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Os 2 a 2 históricos do Brasil em 1919

Empatamos com os campeões da América do Sul, exulta o cronista do ‘Estadão’


Ademir Medici

27/05/2019 | 07:00


Domingo, 25 de maio de 1919, Estádio de Laranjeiras, o campo do Fluminense, no Rio de Janeiro. Última partida do III Campeonato Sul-Americano de Futebol. O Uruguai, que vencera as duas versões anteriores, marca dois gols no Brasil, coloca a mão na taça do tri, mas não resiste ao entusiasmo dos brasileiros.

Conseguimos um honroso empate, com dois gols de Manoel Nunes, o Neco do Corinthians – “o primeiro grande ídolo alvinegro”, como o define o jornalista Celso Unzelte, autor do Almanaque do Timão.

Festa no Rio, festa em São Paulo, porque mais uma vez o jornal O Estado de S. Paulo transmitiu o jogo via sistema telefônico: o setorista no Rio comunicando os lances principais da peleja – como se dizia – e os colegas na retaguarda, em São Paulo, afixando cartazes na porta do jornal, localizado na Praça Antonio Prado, mais precisamente no Palacete Martinico Prado, como nos informa Sérgio Miranda Paz, um dos historiadores do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol).

Também foi tirada uma edição extra naquele mesmo dia, o Estadinho, imediatamente enviada para as bancas e para cidades como Campinas, conforme relata o correspondente local. Evidentemente que nossos antepassados do Grande ABC também devem ter recebido esta edição histórica.

Termina a fase regulamentar do Sul-Americano de 1919 com Brasil e Uruguai empatados em primeiro lugar, cinco pontos ganhos cada um, mesmo que os brasileiros tenham vencido no saldo de gols. Mas tudo seria resolvido com uma partida extra, como se verá.

Um cronista que se assinava ‘P’. Simplesmente ‘P’.E o seu artigo saiu titulado assim: ‘Football’

- A cada instante afixávamos aqui no Estado um quadro com as últimas impressões do nosso representante no Rio. E a multidão a clamar de entusiasmo ou indignação, conforme era dos brasileiros ou dos uruguaios o ponto anunciado.
- Por vezes o clamor de ovação era formidável, como raríssimas vezes se têm visto na Praça Antonio Prado, que é o coração da cidade.
- O largo tão cheio que a mim custou chegar ao Estado; e os próprios bondes quase não podiam ganhar a Rua do Rosário.
- Com que infinito e transbordante entusiasmo o povo recebeu a noticia final, de que houvéramos empatado com os campeões da América do Sul.

Enquanto isso, no futuro Grande ABC

- Em São Bernardo, o Primavera recebia o Juvenil Ruggerone, da Capital, para partidas entre os primeiro e segundo quadros.
- Em São Caetano, o Monte Alegre comemorava o segundo aniversário de fundação e jogava amistosamente com a Associação Atlética ABC, da Capital.
- Não sabemos se naquele domingo houve jogo do Serrano em Paranapiacaba. O que sabemos é que será muito importante que, um século depois, a Prefeitura de Santo André se esmere e dê um jeito no estádio local, que é lindo, formoso, contemplativo, histórico, mas está totalmente abandonado.

E no Brasil...
- Era lançada uma revista esportiva: Sports. Biblioteca do Museu do Futebol, prezado amigo e xará Ademir Takara, será que temos a coleção daquela revista?
 

Interação com Facebook
 

‘Ao redor das metáforas de decomposição’

No fundo de um sanitário público, numa dimensão qualquer do espaço, percebo a pálida figura do poeta.

Da crônica de Guido Fidelis publicada pelo Diário em 27 de maio de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória – acessem o endereço acima.


Diário há 30 anos

Sábado, 27 de maio de 1989 – ano 32, edição 7076

Manchete – Governo adia restrição ao consumo; novas medidas saem na próxima semana; sem quórum no Congresso, a Lei de Greve não é votada.
Rio Grande da Serra – Prefeitura anistia metade da correção para melhorar o caixa.
Cena Política (Joaquim Alessi) – Djalma Bom, vice-prefeito de São Bernardo, funciona como técnico do PT na Câmara.
Comportamento – Professor vira ambulante e já vende salgadinho em São Bernardo; barraca de 77 professores da EE Palmira Grassioto da Silva instalada no Largo da Matriz.
Cultura & Lazer – Aramaçan acolhe romantismo do novo Guilherme Arantes.
Acidente – Terra desliza e mata operário em obra na Vila Euclides, em São Bernardo.


Em 27 de maio de...

1919 – Será aberta na Diretoria-Geral da Prefeitura de São Paulo a proposta apresentada em concorrência pública por Gino Pinotti, para execução dos serviços projetados na Rua Manuel Dutra, entre as ruas Ruy Barbosa e 13 de Maio.
Nota – Gino Pinotti explorava pedreira em Mauá. A sua pedreira e várias outras da linha Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra forneceram matéria-prima para o calçamento de ruas paulistanas. Os canteiros também eram chamados de ‘escarpelinos’.
- Circula o nº 1 d’A Liberdade, dos alunos da Escola de Comércio Álvares Penteado.
- Circula, também, O Ensino nº 1, revista de pedagogia e didática da Liga dos Professores e que se publica no Rio de Janeiro.
Internacional
- Do noticiário do Correio Paulistano: os alemães assinarão o Tratado de Versailles, depois de obter algumas emendas; os estonianos estão às portas do Petrogrado.
- Do noticiário do Estadão: Estocolmo, 26. Comunicam de Petrogrado que os bolchevistas prenderam grande número de burgueses proeminentes, que serão executados se as tropas dos soviets sofrerem sérias derrotas.
1954 – A antiga Sociedade Italiana de São Bernardo, de 1900, passa a se chamar Associação Ítalo-Brasileira de Beneficência.
1979 – Fundado o Grupo Forja, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. O teatro como exercício de libertação.
 

Hoje

- Dia do Profissional Liberal
- Dia Nacional da Mata Atlântica

Santos do Dia

- Melângela
- Ranulfo
- Bruno de Wurzburg


 



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Os 2 a 2 históricos do Brasil em 1919

Empatamos com os campeões da América do Sul, exulta o cronista do ‘Estadão’

Ademir Medici

27/05/2019 | 07:00


Domingo, 25 de maio de 1919, Estádio de Laranjeiras, o campo do Fluminense, no Rio de Janeiro. Última partida do III Campeonato Sul-Americano de Futebol. O Uruguai, que vencera as duas versões anteriores, marca dois gols no Brasil, coloca a mão na taça do tri, mas não resiste ao entusiasmo dos brasileiros.

Conseguimos um honroso empate, com dois gols de Manoel Nunes, o Neco do Corinthians – “o primeiro grande ídolo alvinegro”, como o define o jornalista Celso Unzelte, autor do Almanaque do Timão.

Festa no Rio, festa em São Paulo, porque mais uma vez o jornal O Estado de S. Paulo transmitiu o jogo via sistema telefônico: o setorista no Rio comunicando os lances principais da peleja – como se dizia – e os colegas na retaguarda, em São Paulo, afixando cartazes na porta do jornal, localizado na Praça Antonio Prado, mais precisamente no Palacete Martinico Prado, como nos informa Sérgio Miranda Paz, um dos historiadores do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol).

Também foi tirada uma edição extra naquele mesmo dia, o Estadinho, imediatamente enviada para as bancas e para cidades como Campinas, conforme relata o correspondente local. Evidentemente que nossos antepassados do Grande ABC também devem ter recebido esta edição histórica.

Termina a fase regulamentar do Sul-Americano de 1919 com Brasil e Uruguai empatados em primeiro lugar, cinco pontos ganhos cada um, mesmo que os brasileiros tenham vencido no saldo de gols. Mas tudo seria resolvido com uma partida extra, como se verá.

Um cronista que se assinava ‘P’. Simplesmente ‘P’.E o seu artigo saiu titulado assim: ‘Football’

- A cada instante afixávamos aqui no Estado um quadro com as últimas impressões do nosso representante no Rio. E a multidão a clamar de entusiasmo ou indignação, conforme era dos brasileiros ou dos uruguaios o ponto anunciado.
- Por vezes o clamor de ovação era formidável, como raríssimas vezes se têm visto na Praça Antonio Prado, que é o coração da cidade.
- O largo tão cheio que a mim custou chegar ao Estado; e os próprios bondes quase não podiam ganhar a Rua do Rosário.
- Com que infinito e transbordante entusiasmo o povo recebeu a noticia final, de que houvéramos empatado com os campeões da América do Sul.

Enquanto isso, no futuro Grande ABC

- Em São Bernardo, o Primavera recebia o Juvenil Ruggerone, da Capital, para partidas entre os primeiro e segundo quadros.
- Em São Caetano, o Monte Alegre comemorava o segundo aniversário de fundação e jogava amistosamente com a Associação Atlética ABC, da Capital.
- Não sabemos se naquele domingo houve jogo do Serrano em Paranapiacaba. O que sabemos é que será muito importante que, um século depois, a Prefeitura de Santo André se esmere e dê um jeito no estádio local, que é lindo, formoso, contemplativo, histórico, mas está totalmente abandonado.

E no Brasil...
- Era lançada uma revista esportiva: Sports. Biblioteca do Museu do Futebol, prezado amigo e xará Ademir Takara, será que temos a coleção daquela revista?
 

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‘Ao redor das metáforas de decomposição’

No fundo de um sanitário público, numa dimensão qualquer do espaço, percebo a pálida figura do poeta.

Da crônica de Guido Fidelis publicada pelo Diário em 27 de maio de 1989. Confiram a íntegra no Facebook da Memória – acessem o endereço acima.


Diário há 30 anos

Sábado, 27 de maio de 1989 – ano 32, edição 7076

Manchete – Governo adia restrição ao consumo; novas medidas saem na próxima semana; sem quórum no Congresso, a Lei de Greve não é votada.
Rio Grande da Serra – Prefeitura anistia metade da correção para melhorar o caixa.
Cena Política (Joaquim Alessi) – Djalma Bom, vice-prefeito de São Bernardo, funciona como técnico do PT na Câmara.
Comportamento – Professor vira ambulante e já vende salgadinho em São Bernardo; barraca de 77 professores da EE Palmira Grassioto da Silva instalada no Largo da Matriz.
Cultura & Lazer – Aramaçan acolhe romantismo do novo Guilherme Arantes.
Acidente – Terra desliza e mata operário em obra na Vila Euclides, em São Bernardo.


Em 27 de maio de...

1919 – Será aberta na Diretoria-Geral da Prefeitura de São Paulo a proposta apresentada em concorrência pública por Gino Pinotti, para execução dos serviços projetados na Rua Manuel Dutra, entre as ruas Ruy Barbosa e 13 de Maio.
Nota – Gino Pinotti explorava pedreira em Mauá. A sua pedreira e várias outras da linha Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra forneceram matéria-prima para o calçamento de ruas paulistanas. Os canteiros também eram chamados de ‘escarpelinos’.
- Circula o nº 1 d’A Liberdade, dos alunos da Escola de Comércio Álvares Penteado.
- Circula, também, O Ensino nº 1, revista de pedagogia e didática da Liga dos Professores e que se publica no Rio de Janeiro.
Internacional
- Do noticiário do Correio Paulistano: os alemães assinarão o Tratado de Versailles, depois de obter algumas emendas; os estonianos estão às portas do Petrogrado.
- Do noticiário do Estadão: Estocolmo, 26. Comunicam de Petrogrado que os bolchevistas prenderam grande número de burgueses proeminentes, que serão executados se as tropas dos soviets sofrerem sérias derrotas.
1954 – A antiga Sociedade Italiana de São Bernardo, de 1900, passa a se chamar Associação Ítalo-Brasileira de Beneficência.
1979 – Fundado o Grupo Forja, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. O teatro como exercício de libertação.
 

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