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Lessa: nova Varig deve ter forte participação estatal


Do Diário OnLine

28/05/2003 | 10:56


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, disse nesta quarta-feira, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que a empresa resultante da fusão entre as companhias aéreas Varig e TAM não será estatal, mas que é 'muito provável' que tenha forte participação de credores do Estado, com controle acionário provado.

Segundo Lessa, a participação dos atuais credores na fusão é importante, porque "o Brasil não pode abrir mão de ter uma avião comercial forte". "Para se ter uma idéia, só o superávit cambial que é gerado pelas operações aéreas no exterior dá mais de US$ 1 bilhão (US$ 1,100 bilhão). Não pode haver colapso dessa geração de receita, que leva muito tempo para reconstituir. E dentro do Brasil, nós temos que ter condições para operar bem as linhas aéreas de percursos de alta intensidade e nesses percursos criar condições para ligar o resto do país", explicou.

O presidente do BNDES afirmou que a instituição sempre deixou claro que não daria nenhum empréstimo à Varig enquanto a empresa e a TAM não chegassem a um acordo e não construíssem um contrato do qual não poderiam recuar. "Nós continuamos esperando que esse contrato seja assinado", disse.

Questionado se a nova empresa teria capital estatal e controle privado, Lessa disse que a tendência é construir este formato. "Não existem só (credores) estatais. Existem credores privados, por exemplo, as empresas que arrendaram aviões. Na verdade, ela não seria estatal, ela poderia momentaneamente até ter eventualmente uma participação muito grande de credores estatais. Porém, para o Brasil hoje uma empresa estatal é sempre um incômodo por uma razão muito simples: ela fica contida por acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e não pode expandir investimentos. E qualquer nova empresa aérea no Brasil tem que investir".



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