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'Bullyindo' o trote das universidades

Muitos dirigentes, docentes e discentes do Ensino Superior silenciam...


Dgabc

27/06/2012 | 00:00


Artigo

Muitos dirigentes, docentes e discentes do Ensino Superior silenciam diante da prática do trote. Brincam, dizem que é diversão, recepção ou rito de passagem. Alguns consideram ainda forma de ‘pedagogia', que educa os novos alunos nos costumes da universidade e que contribui na formação de amizades. Entendem que é tradição e que, portanto, merece ser mantida. Na verdade, nenhum aluno precisa submeter-se ao trote e às suas práticas bárbaras que machucam física e psiquicamente. Assim garante o inciso 2 do artigo 5º da Constituição: ‘Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei'. Entretanto, mesmo sem respaldo da lei maior, o trote continua.

Conhecemos o trote pelo conjunto de intimidações, abusos e assimetrias de poder entre estudantes e que não se restringe ao período de recepção. São atos que persistem ao longo do ano e do curso, fazendo imaginar que o bullying - atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente causando dor e angústia - relatado nos ensinos Fundamental e Médio também está presente na universidade. Incomoda escutar depoimentos de estudantes sobre a humilhação durante a recepção. São relatos de histórias bizarras e episódios de violência difíceis de compreender à luz de qualquer marco civilizatório contemporâneo, bem como no âmbito do respeito aos mais elementares direitos humanos. É bom que se diga claramente: todo trote é sempre violento, pois se funda no desrespeito ao outro, na colonização pelas ideias dos grupos que o aplicam.

Os resultados são variados e algumas histórias de sucesso, infelizmente, estão conectadas a tragédias anteriores ou à necessidade de expulsões de alunos que cometeram crimes. Não são muitos os que cometem atos violentos, abusos verbais, físicos e psicológicos. Mas são muitos os que se omitem, num silêncio cúmplice e numa atmosfera de ‘reino do medo'. Não há como traçar linha que separe claramente a diversão da violência. O trote é ousado. Está pronto para capturar vítimas e formar reprodutores. Quer bulir com todos, é também violento e nem todos que ousam bulir com o trote são bem-sucedidos. Essa é a atual realidade universitária, que precisa ser transformada com urgência.

Antonio Ribeiro de Almeida Jr é docente da Esalq-USP. Marco Akerman, Silmara Conchão e Roberta Boaretto são docentes da Faculdade de Medicina do ABC.

PALAVRA DO LEITOR

Ciclovias/ciclofaixas

A iniciativa das prefeituras do Grande ABC ainda é tímida na criação de ciclofaixas e ciclovias, de forma integrada com outros meios de transporte. Países da Europa, como a Holanda, possuem aproximadamente 30 mil quilômetros de ciclovias, e na Dinamarca a bicicleta é o segundo meio de transporte mais utilizado. Por aqui, Sorocaba é referência, utilizando faixas de terrenos de linhas de transmissão da CPFL, Santos e Guarujá possuem frota equivalente à de automóveis, e Mauá criou em 2001, ao lado da estação de trem, bicicletário com 200 bikes, hoje o maior das Américas, atingindo média de 1.700 usuários e é administrado por uma associação de usuários. Exemplos a serem seguidos.

Charles França, São Bernardo

Indiferença

Devastação. Cruel realidade que estamos vivendo! Mais cruel ainda é a indiferença com que tratamos problema dessa gravidade. O futuro dos nossos filhos e netos será de sofrimento indescritível, faltarão comida e água. Sobrará violência. Quando vamos acordar? Quando não houver mais saída? O que estamos fazendo? Nada! Até entendo que os menos esclarecidos não se atentem ao problema. Mas às pessoas cultas, aos esclarecidas, aos meios de comunicação, ao governo, por que tanta indiferença? Será que haverá saída? Neste momento, seca no Pantanal, uma das maiores secas em 100 anos do Rio Negro, enchentes recorrentes, poluição dos rios, como o Tietê, são comuns de Norte a Sul do Brasil. Por que tanta indiferença?

Antônio Carlos Guertas, São Bernardo

Resposta

Em resposta à carta do munícipe Alberto Moreno (Que padrões, dia 21), a Prefeitura de São Bernardo informa que a Rua Leonardo Martins Neto possui, há mais de dez anos, mão única de direção no trecho compreendido entre a Estrada dos Casa e Rua Senador Édison Cavalcante, sendo considerada um eixo de ligação entre o Bairro dos Casa e Alvarenga. Em estudos realizados pelo departamento de engenharia de tráfego, o trecho que hoje apresenta mão única de direção faz com que se tenha melhor fluidez viária. Lembramos ainda que o dispositivo implantado em frente ao Hospital Assunção trata-se de travessia elevada e não de lombada. O objetivo é garantir a segurança e conforto aos pedestres em área onde há grande concentração e muitos veículos.

Prefeitura de São Bernardo

Falas

Chico Buarque, discursando para Dilma durante a campanha, afirmou: ‘É um governo que não fala fino com Washington e não fala grosso com a Bolívia e o Paraguai'. Será mesmo? Brasil anuncia sanções contra o novo governo do Paraguai. E mantém-se à margem dos desmandos dos ditadores da Síria e Irã.

Luiz Nusbaum, Capital

Ficha Limpa

Tenho observado algumas pessoas que seriam candidatas a vereador e a prefeito aqui em Mauá e que do nada dizem que desistiram de suas candidaturas. Fico a me perguntar como poderia alguém fazer trabalho tão grande de pré-candidatura e do nada desistir! Tenho mesmo é a impressão de que tais pessoas caíram na Lei da Ficha Limpa, que é uma das grandes vitórias que o povo teve nesses últimos anos. Quero parabenizar cada pessoa que na época se envolveu em vários abaixo-assinados para que fosse votada favorável. Assim podemos ter esperança de que dias melhores virão.

Rosângela Caris, Mauá

Mordendo canelas

Lula diz que vai ‘morder a canela' dos adversários? Será bom mesmo os adversários se armarem! Olha só o que o desespero faz com pessoas ditas ‘populares'! Sair dos holofotes, ficar fora da mídia todos os dias faz mal, muito mal para a cabeça.

Beatriz Campos, Capital 



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'Bullyindo' o trote das universidades

Muitos dirigentes, docentes e discentes do Ensino Superior silenciam...

Dgabc

27/06/2012 | 00:00


Artigo

Muitos dirigentes, docentes e discentes do Ensino Superior silenciam diante da prática do trote. Brincam, dizem que é diversão, recepção ou rito de passagem. Alguns consideram ainda forma de ‘pedagogia', que educa os novos alunos nos costumes da universidade e que contribui na formação de amizades. Entendem que é tradição e que, portanto, merece ser mantida. Na verdade, nenhum aluno precisa submeter-se ao trote e às suas práticas bárbaras que machucam física e psiquicamente. Assim garante o inciso 2 do artigo 5º da Constituição: ‘Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei'. Entretanto, mesmo sem respaldo da lei maior, o trote continua.

Conhecemos o trote pelo conjunto de intimidações, abusos e assimetrias de poder entre estudantes e que não se restringe ao período de recepção. São atos que persistem ao longo do ano e do curso, fazendo imaginar que o bullying - atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente causando dor e angústia - relatado nos ensinos Fundamental e Médio também está presente na universidade. Incomoda escutar depoimentos de estudantes sobre a humilhação durante a recepção. São relatos de histórias bizarras e episódios de violência difíceis de compreender à luz de qualquer marco civilizatório contemporâneo, bem como no âmbito do respeito aos mais elementares direitos humanos. É bom que se diga claramente: todo trote é sempre violento, pois se funda no desrespeito ao outro, na colonização pelas ideias dos grupos que o aplicam.

Os resultados são variados e algumas histórias de sucesso, infelizmente, estão conectadas a tragédias anteriores ou à necessidade de expulsões de alunos que cometeram crimes. Não são muitos os que cometem atos violentos, abusos verbais, físicos e psicológicos. Mas são muitos os que se omitem, num silêncio cúmplice e numa atmosfera de ‘reino do medo'. Não há como traçar linha que separe claramente a diversão da violência. O trote é ousado. Está pronto para capturar vítimas e formar reprodutores. Quer bulir com todos, é também violento e nem todos que ousam bulir com o trote são bem-sucedidos. Essa é a atual realidade universitária, que precisa ser transformada com urgência.

Antonio Ribeiro de Almeida Jr é docente da Esalq-USP. Marco Akerman, Silmara Conchão e Roberta Boaretto são docentes da Faculdade de Medicina do ABC.

PALAVRA DO LEITOR

Ciclovias/ciclofaixas

A iniciativa das prefeituras do Grande ABC ainda é tímida na criação de ciclofaixas e ciclovias, de forma integrada com outros meios de transporte. Países da Europa, como a Holanda, possuem aproximadamente 30 mil quilômetros de ciclovias, e na Dinamarca a bicicleta é o segundo meio de transporte mais utilizado. Por aqui, Sorocaba é referência, utilizando faixas de terrenos de linhas de transmissão da CPFL, Santos e Guarujá possuem frota equivalente à de automóveis, e Mauá criou em 2001, ao lado da estação de trem, bicicletário com 200 bikes, hoje o maior das Américas, atingindo média de 1.700 usuários e é administrado por uma associação de usuários. Exemplos a serem seguidos.

Charles França, São Bernardo

Indiferença

Devastação. Cruel realidade que estamos vivendo! Mais cruel ainda é a indiferença com que tratamos problema dessa gravidade. O futuro dos nossos filhos e netos será de sofrimento indescritível, faltarão comida e água. Sobrará violência. Quando vamos acordar? Quando não houver mais saída? O que estamos fazendo? Nada! Até entendo que os menos esclarecidos não se atentem ao problema. Mas às pessoas cultas, aos esclarecidas, aos meios de comunicação, ao governo, por que tanta indiferença? Será que haverá saída? Neste momento, seca no Pantanal, uma das maiores secas em 100 anos do Rio Negro, enchentes recorrentes, poluição dos rios, como o Tietê, são comuns de Norte a Sul do Brasil. Por que tanta indiferença?

Antônio Carlos Guertas, São Bernardo

Resposta

Em resposta à carta do munícipe Alberto Moreno (Que padrões, dia 21), a Prefeitura de São Bernardo informa que a Rua Leonardo Martins Neto possui, há mais de dez anos, mão única de direção no trecho compreendido entre a Estrada dos Casa e Rua Senador Édison Cavalcante, sendo considerada um eixo de ligação entre o Bairro dos Casa e Alvarenga. Em estudos realizados pelo departamento de engenharia de tráfego, o trecho que hoje apresenta mão única de direção faz com que se tenha melhor fluidez viária. Lembramos ainda que o dispositivo implantado em frente ao Hospital Assunção trata-se de travessia elevada e não de lombada. O objetivo é garantir a segurança e conforto aos pedestres em área onde há grande concentração e muitos veículos.

Prefeitura de São Bernardo

Falas

Chico Buarque, discursando para Dilma durante a campanha, afirmou: ‘É um governo que não fala fino com Washington e não fala grosso com a Bolívia e o Paraguai'. Será mesmo? Brasil anuncia sanções contra o novo governo do Paraguai. E mantém-se à margem dos desmandos dos ditadores da Síria e Irã.

Luiz Nusbaum, Capital

Ficha Limpa

Tenho observado algumas pessoas que seriam candidatas a vereador e a prefeito aqui em Mauá e que do nada dizem que desistiram de suas candidaturas. Fico a me perguntar como poderia alguém fazer trabalho tão grande de pré-candidatura e do nada desistir! Tenho mesmo é a impressão de que tais pessoas caíram na Lei da Ficha Limpa, que é uma das grandes vitórias que o povo teve nesses últimos anos. Quero parabenizar cada pessoa que na época se envolveu em vários abaixo-assinados para que fosse votada favorável. Assim podemos ter esperança de que dias melhores virão.

Rosângela Caris, Mauá

Mordendo canelas

Lula diz que vai ‘morder a canela' dos adversários? Será bom mesmo os adversários se armarem! Olha só o que o desespero faz com pessoas ditas ‘populares'! Sair dos holofotes, ficar fora da mídia todos os dias faz mal, muito mal para a cabeça.

Beatriz Campos, Capital 

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