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Vôos noturnos aumentam risco de mudanças climáticas


Da AFP

14/06/2006 | 17:38


Adotar restrições a vôos noturnos pode dar um impulso à contribuição da indústria da aviação contra o aquecimento global, destacou um estudo que será publicado nesta quinta-feira na revista científica britânica Nature.

Em certas altitudes, o avião produz esteiras de fumaça - rastro de vapor causado quando a água em atmosferas frias é condensada pelo exaustor quente do avião.

Estas esteiras de fumaça têm um efeito grande, mas também surpreendentemente complexo, sobre o clima.

Por se tratarem de nuvens, elas prendem o calor emitido pela superfície terrestre, gerando um "efeito estufa" que se soma ao aquecimento.

Durante o dia, estas nuvens têm um efeito de resfriamento porque são brancas e, portanto, refletem parte da energia do Sol de volta para o espaço. Em certas condições, as esteiras de fumaça podem perdurar por várias horas.

Meteorologistas da Universidade de Reading, sul da Inglaterra, mediram a radiação causada pelas esteiras de fumaça em um intenso corredor de vôo no sul da Inglaterra.

Usando dados de bordo e de um balão meteorológico, eles examinaram esteiras de fumaça "persistentes", rastros que permanecem por uma hora ou mais após a passagem da aeronave.

Segundo os cientistas, embora respondam por apenas 22% do tráfego aéreo anual na Grã-Bretanha, os vôos noturnos contribuem com 60% a 80% do efeito estufa provocado pelas esteiras de fumaça.

O aquecimento global provocado pelo homem é causado, principalmente, pela queima de petróleo, gás e carvão, que liberam carbono, na forma de dióxido de carbono (CO2).

O CO2 permanece na atmosfera como um cobertor invisível, impedindo a irradiação do calor para o espaço, provocando alterações no sistema climático.


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Vôos noturnos aumentam risco de mudanças climáticas

Da AFP

14/06/2006 | 17:38


Adotar restrições a vôos noturnos pode dar um impulso à contribuição da indústria da aviação contra o aquecimento global, destacou um estudo que será publicado nesta quinta-feira na revista científica britânica Nature.

Em certas altitudes, o avião produz esteiras de fumaça - rastro de vapor causado quando a água em atmosferas frias é condensada pelo exaustor quente do avião.

Estas esteiras de fumaça têm um efeito grande, mas também surpreendentemente complexo, sobre o clima.

Por se tratarem de nuvens, elas prendem o calor emitido pela superfície terrestre, gerando um "efeito estufa" que se soma ao aquecimento.

Durante o dia, estas nuvens têm um efeito de resfriamento porque são brancas e, portanto, refletem parte da energia do Sol de volta para o espaço. Em certas condições, as esteiras de fumaça podem perdurar por várias horas.

Meteorologistas da Universidade de Reading, sul da Inglaterra, mediram a radiação causada pelas esteiras de fumaça em um intenso corredor de vôo no sul da Inglaterra.

Usando dados de bordo e de um balão meteorológico, eles examinaram esteiras de fumaça "persistentes", rastros que permanecem por uma hora ou mais após a passagem da aeronave.

Segundo os cientistas, embora respondam por apenas 22% do tráfego aéreo anual na Grã-Bretanha, os vôos noturnos contribuem com 60% a 80% do efeito estufa provocado pelas esteiras de fumaça.

O aquecimento global provocado pelo homem é causado, principalmente, pela queima de petróleo, gás e carvão, que liberam carbono, na forma de dióxido de carbono (CO2).

O CO2 permanece na atmosfera como um cobertor invisível, impedindo a irradiação do calor para o espaço, provocando alterações no sistema climático.

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