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Uso de sacolas plásticas cai 72% nos mercados

Em dois meses, estabelecimentos economizam R$ 33 mi;
consumidores terão que se acostumar com nova realidade


Alexandre Melo
Erica Martin

04/04/2012 | 07:00


A partir de hoje as sacolinhas plásticas não serão mais distribuídas pelos supermercados. A medida faz parte de acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados), a Fundação Procon e o Ministério Público, e começou a ser colocada em prática em janeiro. A meta é que 7 bilhões de sacolas saiam de circulação por ano. Só nos últimos 60 dias,  os consumidores deixaram de levar para casa 840 milhões de embalagens - queda de 72% no uso e economia de cerca de R$ 33,6 milhões às redes.

Isso prova que os consumidores começaram a se acostumar com a nova realidade. Mesmo porque os varejistas diminuíram a quantidade de sacos disponíveis nos caixas. Alguns até quebraram a regra do acordo antes do tempo. O Procon, que fiscalizou 94 supermercados na Capital, em março, autuou uma loja por ter interrompido a entrega das embalagens. Outras 20 foram advertidas por não informar os clientes sobre a medida.

Ontem, a equipe do Diário percorreu mercados na região e flagrou cartaz exposto na entrada do Extra Supermercado no Rudge Ramos, em São Bernardo, que advertia o fim da distribuição com um dia de antecedência. À noite, a empresa informou que retirou o cartaz do estabelecimento e alegou falha na comunicação. Entretanto, os consumidores já não encontravam mais as sacolas oferecidas gratuitamente.

O porteiro José Alves Delmondes, 49 anos, e sua mulher, a doméstica Iraci Lopes da Silva, 42, tiraram sacolinhas comuns que estavam na bolsa e outra retornável para levar os produtos. "Colocamos tudo junto: peixe com sabonete", reclamou Iraci.

A opinião dela e de outros consumidores é o que vai enfraquecer a ação da Apas, segundo o presidente da Plastivida (Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos), Miguel Bahiense. "Quando cliente perceber que está sendo enganado por ter que comprar saco de lixo para descartar resíduos domésticos, ele vai reclamar. Até porque o acordo não tem força de lei. O custo da sacolinha vai continuar embutido no preço dos produtos."

O presidente da Apas, João Galassi, garante que a economia de R$ 190 milhões que as redes paulistas terão nos próximos 12 meses será repassada. "A competição no setor é grande. Para os supermercados é interessante baixar a margem de lucro dos produtos, assim que a redução dos gastos for sentida. Preços menores ajudam a elevar as vendas", justificou o executivo. A Apas e o Procon-SP estudam mecanismo para emprestar as retornáveis ao cliente que estiver sem sacola. Ele pagará um valor pela embalagem e receberá o dinheiro de volta ao devolvê-la. Os detalhes ainda serão definidos. Não há prazo para que o projeto seja colocado em prática.



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Uso de sacolas plásticas cai 72% nos mercados

Em dois meses, estabelecimentos economizam R$ 33 mi;
consumidores terão que se acostumar com nova realidade

Alexandre Melo
Erica Martin

04/04/2012 | 07:00


A partir de hoje as sacolinhas plásticas não serão mais distribuídas pelos supermercados. A medida faz parte de acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados), a Fundação Procon e o Ministério Público, e começou a ser colocada em prática em janeiro. A meta é que 7 bilhões de sacolas saiam de circulação por ano. Só nos últimos 60 dias,  os consumidores deixaram de levar para casa 840 milhões de embalagens - queda de 72% no uso e economia de cerca de R$ 33,6 milhões às redes.

Isso prova que os consumidores começaram a se acostumar com a nova realidade. Mesmo porque os varejistas diminuíram a quantidade de sacos disponíveis nos caixas. Alguns até quebraram a regra do acordo antes do tempo. O Procon, que fiscalizou 94 supermercados na Capital, em março, autuou uma loja por ter interrompido a entrega das embalagens. Outras 20 foram advertidas por não informar os clientes sobre a medida.

Ontem, a equipe do Diário percorreu mercados na região e flagrou cartaz exposto na entrada do Extra Supermercado no Rudge Ramos, em São Bernardo, que advertia o fim da distribuição com um dia de antecedência. À noite, a empresa informou que retirou o cartaz do estabelecimento e alegou falha na comunicação. Entretanto, os consumidores já não encontravam mais as sacolas oferecidas gratuitamente.

O porteiro José Alves Delmondes, 49 anos, e sua mulher, a doméstica Iraci Lopes da Silva, 42, tiraram sacolinhas comuns que estavam na bolsa e outra retornável para levar os produtos. "Colocamos tudo junto: peixe com sabonete", reclamou Iraci.

A opinião dela e de outros consumidores é o que vai enfraquecer a ação da Apas, segundo o presidente da Plastivida (Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos), Miguel Bahiense. "Quando cliente perceber que está sendo enganado por ter que comprar saco de lixo para descartar resíduos domésticos, ele vai reclamar. Até porque o acordo não tem força de lei. O custo da sacolinha vai continuar embutido no preço dos produtos."

O presidente da Apas, João Galassi, garante que a economia de R$ 190 milhões que as redes paulistas terão nos próximos 12 meses será repassada. "A competição no setor é grande. Para os supermercados é interessante baixar a margem de lucro dos produtos, assim que a redução dos gastos for sentida. Preços menores ajudam a elevar as vendas", justificou o executivo. A Apas e o Procon-SP estudam mecanismo para emprestar as retornáveis ao cliente que estiver sem sacola. Ele pagará um valor pela embalagem e receberá o dinheiro de volta ao devolvê-la. Os detalhes ainda serão definidos. Não há prazo para que o projeto seja colocado em prática.

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