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Ex-operários da Volks dizem que montadora propôs acordo unilateral

Nario Barbosa/ DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/05/2019 | 07:00


Cerca de 50 ex-operários da planta da Volkswagen em São Bernardo realizaram ontem manifestação em frente à empresa para protestar contra suposto acordo feito pela montadora ao MPF (Ministério Público Federal) acerca das perseguições aos trabalhadores da empresa durante a ditadura militar (1964-1985).

Preso no departamento pessoal da Volks e posteriormente torturado pela polícia da ditadura, Lucio Antonio Bellentani, 74 anos, um dos líderes do grupo, acusa a empresa de não ouvir os próprios ex-metalúrgicos na negociação. “Eles fizeram proposta junto ao MPF e nós não aceitamos esse tipo de comportamento porque não participamos da negociação. As pessoas que foram afetadas ficaram à margem desse acordo. Trouxeram para a gente um prato feito”, criticou.

Segundo Bellentani, a Volks propôs pagar R$ 30 milhões em indenizações, sendo que parte dessa quantia seria destinada ao MPF e, o restante, distribuído a um grupo de 60 ex-operários. Esse acordo teria sido oficializado ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Pouco importa com quanto o MPF vai ficar. A questão é que não participei dessa discussão e foi eu que sofri”, disse.

Em 2017, a Volks admitiu oficialmente ter contribuído com perseguições e violações aos direitos humanos de seus funcionários durante a ditadura. Porém, negou que essa postura tenha sido institucional, mas resumida apenas às decisões do então segurança da montadora Adhemar Rudge, o que os ex-operários contestam. O MPF, por sua vez, instaurou inquérito.

Por meio de nota, a Volkswagen não negou nem confirmou que propôs o acordo. “A Volkswagen foi a primeira empresa do setor automotivo a examinar sua história durante o período do regime militar no Brasil. Foram feitos levantamentos sobre a época. O estudo não encontrou evidência de cooperação institucional da empresa ou da sua alta direção com o regime militar. As informações foram compartilhadas com o MPF, o Ministério Público do Estado e o Ministério Público do Trabalho, e as tratativas entre as partes prosseguem”, afirmou.

Procurado pelo Diário, o MPF não se manifestou sobre o assunto. 



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Ex-operários da Volks dizem que montadora propôs acordo unilateral

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

14/05/2019 | 07:00


Cerca de 50 ex-operários da planta da Volkswagen em São Bernardo realizaram ontem manifestação em frente à empresa para protestar contra suposto acordo feito pela montadora ao MPF (Ministério Público Federal) acerca das perseguições aos trabalhadores da empresa durante a ditadura militar (1964-1985).

Preso no departamento pessoal da Volks e posteriormente torturado pela polícia da ditadura, Lucio Antonio Bellentani, 74 anos, um dos líderes do grupo, acusa a empresa de não ouvir os próprios ex-metalúrgicos na negociação. “Eles fizeram proposta junto ao MPF e nós não aceitamos esse tipo de comportamento porque não participamos da negociação. As pessoas que foram afetadas ficaram à margem desse acordo. Trouxeram para a gente um prato feito”, criticou.

Segundo Bellentani, a Volks propôs pagar R$ 30 milhões em indenizações, sendo que parte dessa quantia seria destinada ao MPF e, o restante, distribuído a um grupo de 60 ex-operários. Esse acordo teria sido oficializado ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Pouco importa com quanto o MPF vai ficar. A questão é que não participei dessa discussão e foi eu que sofri”, disse.

Em 2017, a Volks admitiu oficialmente ter contribuído com perseguições e violações aos direitos humanos de seus funcionários durante a ditadura. Porém, negou que essa postura tenha sido institucional, mas resumida apenas às decisões do então segurança da montadora Adhemar Rudge, o que os ex-operários contestam. O MPF, por sua vez, instaurou inquérito.

Por meio de nota, a Volkswagen não negou nem confirmou que propôs o acordo. “A Volkswagen foi a primeira empresa do setor automotivo a examinar sua história durante o período do regime militar no Brasil. Foram feitos levantamentos sobre a época. O estudo não encontrou evidência de cooperação institucional da empresa ou da sua alta direção com o regime militar. As informações foram compartilhadas com o MPF, o Ministério Público do Estado e o Ministério Público do Trabalho, e as tratativas entre as partes prosseguem”, afirmou.

Procurado pelo Diário, o MPF não se manifestou sobre o assunto. 

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