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Esses moços fizeram algo mais que um movimento estudantil

Amanhã se completa meio século da Passeata do Silêncio em São Caetano


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

03/04/2011 | 00:00


Amanhã se completa meio século da Passeata do Silêncio em São Caetano. Um movimento cívico e estudantil que mexeu com a cidade e atraiu as atenções de toda a imprensa paulista, especialmente, mas com reflexos em outros estados, numa época sem internet.

Indignados com o aumento abusivo dos subsídios dos vereadores, os estudantes resolveram agir e saíram às ruas, pacificamente, silenciosamente, denunciando a manobra. Nenhuma pedra atirada, nenhuma ação violenta. E a tentativa de ganhar dinheiro às custas do erário público foi impedida. A Passeata do Silêncio daquele 4 de abril de 1961 deu certo.

Cinquenta anos depois, Memória reuniu 13 daquelas lideranças estudantis de São Caetano, num trabalho do professor Oscar Garbelotto, ele próprio líder estudantil em 1961. O encontro com Memória deu-se no bufê do Ramis Sayar, outro dos líderes da Passeata do Silêncio. Gravamos duas horas e meia e os 13 participantes foram unânimes: o movimento estudantil de que foram protagonistas marcou definitivamente a vida e a personalidade de cada um, para o bem.

Outra unanimidade entre os 13 líderes reunidos: o exemplo da Passeata do Silêncio de 1961 poderia e deveria ser aplicado nos dias atuais. Afinal, mais hoje do que ontem, os nossos representantes, independentemente da cor partidária, se unem quando o assunto interessa a eles, diretamente.

Daí porque o Brasil é um dos países onde o parlamentar é um dos que ganha mais dinheiro nos três níveis: municipal, estadual e federal, com toda a sorte de mordomias.

Com a palavra, pois, os líderes da Passeata do Silêncio. O material é farto e cada um deles será individualmente apresentado nas próximas edições. Hoje, a foto coletiva, de autoria de Tiago Silva.

legenda foto: Na frente: Walter Dal'bo (o 1º à esquerda), Laurito Antonio Perrella, Dario Bernardes Dias, Fuad Sayar, Oscar Garbelotto e Ramis Sayar; atrás: Odair Vituri, João Tarcisio Mariani, Paschoal Giardullo, Domingo Glenir Santarnecchi, Francisco Sérgio Bonelli, Norberto Victor Barile e Enio Campoi

O NASCIMENTO DE UMA LIDERANÇA CONJUNTA
(Depoimento: Oscar Garbelotto)

Nós tínhamos, em São Caetano, uma estrutura estudantil muito boa, excelente, ativa, dinâmica. O Fuad Sayar liderou durante muitos anos o Grêmio 28 de Julho. O Colégio Estadual Bonifácio de Carvalho e o grêmio presidido por ele representavam uma parcela de São Caetano muitíssimo respeitada.

O Centro Acadêmico, por sua vez, atuava de uma forma excelente nos aspectos sociais. O contraponto inicial foi em 1957, quando conseguimos tirar a política interesseira e a voltada ao interesse não comum e pessoal, para colocá-la no centro de uma atividade que interessasse a todos.

São Caetano não tinha nenhuma escola superior. Mas tinha o Centro Acadêmico, que congregava todos os estudantes de São Caetano que estavam em um nível universitário, geralmente de faculdades em São Paulo.

E havia o Centro Estudantil de Cultura, ligado ao Instituto de Ensino, também conhecido como o coleginho do Bastos, seu diretor.

Acima de tudo nós tínhamos uma coisa que nunca foi desmentida através dos tempos, e continuamos ainda hoje: um ideal muito grande por São Caetano, um idealismo até exacerbado. Gostávamos e gostamos muito desta terra.

Por isso, quando um acontecimento como aquele do aumento dos subsídios dos vereadores foi descoberto, o ânimo dos estudantes aflorou. E houve uma grande união. Nasceu uma grande liderança conjunta. Ninguém mandava em ninguém. As coisas aconteceram normalmente. E o resultado todos vocês viram.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Sexta-feira, 3 de abril de 1961

Manchete - Delfim (Neto, ministro do Planejamento) qualifica o protecionismo como falsa solução.

Movimento sindical - Acordo não põe fim à luta de metalúrgicos.

Política (Aleksandar Jovanovic) - Fragmentação de grupos em Mauá pode provocar renovação em 1982.

Atomobilismo (Luiz Carlos Medeiros) - Del Rey, pronto, aguarda lançamento.

Comes & Bebes (Marcello Mont Serrat) - Um restaurante em Diadema, Manjedoura, e um bar típico alemão em São Bernardo, o Pony.

EM 3 DE ABRIL DE...

1946 - Criada a Junta de Conciliação e Julgamento de Santo André, com abrangência sobre toda a região.

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Aniversariam hoje: Jacareí, Águas de Santa Bárbara e Cerquilho.

SANTOS DO DIA

Gandolfo de Binasco, Irene, Ricardo de Chichester e Sisto I.

Na estampa, São Luiz Scrosoppi, sacerdote italiano (1804 - 1884). Fundou a Congregação das Irmãs da Providência.

FONTES: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Vozes, 2011; site: www.paulinas.org.br .

HAMILTON BARROS DE VASCONCELOS
(São Paulo, SP, 2-4-1959 - São Bernardo 25-12-2010)

Hamilton Barros de Vasconcelos viveu em São Bernardo 43 dos seus 51 anos de vida. Engenheiro calculista formado pela Universidade Santa Cecília, em Santos, idealizou 656 projetos estruturais em São Bernardo, entre os quais o da Escola Profissionalizante Padre Leo Comisari, no Jardim Silvina, e a igreja de Santo Expedito, no Jardim Atlântico.

Ele era filho de Amadeu Teixeira de Vasconcelos e Zuleika Barros de Vasconcelos. Viveu dos 4 aos 8 anos em Santo Antonio do Pinhal. E desde então em São Bernardo. Aqui estudou, promoveu bailinhos, praticou esportes, acumulando medalhas como goleiro de handebol.

Casou-se em 1988 com a arquiteta Ângela Menezes, companheira, sócia e esposa por 23 anos. O casal criou a Construtora Dimensão, em 1991, com escritório no bairro Nova Petrópolis.

Engenheiro e pé de valsa; corintiano e vaidoso (em especial com o cabelo, o perfume e a roupa bem passada). Era um curioso incorrigível, adorava engenhocas e todo tipo de novidade tecnológica. Nestas horas, mostrava sua facilidade de aprender.

Foi amigo como poucos sabem ser; era verdadeiro e preocupava-se em preservar suas amizades. Foi irmão no verdadeiro sentido da palavra; tinha o coração sempre aberto e generoso, em qualquer circunstância. E, antes de qualquer coisa, era um filho amoroso e receptivo, pronto para o carinho e o afeto, o tempo todo disponível.

Hamilton Barros de Vasconcelos partiu no Natal de 2010. Por iniciativa do vereador Otavio Manente, será homenageado pela Câmara municipal de São Bernardo na quinta-feira, às 19h30, com a entrega de uma moção à sua mulher.

(Condensação do texto da jornalista Adriana Menezes)

FALECIMENTOS 

SÃO BERNARDO

Emanuele Grego, 86. Natural da Itália. Dia 30. Cemitério Jardim da Colina.

José da Silva Ramada, 82. Natural de Cravinhos (SP). Dia 30. Cemitério Jardim da Colina.

Teresa Maria da Conceição, 69. Natural de Aguiar (PB). Dia 30. Cemitério dos Casa.

Tereza Pereira Novais, 51. Natural de Linício de Almeida (BA). Dia 30. Cemitério Jardim da Colina.

SÃO CAETANO

Narcisa Santiago Martins, 95. Natural de São Paulo (SP). Dia 30,

em São Bernardo. Cemitério da Cerâmica.

DIADEMA

Paulo Leandro da Silva, 60. Natural de Cupira (PE). Dia 30, em São Bernardo. Cemitério Vale da Paz.



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Esses moços fizeram algo mais que um movimento estudantil

Amanhã se completa meio século da Passeata do Silêncio em São Caetano

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

03/04/2011 | 00:00


Amanhã se completa meio século da Passeata do Silêncio em São Caetano. Um movimento cívico e estudantil que mexeu com a cidade e atraiu as atenções de toda a imprensa paulista, especialmente, mas com reflexos em outros estados, numa época sem internet.

Indignados com o aumento abusivo dos subsídios dos vereadores, os estudantes resolveram agir e saíram às ruas, pacificamente, silenciosamente, denunciando a manobra. Nenhuma pedra atirada, nenhuma ação violenta. E a tentativa de ganhar dinheiro às custas do erário público foi impedida. A Passeata do Silêncio daquele 4 de abril de 1961 deu certo.

Cinquenta anos depois, Memória reuniu 13 daquelas lideranças estudantis de São Caetano, num trabalho do professor Oscar Garbelotto, ele próprio líder estudantil em 1961. O encontro com Memória deu-se no bufê do Ramis Sayar, outro dos líderes da Passeata do Silêncio. Gravamos duas horas e meia e os 13 participantes foram unânimes: o movimento estudantil de que foram protagonistas marcou definitivamente a vida e a personalidade de cada um, para o bem.

Outra unanimidade entre os 13 líderes reunidos: o exemplo da Passeata do Silêncio de 1961 poderia e deveria ser aplicado nos dias atuais. Afinal, mais hoje do que ontem, os nossos representantes, independentemente da cor partidária, se unem quando o assunto interessa a eles, diretamente.

Daí porque o Brasil é um dos países onde o parlamentar é um dos que ganha mais dinheiro nos três níveis: municipal, estadual e federal, com toda a sorte de mordomias.

Com a palavra, pois, os líderes da Passeata do Silêncio. O material é farto e cada um deles será individualmente apresentado nas próximas edições. Hoje, a foto coletiva, de autoria de Tiago Silva.

legenda foto: Na frente: Walter Dal'bo (o 1º à esquerda), Laurito Antonio Perrella, Dario Bernardes Dias, Fuad Sayar, Oscar Garbelotto e Ramis Sayar; atrás: Odair Vituri, João Tarcisio Mariani, Paschoal Giardullo, Domingo Glenir Santarnecchi, Francisco Sérgio Bonelli, Norberto Victor Barile e Enio Campoi

O NASCIMENTO DE UMA LIDERANÇA CONJUNTA
(Depoimento: Oscar Garbelotto)

Nós tínhamos, em São Caetano, uma estrutura estudantil muito boa, excelente, ativa, dinâmica. O Fuad Sayar liderou durante muitos anos o Grêmio 28 de Julho. O Colégio Estadual Bonifácio de Carvalho e o grêmio presidido por ele representavam uma parcela de São Caetano muitíssimo respeitada.

O Centro Acadêmico, por sua vez, atuava de uma forma excelente nos aspectos sociais. O contraponto inicial foi em 1957, quando conseguimos tirar a política interesseira e a voltada ao interesse não comum e pessoal, para colocá-la no centro de uma atividade que interessasse a todos.

São Caetano não tinha nenhuma escola superior. Mas tinha o Centro Acadêmico, que congregava todos os estudantes de São Caetano que estavam em um nível universitário, geralmente de faculdades em São Paulo.

E havia o Centro Estudantil de Cultura, ligado ao Instituto de Ensino, também conhecido como o coleginho do Bastos, seu diretor.

Acima de tudo nós tínhamos uma coisa que nunca foi desmentida através dos tempos, e continuamos ainda hoje: um ideal muito grande por São Caetano, um idealismo até exacerbado. Gostávamos e gostamos muito desta terra.

Por isso, quando um acontecimento como aquele do aumento dos subsídios dos vereadores foi descoberto, o ânimo dos estudantes aflorou. E houve uma grande união. Nasceu uma grande liderança conjunta. Ninguém mandava em ninguém. As coisas aconteceram normalmente. E o resultado todos vocês viram.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Sexta-feira, 3 de abril de 1961

Manchete - Delfim (Neto, ministro do Planejamento) qualifica o protecionismo como falsa solução.

Movimento sindical - Acordo não põe fim à luta de metalúrgicos.

Política (Aleksandar Jovanovic) - Fragmentação de grupos em Mauá pode provocar renovação em 1982.

Atomobilismo (Luiz Carlos Medeiros) - Del Rey, pronto, aguarda lançamento.

Comes & Bebes (Marcello Mont Serrat) - Um restaurante em Diadema, Manjedoura, e um bar típico alemão em São Bernardo, o Pony.

EM 3 DE ABRIL DE...

1946 - Criada a Junta de Conciliação e Julgamento de Santo André, com abrangência sobre toda a região.

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Aniversariam hoje: Jacareí, Águas de Santa Bárbara e Cerquilho.

SANTOS DO DIA

Gandolfo de Binasco, Irene, Ricardo de Chichester e Sisto I.

Na estampa, São Luiz Scrosoppi, sacerdote italiano (1804 - 1884). Fundou a Congregação das Irmãs da Providência.

FONTES: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Vozes, 2011; site: www.paulinas.org.br .

HAMILTON BARROS DE VASCONCELOS
(São Paulo, SP, 2-4-1959 - São Bernardo 25-12-2010)

Hamilton Barros de Vasconcelos viveu em São Bernardo 43 dos seus 51 anos de vida. Engenheiro calculista formado pela Universidade Santa Cecília, em Santos, idealizou 656 projetos estruturais em São Bernardo, entre os quais o da Escola Profissionalizante Padre Leo Comisari, no Jardim Silvina, e a igreja de Santo Expedito, no Jardim Atlântico.

Ele era filho de Amadeu Teixeira de Vasconcelos e Zuleika Barros de Vasconcelos. Viveu dos 4 aos 8 anos em Santo Antonio do Pinhal. E desde então em São Bernardo. Aqui estudou, promoveu bailinhos, praticou esportes, acumulando medalhas como goleiro de handebol.

Casou-se em 1988 com a arquiteta Ângela Menezes, companheira, sócia e esposa por 23 anos. O casal criou a Construtora Dimensão, em 1991, com escritório no bairro Nova Petrópolis.

Engenheiro e pé de valsa; corintiano e vaidoso (em especial com o cabelo, o perfume e a roupa bem passada). Era um curioso incorrigível, adorava engenhocas e todo tipo de novidade tecnológica. Nestas horas, mostrava sua facilidade de aprender.

Foi amigo como poucos sabem ser; era verdadeiro e preocupava-se em preservar suas amizades. Foi irmão no verdadeiro sentido da palavra; tinha o coração sempre aberto e generoso, em qualquer circunstância. E, antes de qualquer coisa, era um filho amoroso e receptivo, pronto para o carinho e o afeto, o tempo todo disponível.

Hamilton Barros de Vasconcelos partiu no Natal de 2010. Por iniciativa do vereador Otavio Manente, será homenageado pela Câmara municipal de São Bernardo na quinta-feira, às 19h30, com a entrega de uma moção à sua mulher.

(Condensação do texto da jornalista Adriana Menezes)

FALECIMENTOS 

SÃO BERNARDO

Emanuele Grego, 86. Natural da Itália. Dia 30. Cemitério Jardim da Colina.

José da Silva Ramada, 82. Natural de Cravinhos (SP). Dia 30. Cemitério Jardim da Colina.

Teresa Maria da Conceição, 69. Natural de Aguiar (PB). Dia 30. Cemitério dos Casa.

Tereza Pereira Novais, 51. Natural de Linício de Almeida (BA). Dia 30. Cemitério Jardim da Colina.

SÃO CAETANO

Narcisa Santiago Martins, 95. Natural de São Paulo (SP). Dia 30,

em São Bernardo. Cemitério da Cerâmica.

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