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Cientistas italianos criam vidro feito de C02


Da AFP

14/06/2006 | 17:34


Cientistas italianos descobriram que o dióxido de carbono pode gerar vidro, segundo artigo que será publicado na edição desta quinta-feira da revista científica britânica Nature.

Submetido a pressões extremamente altas de até um milhão de atmosferas, os cientistas descobriram que as moléculas de dióxido de carbono (CO2) formam um sólido cristalino vítreo.

O carbono pertence ao mesmo grupo químico do silicone e do germânio, um semicondutor usado na fabricação de transistores.

Estes dois elementos combinam com o oxigênio para criar o vidro: um é o dióxido de silicone, que é usado em janelas, garrafas e outros vidros presentes no nosso cotidiano, e o outro, o dióxido de germânio, que acrescentado à sílica gera as fibras usadas na comunicação ótica.

No entanto, o carbono é o elemento inesperado, porque combinado com o oxigênio produz o venenoso gás carbônico ou dióxido de carbono. Quando congelado e comprimido, o CO2 também forma o "gelo seco", tipo de fumaça cenográfica usada em shows.

O novo material foi batizado de "carbonia amorfa" ou a-CO2.

Até agora, a a-CO2 é apenas uma curiosidade porque não pode ser testada ou usada fora da câmara de pressão. O CO2, que nestas condições extraordinárias assume uma estrutura "amorfa", tornando-se vidro, reverte-se para moléculas ordenadas de CO2 sob descompressão.

O primeiro desafio será desenvolver uma forma de a-CO2 que possa resistir a temperaturas internas.

"Minerais com base em carbono e vidros poderiam gerar materiais tecnológicos úteis, se pudermos recuperá-los em condições ambiente", disse Paul McMillan, químico da Universidade College de Londres.

A descoberta do a-CO2 levanta questões intrigantes sobre os grandes planetas gasosos fora do Sistema Solar.

Em teoria, as enormes pressões de Júpiter, Saturno e outros gigantes gasosos podem tornar o interior destes planetas em "a-carbonia" dura e densa.

A autoria do artigo foi liderada por Federico Gorelli e Mario Santoro, do Laboratório Europeu para Espectroscopia Não-linear (LENS), sediado em Florença, Itália.



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Cientistas italianos criam vidro feito de C02

Da AFP

14/06/2006 | 17:34


Cientistas italianos descobriram que o dióxido de carbono pode gerar vidro, segundo artigo que será publicado na edição desta quinta-feira da revista científica britânica Nature.

Submetido a pressões extremamente altas de até um milhão de atmosferas, os cientistas descobriram que as moléculas de dióxido de carbono (CO2) formam um sólido cristalino vítreo.

O carbono pertence ao mesmo grupo químico do silicone e do germânio, um semicondutor usado na fabricação de transistores.

Estes dois elementos combinam com o oxigênio para criar o vidro: um é o dióxido de silicone, que é usado em janelas, garrafas e outros vidros presentes no nosso cotidiano, e o outro, o dióxido de germânio, que acrescentado à sílica gera as fibras usadas na comunicação ótica.

No entanto, o carbono é o elemento inesperado, porque combinado com o oxigênio produz o venenoso gás carbônico ou dióxido de carbono. Quando congelado e comprimido, o CO2 também forma o "gelo seco", tipo de fumaça cenográfica usada em shows.

O novo material foi batizado de "carbonia amorfa" ou a-CO2.

Até agora, a a-CO2 é apenas uma curiosidade porque não pode ser testada ou usada fora da câmara de pressão. O CO2, que nestas condições extraordinárias assume uma estrutura "amorfa", tornando-se vidro, reverte-se para moléculas ordenadas de CO2 sob descompressão.

O primeiro desafio será desenvolver uma forma de a-CO2 que possa resistir a temperaturas internas.

"Minerais com base em carbono e vidros poderiam gerar materiais tecnológicos úteis, se pudermos recuperá-los em condições ambiente", disse Paul McMillan, químico da Universidade College de Londres.

A descoberta do a-CO2 levanta questões intrigantes sobre os grandes planetas gasosos fora do Sistema Solar.

Em teoria, as enormes pressões de Júpiter, Saturno e outros gigantes gasosos podem tornar o interior destes planetas em "a-carbonia" dura e densa.

A autoria do artigo foi liderada por Federico Gorelli e Mario Santoro, do Laboratório Europeu para Espectroscopia Não-linear (LENS), sediado em Florença, Itália.

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