidade da Criança. Houve protesto de funcionários no dia seguinte ao comunicado da Expoaqua. Morando havia assegurado que o parque não seria fechado e que outra empresa havia manifestado interesse em administrar o local. Antes da pandemia, estava em curso processo de privatização do espaço, com concessão à iniciativa privada por até 20 anos.

A Cidade da Criança foi fundada em outubro de 1968. Está situada em terreno de 37,7 mil metros quadrados e é tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural. A Expoaqua assumiu a gestão do parque, por meio de decreto e contrato a título precário, em 2010.

Em nota, o governo Morando confirmou o recebimento do ofício de reconsideração. “A empresa reafirma seu compromisso em garantir o pleno funcionamento das atividades do parque – somente após as devidas autorizações previstas no Plano São Paulo, do governo do Estado. A empresa também se comprometeu a manter os atuais funcionários do espaço e a cumprir todos os protocolos sanitários necessários. Os serviços internos no local (neste momento, sem atendimento ao público) retornarão assim que a permissão de uso for retomada.” 



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Expoaqua recua e vai reassumir Cidade da Criança em São Bernardo

Grupo havia largado contrato na semana passada; em ofício de ontem, diz que manterá funcionários

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

02/09/2020 | 00:56


O grupo Expoaqua, que administrava a Cidade da Criança, em São Bernardo, recuou da sua decisão anunciada na semana passada de abandonar a administração do parque e comunicou ontem a Prefeitura que vai se manter à frente do equipamento. A reconsideração ocorreu por meio de ofício.

A empresa afirmou que vai assegurar os 150 empregos diretos e 50 indiretos que estavam ameaçados. O grupo declarou que a decisão “atende a milhares de manifestações, sobretudo em redes sociais, e principalmente em zelar pelos 150 empregos diretos e outros 50 indiretos de funcionários que honraram, ao longo de tantos anos, a manutenção do espaço”.

No dia 25 de agosto, o grupo anunciou o fim da parceria com a Prefeitura sob alegação de que a gestão municipal impediu a reabertura do local, fechado desde março devido à pandemia de Covid-19, inviabilizando a operação financeira. A permissão de uso era a título precário, via decretos. Como esses decretos não haviam sido revogados, a parceria é restabelecida.

O governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) argumentou que a Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, de retomada da economia paulista, não permite abertura de parques temáticos, como a Cidade da Criança. Houve protesto de funcionários no dia seguinte ao comunicado da Expoaqua. Morando havia assegurado que o parque não seria fechado e que outra empresa havia manifestado interesse em administrar o local. Antes da pandemia, estava em curso processo de privatização do espaço, com concessão à iniciativa privada por até 20 anos.

A Cidade da Criança foi fundada em outubro de 1968. Está situada em terreno de 37,7 mil metros quadrados e é tombada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural. A Expoaqua assumiu a gestão do parque, por meio de decreto e contrato a título precário, em 2010.

Em nota, o governo Morando confirmou o recebimento do ofício de reconsideração. “A empresa reafirma seu compromisso em garantir o pleno funcionamento das atividades do parque – somente após as devidas autorizações previstas no Plano São Paulo, do governo do Estado. A empresa também se comprometeu a manter os atuais funcionários do espaço e a cumprir todos os protocolos sanitários necessários. Os serviços internos no local (neste momento, sem atendimento ao público) retornarão assim que a permissão de uso for retomada.” 

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