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Dívida da FUABC ameaça alimentação no Nardini

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fornecedora interrompe café de servidores e
alerta para possível desabastecimento aos pacientes


Júnior Carvalho
do Diário do Grande ABC

27/07/2017 | 07:00


Falta de pagamentos por parte da FUABC (Fundação do ABC) ameaça o fornecimento da alimentação dos pacientes do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá. Alegando calote da entidade, a empresa Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda, de Belo Horizonte, Minas Gerais, decidiu interromper a distribuição de café da manhã para funcionários da unidade e alertou para possível desabastecimento nos próximos dias.

Contratada pela FUABC para oferecer toda a nutrição de servidores e enfermos do hospital (café da manhã, almoço e janta), a firma relata que está sem receber desde dezembro. Renato Lessa, funcionário do setor comercial da empresa, afirmou ao Diário que a Fundação deve R$ 2,5 milhões à companhia mineira. “Não estão nos pagando e alegam que só podem cumprir com as obrigações no ano que vem”, justificou.

Servidores do Nardini ouvidos pelo Diário confirmaram que o desjejum dos profissionais está interrompido desde ontem. Comunicado interno formulado pela Cook Empreendimentos, que circulou nos corredores do hospital, explica os motivos da suspensão e avisa que o almoço dos pacientes continuarão sendo servidos “enquanto durarem os estoques”.

Lessa não soube precisar esse prazo, mas servidores do Nardini estimam que o armazenamento dos alimentos dure por cerca de uma semana.

As parcelas em atraso se referem aos repasses de dezembro de 2016 a julho deste ano. A empresa mineira alegou que todas as tentativas de acordo com a FUABC foram frustradas.

Procurada, a Fundação confirmou o débito, mas destacou que a dívida é referente ao exercício passado e responsabilizou o governo do ex-prefeito Donisete Braga (PT). “A FUABC tem cumprido com os valores contratuais acordados com o fornecedor para o exercício 2017. Entre janeiro e junho deste ano já foram pagos R$ 2,2 milhões à empresa. Os valores devidos, acumulados no exercício de 2016 em função da falta de repasses pela antiga gestão da Prefeitura, estão em fase de negociação e somam cerca de R$ 2,5 milhões”, informou a entidade por meio de nota.

A FUABC ignorou os questionamentos sobre o valor total e a vigência do contrato com a Cook Empreendimentos. Ponderou que “adotou medida alternativa provisória para o desjejum” dos servidores, mas não especificou como o imbróglio está sendo superado. “É importante ressaltar que não há qualquer alteração no fornecimento de alimentação para pacientes e acompanhantes”, garantiu a entidade, que também fez referência à reorganização de todos os contratos da entidade.

LISTA DE PROBLEMAS
O Hospital Nardini, que integra o Complexo de Saúde de Mauá, gerido pela FUABC, acumula série de problemas desde o início do ano. Em apenas seis meses, a unidade hospitalar já passou por dois superintendentes. Nos dois casos, dirigentes caíram após divergências com diretores do hospital, em casos que envolviam demissão unilateral de servidores. Atualmente, Vanderley da Silva Paula comanda o hospital. 



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Dívida da FUABC ameaça alimentação no Nardini

Fornecedora interrompe café de servidores e
alerta para possível desabastecimento aos pacientes

Júnior Carvalho
do Diário do Grande ABC

27/07/2017 | 07:00


Falta de pagamentos por parte da FUABC (Fundação do ABC) ameaça o fornecimento da alimentação dos pacientes do Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá. Alegando calote da entidade, a empresa Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda, de Belo Horizonte, Minas Gerais, decidiu interromper a distribuição de café da manhã para funcionários da unidade e alertou para possível desabastecimento nos próximos dias.

Contratada pela FUABC para oferecer toda a nutrição de servidores e enfermos do hospital (café da manhã, almoço e janta), a firma relata que está sem receber desde dezembro. Renato Lessa, funcionário do setor comercial da empresa, afirmou ao Diário que a Fundação deve R$ 2,5 milhões à companhia mineira. “Não estão nos pagando e alegam que só podem cumprir com as obrigações no ano que vem”, justificou.

Servidores do Nardini ouvidos pelo Diário confirmaram que o desjejum dos profissionais está interrompido desde ontem. Comunicado interno formulado pela Cook Empreendimentos, que circulou nos corredores do hospital, explica os motivos da suspensão e avisa que o almoço dos pacientes continuarão sendo servidos “enquanto durarem os estoques”.

Lessa não soube precisar esse prazo, mas servidores do Nardini estimam que o armazenamento dos alimentos dure por cerca de uma semana.

As parcelas em atraso se referem aos repasses de dezembro de 2016 a julho deste ano. A empresa mineira alegou que todas as tentativas de acordo com a FUABC foram frustradas.

Procurada, a Fundação confirmou o débito, mas destacou que a dívida é referente ao exercício passado e responsabilizou o governo do ex-prefeito Donisete Braga (PT). “A FUABC tem cumprido com os valores contratuais acordados com o fornecedor para o exercício 2017. Entre janeiro e junho deste ano já foram pagos R$ 2,2 milhões à empresa. Os valores devidos, acumulados no exercício de 2016 em função da falta de repasses pela antiga gestão da Prefeitura, estão em fase de negociação e somam cerca de R$ 2,5 milhões”, informou a entidade por meio de nota.

A FUABC ignorou os questionamentos sobre o valor total e a vigência do contrato com a Cook Empreendimentos. Ponderou que “adotou medida alternativa provisória para o desjejum” dos servidores, mas não especificou como o imbróglio está sendo superado. “É importante ressaltar que não há qualquer alteração no fornecimento de alimentação para pacientes e acompanhantes”, garantiu a entidade, que também fez referência à reorganização de todos os contratos da entidade.

LISTA DE PROBLEMAS
O Hospital Nardini, que integra o Complexo de Saúde de Mauá, gerido pela FUABC, acumula série de problemas desde o início do ano. Em apenas seis meses, a unidade hospitalar já passou por dois superintendentes. Nos dois casos, dirigentes caíram após divergências com diretores do hospital, em casos que envolviam demissão unilateral de servidores. Atualmente, Vanderley da Silva Paula comanda o hospital. 

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