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Coworking legislativo

Vereadores dividem gabinetes em Rio Grande e lançam tendência em salas compartilhadas


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

06/10/2019 | 07:00


 Vereadores entram e saem do mesmo gabinete. Sentam-se à mesa de reunião na antessala de seus escritórios e debatem alguns projetos para a cidade. O chá e o café são compartilhados entre todos eles. A cena, que se assemelha a um espaço de coworking moderno, na verdade é o dia a dia de 12 vereadores da Câmara de Rio Grande da Serra, que compartilham quatro gabinetes com três parlamentares cada.

Os políticos dividem mais do que o espaço físico onde analisam e propõem projetos. Alguns vereadores têm até votado igual em propostas que chegam à casa, mesmo que façam parte de alas ideológicas diferentes dentro da Câmara.

Exemplo disso são os vereadores Benedito Araújo (PT), da oposição, e Akira Auriani (PSB), governista. Os dois parlamentares relatam que se sentem mais próximos e que a divisão de local de trabalho tem ajudado a debater mais questões relacionadas à cidade – a dupla conta com a companhia também de Zezinho do Lavínia (PSB).

“Eu tenho percebido que até na hora do voto estamos combinando mais. Isso não acontecia antes”, disse Araújo. O petista é crítico do governo do prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania), enquanto Akira foi eleito na base do chefe do Executivo em 2016, embora tenha se autointitulado independente. “Sem dúvidas estamos conversando mais. Isso tem ajudado a entender mais como funcionam os projetos que chegam à Câmara e até engrandecer o debate no plenário”, exaltou Akira.

Único com sala própria e separado de todos os vereadores, o presidente do Legislativo, Claudinho Monteiro (PSB), alega que a nova maneira de trabalhar dos vereadores tem surtido efeito positivo para o clima de trabalho na casa. “Vejo os vereadores mais animados do que antes, quando estavam na antiga Câmara. Hoje eles aparecem com mais frequência durante a semana e há realmente uma união maior”, diz. Claudinho sustenta que até o momento não houve qualquer tipo de reclamação por parte dos parlamentares. “Pelo contrário, eles me parecem até mais motivados”, declara.

Após mudar para o prédio novo, na Rua do Progresso, os 12 vereadores (exceção ao presidente) trabalham em quatro gabinetes que comportam três políticos cada. Não há divisórias e, apesar do espaço ser pequeno, todos têm suas mesas e seus computadores. Por não terem assessores, não há superlotação. A montagem coletiva dos gabinetes dos parlamentares surgiu por meio de consenso, sem que houvesse algum tipo de sorteio ou desacordo.

Na antessala de onde ficam os gabinetes, uma grande mesa de reunião é utilizada pelos parlamentares para conversas diversas. Além de receber os munícipes da cidade nesta área, o local do cafezinho também é compartilhado pelos vereadores, diferentemente do que acontece em outras Câmaras da região, onde cada parlamentar mantém sua garrafa com chá ou café em seu próprio escritório.

Apesar de apresentar um panorama que, em um primeiro momento, parece negativo, a situação é bem melhor que no passado. Funcionando durante 44 anos em cima de uma farmácia da cidade, o antigo parlamento sequer oferecia escritórios aos seus vereadores. Eles tinham que se planejar para receber munícipes naquela época fora da casa.

No Grande ABC, Rio Grande da Serra é a única cidade a adotar este tipo de modalidade para abrigar os vereadores dentro da Câmara.

ESPAÇO COMPARTILHADO
A adoção de espaços compartilhados de trabalho, denominados coworking, ganhou força no País. Reportagem da revista Exame mostrou que esse mercado de aluguel de salas cresceu 500% nos últimos três anos, mantendo tendência de alta mundial – no planeta, a prática subiu 200%. Somente em 2018, 1.194 coworkings espalhados nos 26 Estados mais o Distrito Federal faturaram juntos cerca de R$ 130 milhões.

Em agosto deste ano, a maior empresa de coworking do mundo, a WeWork, escolheu São Bernardo para iniciar as operações no Grande ABC. A cidade foi a primeira a ser selecionada pela empresa sem que seja Capital. O escritório compartilhado funciona em um prédio na Avenida Pereira Barreto e ocupa área de 5.000 metros quadrados e pode oferece 850 posições de trabalho.



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Coworking legislativo

Vereadores dividem gabinetes em Rio Grande e lançam tendência em salas compartilhadas

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

06/10/2019 | 07:00


 Vereadores entram e saem do mesmo gabinete. Sentam-se à mesa de reunião na antessala de seus escritórios e debatem alguns projetos para a cidade. O chá e o café são compartilhados entre todos eles. A cena, que se assemelha a um espaço de coworking moderno, na verdade é o dia a dia de 12 vereadores da Câmara de Rio Grande da Serra, que compartilham quatro gabinetes com três parlamentares cada.

Os políticos dividem mais do que o espaço físico onde analisam e propõem projetos. Alguns vereadores têm até votado igual em propostas que chegam à casa, mesmo que façam parte de alas ideológicas diferentes dentro da Câmara.

Exemplo disso são os vereadores Benedito Araújo (PT), da oposição, e Akira Auriani (PSB), governista. Os dois parlamentares relatam que se sentem mais próximos e que a divisão de local de trabalho tem ajudado a debater mais questões relacionadas à cidade – a dupla conta com a companhia também de Zezinho do Lavínia (PSB).

“Eu tenho percebido que até na hora do voto estamos combinando mais. Isso não acontecia antes”, disse Araújo. O petista é crítico do governo do prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania), enquanto Akira foi eleito na base do chefe do Executivo em 2016, embora tenha se autointitulado independente. “Sem dúvidas estamos conversando mais. Isso tem ajudado a entender mais como funcionam os projetos que chegam à Câmara e até engrandecer o debate no plenário”, exaltou Akira.

Único com sala própria e separado de todos os vereadores, o presidente do Legislativo, Claudinho Monteiro (PSB), alega que a nova maneira de trabalhar dos vereadores tem surtido efeito positivo para o clima de trabalho na casa. “Vejo os vereadores mais animados do que antes, quando estavam na antiga Câmara. Hoje eles aparecem com mais frequência durante a semana e há realmente uma união maior”, diz. Claudinho sustenta que até o momento não houve qualquer tipo de reclamação por parte dos parlamentares. “Pelo contrário, eles me parecem até mais motivados”, declara.

Após mudar para o prédio novo, na Rua do Progresso, os 12 vereadores (exceção ao presidente) trabalham em quatro gabinetes que comportam três políticos cada. Não há divisórias e, apesar do espaço ser pequeno, todos têm suas mesas e seus computadores. Por não terem assessores, não há superlotação. A montagem coletiva dos gabinetes dos parlamentares surgiu por meio de consenso, sem que houvesse algum tipo de sorteio ou desacordo.

Na antessala de onde ficam os gabinetes, uma grande mesa de reunião é utilizada pelos parlamentares para conversas diversas. Além de receber os munícipes da cidade nesta área, o local do cafezinho também é compartilhado pelos vereadores, diferentemente do que acontece em outras Câmaras da região, onde cada parlamentar mantém sua garrafa com chá ou café em seu próprio escritório.

Apesar de apresentar um panorama que, em um primeiro momento, parece negativo, a situação é bem melhor que no passado. Funcionando durante 44 anos em cima de uma farmácia da cidade, o antigo parlamento sequer oferecia escritórios aos seus vereadores. Eles tinham que se planejar para receber munícipes naquela época fora da casa.

No Grande ABC, Rio Grande da Serra é a única cidade a adotar este tipo de modalidade para abrigar os vereadores dentro da Câmara.

ESPAÇO COMPARTILHADO
A adoção de espaços compartilhados de trabalho, denominados coworking, ganhou força no País. Reportagem da revista Exame mostrou que esse mercado de aluguel de salas cresceu 500% nos últimos três anos, mantendo tendência de alta mundial – no planeta, a prática subiu 200%. Somente em 2018, 1.194 coworkings espalhados nos 26 Estados mais o Distrito Federal faturaram juntos cerca de R$ 130 milhões.

Em agosto deste ano, a maior empresa de coworking do mundo, a WeWork, escolheu São Bernardo para iniciar as operações no Grande ABC. A cidade foi a primeira a ser selecionada pela empresa sem que seja Capital. O escritório compartilhado funciona em um prédio na Avenida Pereira Barreto e ocupa área de 5.000 metros quadrados e pode oferece 850 posições de trabalho.

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