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ACM diz que Miranda pode ter usado seu nome em negociaçao


Do Diário do Grande ABC

11/03/2000 | 13:15


Ao rechaçar novamente as declaraçoes da ex-mulher do prefeito Celso Pitta, Nicéia Pitta - que o acusou de pressionar seu marido para favorecer a empreiteira OAS, de seu genro César Mota Pires - o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhaes (PFL-BA), admitiu neste sábado a possibilidade de seu nome ter sido utilizado indevidamente pelo ex-senador Gilberto Miranda (PFL-AM) em negociaçoes com a prefeitura de Sao Paulo. "Se o Gilberto Miranda fez vagabundagens por lá, eu nao sei", afirmou.

Segundo Nicéia, Miranda seria o intermediário de ACM na cobrança de pagamentos que a prefeitura devia à OAS desde a gestao de Paulo Maluf. Para o senador, Gilberto Miranda deveria se pronunciar para esclarecer os fatos. "Se ele tiver um mínimo de caráter, deve dar uma declaraçao nesse sentido", afirmou.

O presidente do Senado reiterou que vai interpelar judicialmente, com pedido de exame de sanidade mental, a ex-primeira-dama de Sao Paulo.

"Se ela nao for maluca, vai ser processada", afirmou. As declaraçoes de Nicéa estao na entrevista exibida sexta-feira à noite pela TV Globo.

O senador disse que foi surpreendido pela citaçao de seu nome nas acusaçoes. Ele lamentou que a emissora nao tenha lhe ouvido antes de levar o programa ao ar. "Foi falta de ética", reagiu. "É um negócio inacreditável ter a vida que eu tenho e agora ouvir uma coisa dessa".

Antonio Carlos Magalhaes disse que o ex-governador de Sao Paulo, Paulo Maluf, tentou lhe avisar a tarde sobre o teor da entrevista de Nicéia, mas que somente à noite ele soube de seu telefonema. Ele lamentou nao ter recebido a informaçao a tempo de tomar providências para impedir a divulgaçao de seu nome "de forma tao desastrada". ACM assegurou que nunca ligou para a casa de Pitta. "E agora vem essa burra dizer que eu telefonei para ela", desabafou.

Ele informou que - embora nao tenham rompido formalmente - há mais de um ano nao conversa com Gilberto Miranda. "E se você me perguntar a causa disso, eu nao sei", observou. O senador lembrou que chegou a ficar próximo de Miranda, a ponto dele ter trocado o PMDB pelo PFL para compor na sua primeira eleiçao à presidência do Senado, mas que suas conversas se restringiam a questoes políticas do momento. "Nosso perfil nao tem nada em comum", justificou. Sobre a OAS, o senador se queixou das "dores de cabeça" que tem sido obrigado a suportar por causa das ligaçoes familiares com o dono da empreiteira.

Segundo ele, o que ocorre na realidade é que a empreiteira tem favorecido a seus adversários políticos no Estado e jamais a ele mesmo.

PFL - O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), divulgou uma nota repudiando as declaraçoes de Nicéa Pitta que atingem ACM.

Bornhausen afirma que o "PFL repudia com veemência as calúnias assacadas contra o senador Antonio Carlos Magalhaes". Segundo ele, "na sua longa e vitoriosa trajetória na vida pública, ACM sempre se pautou corajosamente na defesa e no interesse do bem comum".



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ACM diz que Miranda pode ter usado seu nome em negociaçao

Do Diário do Grande ABC

11/03/2000 | 13:15


Ao rechaçar novamente as declaraçoes da ex-mulher do prefeito Celso Pitta, Nicéia Pitta - que o acusou de pressionar seu marido para favorecer a empreiteira OAS, de seu genro César Mota Pires - o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhaes (PFL-BA), admitiu neste sábado a possibilidade de seu nome ter sido utilizado indevidamente pelo ex-senador Gilberto Miranda (PFL-AM) em negociaçoes com a prefeitura de Sao Paulo. "Se o Gilberto Miranda fez vagabundagens por lá, eu nao sei", afirmou.

Segundo Nicéia, Miranda seria o intermediário de ACM na cobrança de pagamentos que a prefeitura devia à OAS desde a gestao de Paulo Maluf. Para o senador, Gilberto Miranda deveria se pronunciar para esclarecer os fatos. "Se ele tiver um mínimo de caráter, deve dar uma declaraçao nesse sentido", afirmou.

O presidente do Senado reiterou que vai interpelar judicialmente, com pedido de exame de sanidade mental, a ex-primeira-dama de Sao Paulo.

"Se ela nao for maluca, vai ser processada", afirmou. As declaraçoes de Nicéa estao na entrevista exibida sexta-feira à noite pela TV Globo.

O senador disse que foi surpreendido pela citaçao de seu nome nas acusaçoes. Ele lamentou que a emissora nao tenha lhe ouvido antes de levar o programa ao ar. "Foi falta de ética", reagiu. "É um negócio inacreditável ter a vida que eu tenho e agora ouvir uma coisa dessa".

Antonio Carlos Magalhaes disse que o ex-governador de Sao Paulo, Paulo Maluf, tentou lhe avisar a tarde sobre o teor da entrevista de Nicéia, mas que somente à noite ele soube de seu telefonema. Ele lamentou nao ter recebido a informaçao a tempo de tomar providências para impedir a divulgaçao de seu nome "de forma tao desastrada". ACM assegurou que nunca ligou para a casa de Pitta. "E agora vem essa burra dizer que eu telefonei para ela", desabafou.

Ele informou que - embora nao tenham rompido formalmente - há mais de um ano nao conversa com Gilberto Miranda. "E se você me perguntar a causa disso, eu nao sei", observou. O senador lembrou que chegou a ficar próximo de Miranda, a ponto dele ter trocado o PMDB pelo PFL para compor na sua primeira eleiçao à presidência do Senado, mas que suas conversas se restringiam a questoes políticas do momento. "Nosso perfil nao tem nada em comum", justificou. Sobre a OAS, o senador se queixou das "dores de cabeça" que tem sido obrigado a suportar por causa das ligaçoes familiares com o dono da empreiteira.

Segundo ele, o que ocorre na realidade é que a empreiteira tem favorecido a seus adversários políticos no Estado e jamais a ele mesmo.

PFL - O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), divulgou uma nota repudiando as declaraçoes de Nicéa Pitta que atingem ACM.

Bornhausen afirma que o "PFL repudia com veemência as calúnias assacadas contra o senador Antonio Carlos Magalhaes". Segundo ele, "na sua longa e vitoriosa trajetória na vida pública, ACM sempre se pautou corajosamente na defesa e no interesse do bem comum".

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