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Médico do NIH dos EUA vende tecido humano à Pfizer


Da AFP

14/06/2006 | 18:59


Um pesquisador do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos enviou, sem informar a seus superiores, milhares de amostras de tecido humano ao grupo farmacêutico Pfizer, que o remunerou, afirmou um relatório do Congresso americano.

Segundo a investigação, o médico Trey Sunderland, responsável pela divisão de Psiquiatria Geriátrica do NIH (National Institute of Health), enviou à Pfizer 3.200 lâminas de fluido raquidiano e 388 vasilhas de plasma, extraídos de doentes para uma pesquisa sobre a doença de Alzheimer.

Sunderland recebeu 285.000 dólares do laboratório farmacêutico americano pelas amostras, segundo este documento publicado na noite de terça-feira no site da comissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes.

No total, entre 1998 e 2004, Sunderland recebeu mais de 600.000 dólares da Pfizer, como assessor e como conferencista, sem autorização prévia de seus superiores do NIH ou uma declaração financeira às autoridades federais, afirmam os pesquisadores da comissão parlamentar.

Os pesquisadores consideram que estas 3.500 amostras são "inestimáveis" pois mostram a progressão da doença de Alzheimer nas mesmas pessoas durante vários anos.

Segundo a comissão parlamentar, a coleta destas amostras em 538 pessoas custou cerca de 6,4 milhões de dólares aos contribuintes americanos.

Destaca também que o escritório do NIH encarregado de controlar a gestão do Instituto já havia descoberto que Sunderland violara as normas éticas de uma pesquisa, assim como a lei e as normas federais. Mas o cientista não foi submetido a medidas disciplinares, afirmam os investigadores da Câmara de Representantes. Um porta-voz do NIH, John Burklow, assegurou que o instituto não estava ciente "destes acordos particulares" entre Sunderland e a Pfizer.

"É importante levar em conta que, se o NIH tivesse sabido dos acordos, estes não teriam sido aprovados", declarou num comunicado publicado no site web do NIH.



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Médico do NIH dos EUA vende tecido humano à Pfizer

Da AFP

14/06/2006 | 18:59


Um pesquisador do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos enviou, sem informar a seus superiores, milhares de amostras de tecido humano ao grupo farmacêutico Pfizer, que o remunerou, afirmou um relatório do Congresso americano.

Segundo a investigação, o médico Trey Sunderland, responsável pela divisão de Psiquiatria Geriátrica do NIH (National Institute of Health), enviou à Pfizer 3.200 lâminas de fluido raquidiano e 388 vasilhas de plasma, extraídos de doentes para uma pesquisa sobre a doença de Alzheimer.

Sunderland recebeu 285.000 dólares do laboratório farmacêutico americano pelas amostras, segundo este documento publicado na noite de terça-feira no site da comissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes.

No total, entre 1998 e 2004, Sunderland recebeu mais de 600.000 dólares da Pfizer, como assessor e como conferencista, sem autorização prévia de seus superiores do NIH ou uma declaração financeira às autoridades federais, afirmam os pesquisadores da comissão parlamentar.

Os pesquisadores consideram que estas 3.500 amostras são "inestimáveis" pois mostram a progressão da doença de Alzheimer nas mesmas pessoas durante vários anos.

Segundo a comissão parlamentar, a coleta destas amostras em 538 pessoas custou cerca de 6,4 milhões de dólares aos contribuintes americanos.

Destaca também que o escritório do NIH encarregado de controlar a gestão do Instituto já havia descoberto que Sunderland violara as normas éticas de uma pesquisa, assim como a lei e as normas federais. Mas o cientista não foi submetido a medidas disciplinares, afirmam os investigadores da Câmara de Representantes. Um porta-voz do NIH, John Burklow, assegurou que o instituto não estava ciente "destes acordos particulares" entre Sunderland e a Pfizer.

"É importante levar em conta que, se o NIH tivesse sabido dos acordos, estes não teriam sido aprovados", declarou num comunicado publicado no site web do NIH.

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