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Crédito pessoal volta a bater recorde: R$ 67 bi em março


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

30/04/2006 | 09:00


O crédito pessoal voltou a bater saldo recorde em março deste ano, movimentando R$ 67,2 bilhões, montante 1,93% superior aos R$ 65,9 bilhões de fevereiro e 36,3% acima dos R$ 49,3 bilhões de março do ano passado. Isso representa que em apenas 12 meses a economia brasileira recebeu uma injeção de R$ 17,9 bilhões junto aos empréstimos pessoais contratados pelos consumidores bancários – com a totalidade dessa montanha de recursos seguindo para o consumo de bens reais ou sendo usadas no pagamento de empréstimos em modalidades de crédito como o cheque especial e cartões de crédito.

Se de um lado essa montanha de recursos ajuda a movimentar a roda do consumo (vendas no comércio) e da economia (produção industrial), de outro revela que o brasileiro ainda não consegue administrar seu orçamento da maneira ideal.

É que junto com a cifra recorde de crédito pessoal, há nas estatísticas do Banco Central um contraponto: o da elevação da inadimplência. Ela era de R$ 7,2 bilhões em janeiro deste ano, subiu para R$ 7,4 bilhões em fevereiro e encerrou o primeiro trimestre na casa dos R$ 8 bilhões. Ou seja, assim como o crédito cresce, de forma abundante, também evolui, da mesma forma, a incapacidade de saldar os compromissos assumidos.

Exemplo – No comparativo dos últimos 12 meses, enquanto os repasses de empréstimos registram expansão de 36,6%, a inadimplência acusa alta de 46,6%. Os atrasos nos pagamentos das parcelas contratadas no crédito pessoal eram da ordem de R$ 5,4 bilhões em março do ano passado, ante os atuais R$ 8 bilhões. Esse quadro ocorre num momento em que o juro é o mais baixo desde dezembro do ano passado, de 4,41% ao mês, ou 67,81% ao ano.

Apesar da curva ascendente da inadimplência, vale mais à pena buscar os empréstimos pessoais junto aos bancos que sacar recursos do cheque especial e cartões de crédito. Em termos de custos e prazos de financiamento, o crédito pessoal perde apenas para o penhor de jóias.



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Crédito pessoal volta a bater recorde: R$ 67 bi em março

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

30/04/2006 | 09:00


O crédito pessoal voltou a bater saldo recorde em março deste ano, movimentando R$ 67,2 bilhões, montante 1,93% superior aos R$ 65,9 bilhões de fevereiro e 36,3% acima dos R$ 49,3 bilhões de março do ano passado. Isso representa que em apenas 12 meses a economia brasileira recebeu uma injeção de R$ 17,9 bilhões junto aos empréstimos pessoais contratados pelos consumidores bancários – com a totalidade dessa montanha de recursos seguindo para o consumo de bens reais ou sendo usadas no pagamento de empréstimos em modalidades de crédito como o cheque especial e cartões de crédito.

Se de um lado essa montanha de recursos ajuda a movimentar a roda do consumo (vendas no comércio) e da economia (produção industrial), de outro revela que o brasileiro ainda não consegue administrar seu orçamento da maneira ideal.

É que junto com a cifra recorde de crédito pessoal, há nas estatísticas do Banco Central um contraponto: o da elevação da inadimplência. Ela era de R$ 7,2 bilhões em janeiro deste ano, subiu para R$ 7,4 bilhões em fevereiro e encerrou o primeiro trimestre na casa dos R$ 8 bilhões. Ou seja, assim como o crédito cresce, de forma abundante, também evolui, da mesma forma, a incapacidade de saldar os compromissos assumidos.

Exemplo – No comparativo dos últimos 12 meses, enquanto os repasses de empréstimos registram expansão de 36,6%, a inadimplência acusa alta de 46,6%. Os atrasos nos pagamentos das parcelas contratadas no crédito pessoal eram da ordem de R$ 5,4 bilhões em março do ano passado, ante os atuais R$ 8 bilhões. Esse quadro ocorre num momento em que o juro é o mais baixo desde dezembro do ano passado, de 4,41% ao mês, ou 67,81% ao ano.

Apesar da curva ascendente da inadimplência, vale mais à pena buscar os empréstimos pessoais junto aos bancos que sacar recursos do cheque especial e cartões de crédito. Em termos de custos e prazos de financiamento, o crédito pessoal perde apenas para o penhor de jóias.

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