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Santo André pleiteia ser capital do esporte na América do Sul

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Professor tenta trazer tradicional prêmio europeu para a cidade, que busca reviver o título informal que ostentava nos tempos de Pirelli


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

01/09/2020 | 23:59


Se entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1990 Santo André foi conhecida informalmente como a capital do esporte brasileiro, tal título pode ser oficializado em breve. Isso porque a cidade pretende se candidatar a ser a primeira capital sul-americana do esporte, em título a ser concedido pela Aces Europe, associação ligada ao Parlamento Europeu (no Velho Continente o prêmio ocorre desde 2001) que laureia locais com excelência na promoção esportiva.

A ideia partiu do professor João Evangelista Macário, que lecionou e conquistou títulos no handebol estudantil com colégios como Pentágono e Arbos, e atualmente mora e trabalha em Limeira. Esportista desde os tempos em que a Pirelli investiu milhões em patrocínio às modalidades da cidade, e interlocutor do Parlamento Europeu, já se reuniu inclusive com o prefeito Paulo Serra (PSDB) e outros integrantes do governo para apresentar a proposta.

Agora, a cidade necessita produzir um caderno de encargos atendendo a diversos critérios para participar do processo de avaliação e seleção. Segundo informações, Cali, na Colômbia, esteve muito perto de receber o título em 2019, mas falhou nesta parte do procedimento. “Vamos elencar as fases e ciclos de trabalho. Hoje, Santo André não tem de fazer muitas coisas (para estar apta). São detalhes: acessibilidade, como está o esporte inclusivo, quantas modalidades tem, quantos atletas federados e amadores, como está esporte escolar. Enfim. Todas essas informações vão para dossiê. Vamos colocar a história e tradição do esporte de Santo André, o que ele significa para o Brasil. Sei de onde vim e sei porque estou levando isso à frente: porque vai dar certo. Isso acontecendo, será um cartão-postal para todas as cidades do Brasil e da América do Sul buscarem esse momento de prestígio e internacionalização do esporte”, diz o professor.

“Estamos muito animados. A reestruturação que conseguimos fazer no esporte é bastante significativa. A gente está caminhando para isso e um reconhecimento internacional dessa importância ajuda bastante”, afirma o prefeito Paulo Serra (PSDB).

“Santo André sempre foi celeiro de atletas. Queremos voltar a ter esse protagonismo e esse prêmio pode ser reinício para isso”, acredita o secretário de Esporte e Prática Esportiva, Gilberto Braguiroli Krauser. “Temos cartilha para seguir. A candidatura tem de ser realizada até março do ano que vem e até setembro (2021) temos de estar com tudo organizado para que pessoal da Europa venha fazer a vistoria. Vão ser visitados locais, projetos em andamento, farão levantamento do calendário esportivo, das competições nacionais e internacionais. A gente vai rechear com ações os locais que o prefeito colocou infraestrutura.”

Entre 1978 e 1992, com maior aporte financeiro da Pirelli (que já investia em modalidades da cidade desde os anos 1960), Santo André se tornou referência e reuniu atletas que representaram o País em edições de Jogos Olímpicos – com direito ao bronze de Servilio de Oliveira no boxe (Cidade do México-1968) e os ouros de Aurélio Miguel no judô (Seul-1988) e da Seleção Brasileira masculina de vôlei (Barcelona-1992), entre muitas outras conquistas também no basquete, esportes aquáticos, etc.

Atualmente, a cidade conta com o Estádio Bruno Daniel, o Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia (composto por três ginásios, salão para o tênis de mesa, uma piscina olímpica e uma semiolímpica), os ginásios Noemia Assumpção, Sacadura Cabral, Vila Alpina e o do parque Celso Daniel, e dezenas de campos de futebol amador (alguns deles, inclusive, receberam recentemente gramado sintético e iluminação). De acordo com a Secretaria de Esporte e Prática Esportiva, cerca de 12 mil crianças e adolescentes, em 19 diferentes modalidades, participam de programas e projetos da Prefeitura, além de a cidade ter 600 atletas federados e mais de 45 mil amadores que participam de campeonatos e outros eventos. 



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Santo André pleiteia ser capital do esporte na América do Sul

Professor tenta trazer tradicional prêmio europeu para a cidade, que busca reviver o título informal que ostentava nos tempos de Pirelli

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

01/09/2020 | 23:59


Se entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1990 Santo André foi conhecida informalmente como a capital do esporte brasileiro, tal título pode ser oficializado em breve. Isso porque a cidade pretende se candidatar a ser a primeira capital sul-americana do esporte, em título a ser concedido pela Aces Europe, associação ligada ao Parlamento Europeu (no Velho Continente o prêmio ocorre desde 2001) que laureia locais com excelência na promoção esportiva.

A ideia partiu do professor João Evangelista Macário, que lecionou e conquistou títulos no handebol estudantil com colégios como Pentágono e Arbos, e atualmente mora e trabalha em Limeira. Esportista desde os tempos em que a Pirelli investiu milhões em patrocínio às modalidades da cidade, e interlocutor do Parlamento Europeu, já se reuniu inclusive com o prefeito Paulo Serra (PSDB) e outros integrantes do governo para apresentar a proposta.

Agora, a cidade necessita produzir um caderno de encargos atendendo a diversos critérios para participar do processo de avaliação e seleção. Segundo informações, Cali, na Colômbia, esteve muito perto de receber o título em 2019, mas falhou nesta parte do procedimento. “Vamos elencar as fases e ciclos de trabalho. Hoje, Santo André não tem de fazer muitas coisas (para estar apta). São detalhes: acessibilidade, como está o esporte inclusivo, quantas modalidades tem, quantos atletas federados e amadores, como está esporte escolar. Enfim. Todas essas informações vão para dossiê. Vamos colocar a história e tradição do esporte de Santo André, o que ele significa para o Brasil. Sei de onde vim e sei porque estou levando isso à frente: porque vai dar certo. Isso acontecendo, será um cartão-postal para todas as cidades do Brasil e da América do Sul buscarem esse momento de prestígio e internacionalização do esporte”, diz o professor.

“Estamos muito animados. A reestruturação que conseguimos fazer no esporte é bastante significativa. A gente está caminhando para isso e um reconhecimento internacional dessa importância ajuda bastante”, afirma o prefeito Paulo Serra (PSDB).

“Santo André sempre foi celeiro de atletas. Queremos voltar a ter esse protagonismo e esse prêmio pode ser reinício para isso”, acredita o secretário de Esporte e Prática Esportiva, Gilberto Braguiroli Krauser. “Temos cartilha para seguir. A candidatura tem de ser realizada até março do ano que vem e até setembro (2021) temos de estar com tudo organizado para que pessoal da Europa venha fazer a vistoria. Vão ser visitados locais, projetos em andamento, farão levantamento do calendário esportivo, das competições nacionais e internacionais. A gente vai rechear com ações os locais que o prefeito colocou infraestrutura.”

Entre 1978 e 1992, com maior aporte financeiro da Pirelli (que já investia em modalidades da cidade desde os anos 1960), Santo André se tornou referência e reuniu atletas que representaram o País em edições de Jogos Olímpicos – com direito ao bronze de Servilio de Oliveira no boxe (Cidade do México-1968) e os ouros de Aurélio Miguel no judô (Seul-1988) e da Seleção Brasileira masculina de vôlei (Barcelona-1992), entre muitas outras conquistas também no basquete, esportes aquáticos, etc.

Atualmente, a cidade conta com o Estádio Bruno Daniel, o Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia (composto por três ginásios, salão para o tênis de mesa, uma piscina olímpica e uma semiolímpica), os ginásios Noemia Assumpção, Sacadura Cabral, Vila Alpina e o do parque Celso Daniel, e dezenas de campos de futebol amador (alguns deles, inclusive, receberam recentemente gramado sintético e iluminação). De acordo com a Secretaria de Esporte e Prática Esportiva, cerca de 12 mil crianças e adolescentes, em 19 diferentes modalidades, participam de programas e projetos da Prefeitura, além de a cidade ter 600 atletas federados e mais de 45 mil amadores que participam de campeonatos e outros eventos. 

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