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Na região, greve dos caminhoneiros gera perdas de R$ 500 milhões

ABr Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Faturamento das micro e pequenas empresas diminui 13,7% em maio, na comparação a abril


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

14/07/2018 | 07:26


Após mês conturbado, com a paralisação dos caminhoneiros, as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC registram queda de 13,7% no faturamento de maio, em comparação a abril, ao totalizar receita de R$ 2,9 bilhões. A perda chega a R$ 500 milhões.

Na avaliação do gerente regional do Sebrae-SP, Paulo Sérgio Cereda, além dos danos físicos, a greve também impactou diretamente na expectativa do investidor. “Ela piorou a confiança do empresário e, quando isso acontece, há redução na velocidade do crescimento do negócio. Durante a paralisação, quem trabalha com produtos perecíveis também teve prejuízo, porque perdeu bastante material. Além disso, a indefinição do cenário eleitoral amplia as incertezas.”

Os dados, levantados pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), mostram que apesar da retração, que também impactou no volume de pessoal ocupado (-2,9%) e na folha de salários (-5,9%), os números do ano seguem positivos. Esta é a segunda queda registrada no ano, já que em janeiro o índice recuou em 8,8% em comparação com o mês anterior.

Segundo Cereda, o tipo de MPEs na região sofre mais quando a indústria é afetada, o que aconteceu durante a paralisação nacional, em maio. “A maioria das micro e pequenas empresas da região está em duas áreas: comércio e serviços, que dependem do encadeamento produtivo das indústrias para estimular a economia, e também como fornecedor das grandes empresas”, analisou.

No acumulado do ano, o faturamento da MPEs continua crescendo. Frente aos primeiros cinco meses de 2017, houve aumento de 21,9%, o que significa injeção extra de R$ 2,6 bilhões nos caixas das pequenas empresas, que totalizou R$ 14,8 bilhões. Ante maio do ano passado, quando o montante chegou a R$ 2,1 bilhões, a expansão foi de 9,6%, ou R$ 800 milhões. À época, o resultado também era 6,2% maior do que o obtido em abril. Isso ocorre devido à fraca base de comparação, uma vez que no ano passado as receitas das MPEs ainda sofriam muito.

Nos próximos meses, a greve dos caminhoneiros pode continuar a impactar no índice, devido à aprovação da tabela que regulamenta valor mínimo para o frete rodoviário pelo Congresso Nacional, aguardando apenas a sanção presidencial. A medida era um pleito da categoria.

“Qualquer movimento da economia a microempresa deve sentir. Porém, ainda é um cenário bastante incerto”, disse Cereda.
 



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Na região, greve dos caminhoneiros gera perdas de R$ 500 milhões

Faturamento das micro e pequenas empresas diminui 13,7% em maio, na comparação a abril

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

14/07/2018 | 07:26


Após mês conturbado, com a paralisação dos caminhoneiros, as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC registram queda de 13,7% no faturamento de maio, em comparação a abril, ao totalizar receita de R$ 2,9 bilhões. A perda chega a R$ 500 milhões.

Na avaliação do gerente regional do Sebrae-SP, Paulo Sérgio Cereda, além dos danos físicos, a greve também impactou diretamente na expectativa do investidor. “Ela piorou a confiança do empresário e, quando isso acontece, há redução na velocidade do crescimento do negócio. Durante a paralisação, quem trabalha com produtos perecíveis também teve prejuízo, porque perdeu bastante material. Além disso, a indefinição do cenário eleitoral amplia as incertezas.”

Os dados, levantados pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), mostram que apesar da retração, que também impactou no volume de pessoal ocupado (-2,9%) e na folha de salários (-5,9%), os números do ano seguem positivos. Esta é a segunda queda registrada no ano, já que em janeiro o índice recuou em 8,8% em comparação com o mês anterior.

Segundo Cereda, o tipo de MPEs na região sofre mais quando a indústria é afetada, o que aconteceu durante a paralisação nacional, em maio. “A maioria das micro e pequenas empresas da região está em duas áreas: comércio e serviços, que dependem do encadeamento produtivo das indústrias para estimular a economia, e também como fornecedor das grandes empresas”, analisou.

No acumulado do ano, o faturamento da MPEs continua crescendo. Frente aos primeiros cinco meses de 2017, houve aumento de 21,9%, o que significa injeção extra de R$ 2,6 bilhões nos caixas das pequenas empresas, que totalizou R$ 14,8 bilhões. Ante maio do ano passado, quando o montante chegou a R$ 2,1 bilhões, a expansão foi de 9,6%, ou R$ 800 milhões. À época, o resultado também era 6,2% maior do que o obtido em abril. Isso ocorre devido à fraca base de comparação, uma vez que no ano passado as receitas das MPEs ainda sofriam muito.

Nos próximos meses, a greve dos caminhoneiros pode continuar a impactar no índice, devido à aprovação da tabela que regulamenta valor mínimo para o frete rodoviário pelo Congresso Nacional, aguardando apenas a sanção presidencial. A medida era um pleito da categoria.

“Qualquer movimento da economia a microempresa deve sentir. Porém, ainda é um cenário bastante incerto”, disse Cereda.
 

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