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Ramon fala em deixar o PT e dispara contra Claudinho

Banco de Dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

01/07/2017 | 07:00


O ex-prefeito de Rio Grande da Serra Ramon Velásquez afirmou que estuda sair do PT depois de 23 anos. A principal razão, na visão dele, foi ter sido deixado de lado nos processos de decisão da sigla no município nos últimos anos.

“O PT não teve coragem de defender o legado da nossa administração em Rio Grande. Pegamos o município em um momento de grande dificuldade, com poucos repasses federais e deixamos a Prefeitura em uma condição governável para o (Adler) Kiko (Kiko Teixeira, PSB, atualmente prefeito de Ribeirão Pires)”, atacou.

Ramon também dirigiu críticas ao comando da sigla em Rio Grande. “Não tenho nada contra o Claudinho (da Geladeira, ex-prefeiturável em 2012 e 2016), mas temos uma liderança fraca e acéfala, que precisa dialogar para dentro e para fora do PT. A proposta de só criticar a figura do atual prefeito (Gabriel Maranhão, PSDB), insistindo em algumas questões que não apontam para lugar algum, é errada”, prosseguiu o político.

Ainda na visão do ex-chefe do Executivo, o partido necessita de projetos para o futuro. “Estamos numa conjuntura extremamente difícil e complexa, que exige grandeza e autocrítica para que a sociedade nos dê crédito. Não existe nenhum sinal de pensamento para o futuro da cidade e é por isso que estou tomando esta decisão”, concluiu.

Sobre o futuro do município, o ex-prefeito acredita que aposta deve ser no desenvolvimento econômico. “A cidade precisa melhorar o meio ambiente, cultura, dialogar com outros prefeitos da região e buscar ainda recursos nos governos estadual e federal.”

Já a respeito do atual prefeito, Gabriel Maranhão, Ramon avalia o governo como estagnado. “Isso também se deve à oposição, que é fraca. Se defendermos que o que se fez com a ex-presidente Dilma (Rousseff, PT) foi golpe, o que iria se fazer com ele seria golpe também. Seria desrespeitar a vontade do povo”, pontuou ao referir-se ao possível impeachment contra o tucano, rejeitado na semana passada.

Ramon deixou em aberto o partido ao qual deve filiar-se, mas revelou simpatia com o projeto do PCdoB. “Tenho grandes amigos lá e estou conversando com lideranças. Sair candidato em 2018 é uma possibilidade, já que tenho vínculos com os evangélicos e possuo experiências em outras regiões de São Paulo”, defendeu.

HISTÓRICO
Filiado ao PT desde 1984, Ramon fez parte do primeiro diretório municipal da legenda, da qual foi presidente e também integrou o diretório estadual.

Em 1996, o político foi eleito vereador com 275 votos e em 2000 assumiu a Prefeitura após um imbróglio jurídico, no qual o comando municipal foi trocado sucessivas vezes, após o falecimento de Cido Franco (PTB), em 1997 e do assassinato de José Carlos Arruda, o Carlão (PRP), no ano seguinte.

Ramon conseguiria a reeleição, com 47,57% dos votos, ao vencer Valmir Ferreira (PPS) e ficou no cargo até 2004.

Na sequência, o ex-prefeito trabalhou como secretário executivo do Conisud (Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo) e em 2007 foi titular da Amat (Associação dos Municípios do Alto Tietê), além de ter atuado na prefeitura de Suzano, na gestão de Marcelo Candido (ex-PT).

O político ocupou também a presidência do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC no ano de 2001. 



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Ramon fala em deixar o PT e dispara contra Claudinho

Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

01/07/2017 | 07:00


O ex-prefeito de Rio Grande da Serra Ramon Velásquez afirmou que estuda sair do PT depois de 23 anos. A principal razão, na visão dele, foi ter sido deixado de lado nos processos de decisão da sigla no município nos últimos anos.

“O PT não teve coragem de defender o legado da nossa administração em Rio Grande. Pegamos o município em um momento de grande dificuldade, com poucos repasses federais e deixamos a Prefeitura em uma condição governável para o (Adler) Kiko (Kiko Teixeira, PSB, atualmente prefeito de Ribeirão Pires)”, atacou.

Ramon também dirigiu críticas ao comando da sigla em Rio Grande. “Não tenho nada contra o Claudinho (da Geladeira, ex-prefeiturável em 2012 e 2016), mas temos uma liderança fraca e acéfala, que precisa dialogar para dentro e para fora do PT. A proposta de só criticar a figura do atual prefeito (Gabriel Maranhão, PSDB), insistindo em algumas questões que não apontam para lugar algum, é errada”, prosseguiu o político.

Ainda na visão do ex-chefe do Executivo, o partido necessita de projetos para o futuro. “Estamos numa conjuntura extremamente difícil e complexa, que exige grandeza e autocrítica para que a sociedade nos dê crédito. Não existe nenhum sinal de pensamento para o futuro da cidade e é por isso que estou tomando esta decisão”, concluiu.

Sobre o futuro do município, o ex-prefeito acredita que aposta deve ser no desenvolvimento econômico. “A cidade precisa melhorar o meio ambiente, cultura, dialogar com outros prefeitos da região e buscar ainda recursos nos governos estadual e federal.”

Já a respeito do atual prefeito, Gabriel Maranhão, Ramon avalia o governo como estagnado. “Isso também se deve à oposição, que é fraca. Se defendermos que o que se fez com a ex-presidente Dilma (Rousseff, PT) foi golpe, o que iria se fazer com ele seria golpe também. Seria desrespeitar a vontade do povo”, pontuou ao referir-se ao possível impeachment contra o tucano, rejeitado na semana passada.

Ramon deixou em aberto o partido ao qual deve filiar-se, mas revelou simpatia com o projeto do PCdoB. “Tenho grandes amigos lá e estou conversando com lideranças. Sair candidato em 2018 é uma possibilidade, já que tenho vínculos com os evangélicos e possuo experiências em outras regiões de São Paulo”, defendeu.

HISTÓRICO
Filiado ao PT desde 1984, Ramon fez parte do primeiro diretório municipal da legenda, da qual foi presidente e também integrou o diretório estadual.

Em 1996, o político foi eleito vereador com 275 votos e em 2000 assumiu a Prefeitura após um imbróglio jurídico, no qual o comando municipal foi trocado sucessivas vezes, após o falecimento de Cido Franco (PTB), em 1997 e do assassinato de José Carlos Arruda, o Carlão (PRP), no ano seguinte.

Ramon conseguiria a reeleição, com 47,57% dos votos, ao vencer Valmir Ferreira (PPS) e ficou no cargo até 2004.

Na sequência, o ex-prefeito trabalhou como secretário executivo do Conisud (Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo) e em 2007 foi titular da Amat (Associação dos Municípios do Alto Tietê), além de ter atuado na prefeitura de Suzano, na gestão de Marcelo Candido (ex-PT).

O político ocupou também a presidência do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC no ano de 2001. 

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