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Lula reencontra sindicalista na Embaixada em Genebra


Da Agência Brasil

03/06/2003 | 10:45


Entre os muitos encontros que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve em sua passagem pela Europa, um não havia sido agendado, mas sintetiza a razão de ser de um governo que tenta colocar a economia em ordem para alcançar o desejado crescimento, com geração de emprego.

Poucos minutos foram suficientes para Zelinda Madalena de Jesus, conhecida de Lula desde a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, falar ao companheiro das razões que a fizeram deixar a luta sindical no Rio de Janeiro, onde atuava na então Associação Profissional das Empregadas Domésticas do Estado do Rio de Janeiro, hoje sindicato, para vir trabalhar como empregada doméstica na embaixada do Brasil em Genebra, e sobre o desejo de voltar para casa.

“Naquela época a gente tinha uns sonhos e o governo tinha outros. Meu sonho foi cortado pela metade”, disse Zelinda à Agência Brasil, referindo-se ao ano de 1991, quando, desempregada e frustrada com a primeira de uma série de três derrotas do PT na corrida ao Palácio do Planalto, não suportou viver no país governado por Fernando Collor de Melo e veio tentar a vida em um país desenvolvido.

“Com a eleição do Lula eu vi meu sonho florescer de novo”, disse, em referência ao slogan "a esperança venceu o medo", que marcou a comemoração da vitória do PT.

Enquanto preparava um ravióli para um jantar que seria oferecido na noite de ontem na Embaixada, a cozinheira mineira que se especializou em culinária internacional, principalmente na francesa e italiana, confidenciou que hoje seu maior desejo é cozinhar para a família Lula da Silva, no Palácio do Alvorada.

“Este é difícil de realizar, mas vou voltar para a luta, e ajudar o Lula a fazer um país decente”, garantiu. Sem revelar o valor do salário, Zelinda disse saber que no Brasil ganhará menos, mas ainda assim se revela determinada a retornar. "Voltarei a ser atuante como fui na década de 80, participando com Lula das lutas da CUT. A gente vai trabalhar junto de novo”, afirmou, emocionada.

Amiga da atual ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, e ex-empregada do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ela se diz “participante desse governo”, e traz no bolso a ficha de inscrição do primeiro congresso da CUT, realizado um ano depois de sua fundação.

Negra, Zelinda esteve com Lula na embaixada brasileira ao final do encontro com representantes do Fórum Social Europeu, e poucas horas depois do presidente ter feito um veemente discurso contra a discriminação de raça e de gênero, em sessão solene na Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Brasil tem orgulho de sua composição multiétinica. Mas hoje sabemos que ainda estamos distantes da igualdade de oportunidades para os negros, indígenas e outros grupos”, afirmou, acrescentando em seguida que o Brasil tem um compromisso histórico com a África e seus descendentes. “Vamos honrar esse compromisso”, garantiu.



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Lula reencontra sindicalista na Embaixada em Genebra

Da Agência Brasil

03/06/2003 | 10:45


Entre os muitos encontros que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve em sua passagem pela Europa, um não havia sido agendado, mas sintetiza a razão de ser de um governo que tenta colocar a economia em ordem para alcançar o desejado crescimento, com geração de emprego.

Poucos minutos foram suficientes para Zelinda Madalena de Jesus, conhecida de Lula desde a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, falar ao companheiro das razões que a fizeram deixar a luta sindical no Rio de Janeiro, onde atuava na então Associação Profissional das Empregadas Domésticas do Estado do Rio de Janeiro, hoje sindicato, para vir trabalhar como empregada doméstica na embaixada do Brasil em Genebra, e sobre o desejo de voltar para casa.

“Naquela época a gente tinha uns sonhos e o governo tinha outros. Meu sonho foi cortado pela metade”, disse Zelinda à Agência Brasil, referindo-se ao ano de 1991, quando, desempregada e frustrada com a primeira de uma série de três derrotas do PT na corrida ao Palácio do Planalto, não suportou viver no país governado por Fernando Collor de Melo e veio tentar a vida em um país desenvolvido.

“Com a eleição do Lula eu vi meu sonho florescer de novo”, disse, em referência ao slogan "a esperança venceu o medo", que marcou a comemoração da vitória do PT.

Enquanto preparava um ravióli para um jantar que seria oferecido na noite de ontem na Embaixada, a cozinheira mineira que se especializou em culinária internacional, principalmente na francesa e italiana, confidenciou que hoje seu maior desejo é cozinhar para a família Lula da Silva, no Palácio do Alvorada.

“Este é difícil de realizar, mas vou voltar para a luta, e ajudar o Lula a fazer um país decente”, garantiu. Sem revelar o valor do salário, Zelinda disse saber que no Brasil ganhará menos, mas ainda assim se revela determinada a retornar. "Voltarei a ser atuante como fui na década de 80, participando com Lula das lutas da CUT. A gente vai trabalhar junto de novo”, afirmou, emocionada.

Amiga da atual ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, e ex-empregada do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ela se diz “participante desse governo”, e traz no bolso a ficha de inscrição do primeiro congresso da CUT, realizado um ano depois de sua fundação.

Negra, Zelinda esteve com Lula na embaixada brasileira ao final do encontro com representantes do Fórum Social Europeu, e poucas horas depois do presidente ter feito um veemente discurso contra a discriminação de raça e de gênero, em sessão solene na Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Brasil tem orgulho de sua composição multiétinica. Mas hoje sabemos que ainda estamos distantes da igualdade de oportunidades para os negros, indígenas e outros grupos”, afirmou, acrescentando em seguida que o Brasil tem um compromisso histórico com a África e seus descendentes. “Vamos honrar esse compromisso”, garantiu.

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