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Hospital Estadual de Diadema está entre os três melhores do país


Fabio Berlinga
Do Diário do Grande ABC

14/07/2006 | 08:39


O Hospital Estadual de Diadema, no bairro Serraria, está entre os três melhores hospitais públicos do país. A unidade de saúde ganhou quinta-feira o certificado de nível máximo de qualidade concedido pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), órgão credenciado pelo Ministério da Saúde, que avalia a eficiência das instituições de saúde públicas e particulares do Brasil. Apenas cinco hospitais em todo o país já foram premiados com a chamada Acreditação com Excelência, todos eles particulares (no estado de São Paulo, só o Oswaldo Cruz). Durante as vitorias, são avaliadas a segurança do paciente e a eficiência administrativa dos hospitais.

O coordenador de serviços de saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Márcio Cidade Gomes, credita a conquista do Serraria, como é conhecido o hospital, ao seu sistema de administração. “É uma das vinte unidades estaduais administradas pelas OSS (Organizações Sociais de Saúde). Na prática, segue os moldes de um hospital privado. O que sob a administração do Estado pode demorar seis meses, com este tipo de administração demora dias. Eles são mais ágeis na aquisição de material, já que não precisam recorrer às licitações - uma simples cotação, feita em três dias resolve o assunto. Têm melhores políticas de remuneração, de incentivo ao funcionário, podem contratá-los e demiti-los sem a burocracia dos concursos. Tudo isso dá mais agilidade aos processos o que acaba gerando mais eficiência”, afirmou o coordenador.

Segundo o superintendente dos hospitais afiliados à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, que administra o Serraria), a liberdade de gerenciamento e as metas de produtividade e qualidade impostas pelo contrato com o Estado fazem com que a eficiência dos serviços prestados aumentem enquanto os custos diminuam. “Nós não precisamos, por exemplo, estocar materiais para quatro ou cinco meses. Como não precisamos de licitação, podemos renovar o estoque todo mês diminuindo a perda de material e baixando os gastos”. A prestação de contas obrigatória feita pelas unidades administradas pelas OSS mostra que o preço médio de uma internação (R$ 2.589,00), por exemplo, é bem mais baixo que nos hospitais sob o comando do Estado (R$ 3.455,00). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, outros dois hospitais estaduais receberam o mesmo prêmio: o de Sumaré, administrado pela Unicamp, e o de Pirajussara, também sob administração da Unifesp. O certificado, porém, não é definitivo. É renovável por seis meses, mediante vistorias periódicas feitas pelos inspetores da ONA.


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Hospital Estadual de Diadema está entre os três melhores do país

Fabio Berlinga
Do Diário do Grande ABC

14/07/2006 | 08:39


O Hospital Estadual de Diadema, no bairro Serraria, está entre os três melhores hospitais públicos do país. A unidade de saúde ganhou quinta-feira o certificado de nível máximo de qualidade concedido pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), órgão credenciado pelo Ministério da Saúde, que avalia a eficiência das instituições de saúde públicas e particulares do Brasil. Apenas cinco hospitais em todo o país já foram premiados com a chamada Acreditação com Excelência, todos eles particulares (no estado de São Paulo, só o Oswaldo Cruz). Durante as vitorias, são avaliadas a segurança do paciente e a eficiência administrativa dos hospitais.

O coordenador de serviços de saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Márcio Cidade Gomes, credita a conquista do Serraria, como é conhecido o hospital, ao seu sistema de administração. “É uma das vinte unidades estaduais administradas pelas OSS (Organizações Sociais de Saúde). Na prática, segue os moldes de um hospital privado. O que sob a administração do Estado pode demorar seis meses, com este tipo de administração demora dias. Eles são mais ágeis na aquisição de material, já que não precisam recorrer às licitações - uma simples cotação, feita em três dias resolve o assunto. Têm melhores políticas de remuneração, de incentivo ao funcionário, podem contratá-los e demiti-los sem a burocracia dos concursos. Tudo isso dá mais agilidade aos processos o que acaba gerando mais eficiência”, afirmou o coordenador.

Segundo o superintendente dos hospitais afiliados à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo, que administra o Serraria), a liberdade de gerenciamento e as metas de produtividade e qualidade impostas pelo contrato com o Estado fazem com que a eficiência dos serviços prestados aumentem enquanto os custos diminuam. “Nós não precisamos, por exemplo, estocar materiais para quatro ou cinco meses. Como não precisamos de licitação, podemos renovar o estoque todo mês diminuindo a perda de material e baixando os gastos”. A prestação de contas obrigatória feita pelas unidades administradas pelas OSS mostra que o preço médio de uma internação (R$ 2.589,00), por exemplo, é bem mais baixo que nos hospitais sob o comando do Estado (R$ 3.455,00). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, outros dois hospitais estaduais receberam o mesmo prêmio: o de Sumaré, administrado pela Unicamp, e o de Pirajussara, também sob administração da Unifesp. O certificado, porém, não é definitivo. É renovável por seis meses, mediante vistorias periódicas feitas pelos inspetores da ONA.

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