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Tota colore o seu pedaço

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

31/05/2009 | 07:01


Antonio Duque, 34 anos, foi criado entre as ruas do bairro Centreville, em Santo André. Foi lá que conheceu a mulher, Elenilda e onde começou a ensaiar os primeiros passos na arte do grafite, em que assina Tota, alcunha pela qual também é conhecido no movimento hip hop. Hoje, embora more num bairro vizinho, deu um jeito de estar com frequência na antiga área. É ali que ele desenvolve dois trabalhos contemplados pelo Proac (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado de Cultura, que buscam modificar a relação das pessoas com o local onde vivem.

"Eu e a molecada costumávamos ficar aqui e aprontávamos tanto que o apelido logo virou Rua dos Sádicos", explica, orgulhoso, mostrando um grafite na esquina da Rua General Olímpio Moura. Vila periférica, Centreville está numa área onde seria construído um condomínio de luxo. As obras foram abandonadas quando a construtora faliu e o lote foi invadido. Faz quase 27 anos.

Desde março, quando a primeira ação do 5 Zonas, coletivo que Tota forma com os artistas Credo, Eve14, Hope e Sow, todos de São Paulo, tomou as ruas do bairro, a vontade do grafiteiro em transformar o bairro numa galeria tem se concretizado. Se Essa Rua Fosse Minha Eu Mandava Grafitar é o nome da série de festas realizada em torno de um muro a ser grafitado. Em abril, a casa da dona de casa Shirley Cardoso ganhou novas cores. "É uma obra de arte e ainda evita que pichem a minha casa. Gostei muito", opina. A verba do Proac prevê a organização de mais três eventos. O próximo é hoje, das 10h às 16h, na altura do número 491 da Rua Brigadeiro Faria Lima.

É nessa mesma rua, no 107, que funciona há um mês a menina dos olhos do coletivo: a oficina gratuita Rua N'Ateliê, contemplada pelo Proac de artes visuais. Lá, o 5 Zonas e outros artistas compartilham com a comunidade os macetes de técnicas como stencil, sticker, lambe-lambe e estilo livre. Por conta dos projetos, Tota deixou a função de oficineiro da Casa do Hip Hop, em Diadema. "Não foi possível conciliar", explica.

Para quem acredita que o lugar se transformou num templo do hip hop, se engana. "Até agora recebemos mais crianças nos intervalos das aulas e senhoras, interessadas em aprender técnicas de pintura", supreende-se. Em junho,quando a oficina de fuxico de Elenilda começa, a presença feminina deve se intensificar.

A estrutura dos cursos é livre e as aulas ocorrem de acordo com a disponibilidade do interessado. Há vagas disponíveis até o fim do projeto, em setembro. Não é preciso ser do bairro ou de Santo André para participar. "Podemos agendar com escolas e outros grupos", projeta Tota. Para saber mais, basta ir até a sede do Rua N'Ateliê de terça a sábado, das 10h às 17h, consultar o site www.5zonas.com.br/rua ou pelo telefone 9544-3986.



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Tota colore o seu pedaço

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

31/05/2009 | 07:01


Antonio Duque, 34 anos, foi criado entre as ruas do bairro Centreville, em Santo André. Foi lá que conheceu a mulher, Elenilda e onde começou a ensaiar os primeiros passos na arte do grafite, em que assina Tota, alcunha pela qual também é conhecido no movimento hip hop. Hoje, embora more num bairro vizinho, deu um jeito de estar com frequência na antiga área. É ali que ele desenvolve dois trabalhos contemplados pelo Proac (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado de Cultura, que buscam modificar a relação das pessoas com o local onde vivem.

"Eu e a molecada costumávamos ficar aqui e aprontávamos tanto que o apelido logo virou Rua dos Sádicos", explica, orgulhoso, mostrando um grafite na esquina da Rua General Olímpio Moura. Vila periférica, Centreville está numa área onde seria construído um condomínio de luxo. As obras foram abandonadas quando a construtora faliu e o lote foi invadido. Faz quase 27 anos.

Desde março, quando a primeira ação do 5 Zonas, coletivo que Tota forma com os artistas Credo, Eve14, Hope e Sow, todos de São Paulo, tomou as ruas do bairro, a vontade do grafiteiro em transformar o bairro numa galeria tem se concretizado. Se Essa Rua Fosse Minha Eu Mandava Grafitar é o nome da série de festas realizada em torno de um muro a ser grafitado. Em abril, a casa da dona de casa Shirley Cardoso ganhou novas cores. "É uma obra de arte e ainda evita que pichem a minha casa. Gostei muito", opina. A verba do Proac prevê a organização de mais três eventos. O próximo é hoje, das 10h às 16h, na altura do número 491 da Rua Brigadeiro Faria Lima.

É nessa mesma rua, no 107, que funciona há um mês a menina dos olhos do coletivo: a oficina gratuita Rua N'Ateliê, contemplada pelo Proac de artes visuais. Lá, o 5 Zonas e outros artistas compartilham com a comunidade os macetes de técnicas como stencil, sticker, lambe-lambe e estilo livre. Por conta dos projetos, Tota deixou a função de oficineiro da Casa do Hip Hop, em Diadema. "Não foi possível conciliar", explica.

Para quem acredita que o lugar se transformou num templo do hip hop, se engana. "Até agora recebemos mais crianças nos intervalos das aulas e senhoras, interessadas em aprender técnicas de pintura", supreende-se. Em junho,quando a oficina de fuxico de Elenilda começa, a presença feminina deve se intensificar.

A estrutura dos cursos é livre e as aulas ocorrem de acordo com a disponibilidade do interessado. Há vagas disponíveis até o fim do projeto, em setembro. Não é preciso ser do bairro ou de Santo André para participar. "Podemos agendar com escolas e outros grupos", projeta Tota. Para saber mais, basta ir até a sede do Rua N'Ateliê de terça a sábado, das 10h às 17h, consultar o site www.5zonas.com.br/rua ou pelo telefone 9544-3986.

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