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Histórias ‘bizarras’ da literatura brasileira são relatadas em livro

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Marcel Verrumo quis mostrar ‘lado não contado em sala de aula’


Miriam Gimenes

16/10/2017 | 07:00


Quando se está em uma sala de aula, o professor ensina aos alunos os principais fatos acerca de determinada matéria. No caso da literatura, em especial, geralmente são ‘dissecadas’ as escolas literárias e os escritores que a elas se encaixam. Mas e por trás de cada obra, o que se esconde? Quais são as desventuras pessoais e as superações dos autores em questão?

Foi a fim de responder a essas e outras perguntas que Marcel Verrumo escreveu o livro recém-lançado História Bizarra da Literatura Brasileira (Planeta do Brasil, 328 páginas, R$ 41,90, em média). A ideia surgiu, segundo ele, há dois anos, quando a editora lançou a coleção História Bizarra. “Em contato com a editora, pensamos em publicarmos um livro sobre a trajetória de nossos escritores, as curiosidades relacionadas a nossos livros e um lado não contado em sala de aula a respeito das nossas Letras”, explica Verrumo.

Como havia acabado de terminar seu Mestrado na área de Comunicação, estudando interfaces históricas entre jornalismo e literatura, a possibilidade de escrever este livro o animou e muito. “Às vezes, preso a termos técnicos, a escolas literárias e a uma necessidade de preparar alunos para provas de vestibular, o ensino de Literatura fica engessado dentro da sala de aula e uma série de histórias apaixonantes acaba não sendo ensinada”, completa.

Os temas escolhidos, acrescenta, foram eleitos pela representatividade e grau de curiosidade que suas histórias carregam. “Como o da primeira mulher a escrever um livro no Brasil, o escravo negro que ditou a própria biografia para lutar pela liberdade, os autores dos primeiros livros de ficção científica nacionais. O mesmo vale para alguns gêneros sobre os quais escrevo e que quase não aparecem no currículo escolas: cordel, ficção científica, LGBT.”

Entre as curiosidades que ele destaca, está a carta de Pero Vaz de Caminha que, segundo apurou, ele a usou, na verdade, para livrar o genro de um crime cometido contra a Igreja Católica e não apenas para descrever para o rei Dom Manuel I sobre a terra ‘descoberta’.

Um dos escritores que mais o surpreendeu foi Graciliano Ramos que, quando eleito prefeito de Palmeira dos Índios, em Alagoas, lutou contra o clientelismo e nepotismo presente em tantas cidades brasileiras e não titubeou, certa vez, multar o próprio pai. “A luta de Guimarães Rosa e sua esposa, Aracy, para salvar judeus das mãos de Hitler durante a 2ª Guerra Mundial também me encantou”, destaca. Já Rachel de Queiroz, acrescenta, o surpreendeu negativamente por ter apoiado o golpe de 1964. Cada página, como é fácil prever, torna-se uma surpresa.   



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Histórias ‘bizarras’ da literatura brasileira são relatadas em livro

Marcel Verrumo quis mostrar ‘lado não contado em sala de aula’

Miriam Gimenes

16/10/2017 | 07:00


Quando se está em uma sala de aula, o professor ensina aos alunos os principais fatos acerca de determinada matéria. No caso da literatura, em especial, geralmente são ‘dissecadas’ as escolas literárias e os escritores que a elas se encaixam. Mas e por trás de cada obra, o que se esconde? Quais são as desventuras pessoais e as superações dos autores em questão?

Foi a fim de responder a essas e outras perguntas que Marcel Verrumo escreveu o livro recém-lançado História Bizarra da Literatura Brasileira (Planeta do Brasil, 328 páginas, R$ 41,90, em média). A ideia surgiu, segundo ele, há dois anos, quando a editora lançou a coleção História Bizarra. “Em contato com a editora, pensamos em publicarmos um livro sobre a trajetória de nossos escritores, as curiosidades relacionadas a nossos livros e um lado não contado em sala de aula a respeito das nossas Letras”, explica Verrumo.

Como havia acabado de terminar seu Mestrado na área de Comunicação, estudando interfaces históricas entre jornalismo e literatura, a possibilidade de escrever este livro o animou e muito. “Às vezes, preso a termos técnicos, a escolas literárias e a uma necessidade de preparar alunos para provas de vestibular, o ensino de Literatura fica engessado dentro da sala de aula e uma série de histórias apaixonantes acaba não sendo ensinada”, completa.

Os temas escolhidos, acrescenta, foram eleitos pela representatividade e grau de curiosidade que suas histórias carregam. “Como o da primeira mulher a escrever um livro no Brasil, o escravo negro que ditou a própria biografia para lutar pela liberdade, os autores dos primeiros livros de ficção científica nacionais. O mesmo vale para alguns gêneros sobre os quais escrevo e que quase não aparecem no currículo escolas: cordel, ficção científica, LGBT.”

Entre as curiosidades que ele destaca, está a carta de Pero Vaz de Caminha que, segundo apurou, ele a usou, na verdade, para livrar o genro de um crime cometido contra a Igreja Católica e não apenas para descrever para o rei Dom Manuel I sobre a terra ‘descoberta’.

Um dos escritores que mais o surpreendeu foi Graciliano Ramos que, quando eleito prefeito de Palmeira dos Índios, em Alagoas, lutou contra o clientelismo e nepotismo presente em tantas cidades brasileiras e não titubeou, certa vez, multar o próprio pai. “A luta de Guimarães Rosa e sua esposa, Aracy, para salvar judeus das mãos de Hitler durante a 2ª Guerra Mundial também me encantou”, destaca. Já Rachel de Queiroz, acrescenta, o surpreendeu negativamente por ter apoiado o golpe de 1964. Cada página, como é fácil prever, torna-se uma surpresa.   

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