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UFABC muda vestibular e adota reforço para diminuir evasão de alunos


Illenia Negrin
Sucursal Diadema

27/05/2007 | 07:01


De cada dez calouros que ingressaram na UFABC (Universidade Federal do ABC), dois abandonaram as aulas. O alto índice de evasão no primeiro ano de funcionamento preocupa estudantes e reitoria. A instituição já coloca em prática medidas para diminuir a desistência dos alunos e adotará mudanças para o próximo vestibular.

O principal motivo da evasão, de acordo com estudantes da UFABC, é que muitos tiveram dificuldades em acompanhar as disciplinas e acumulavam desempenhos ruins nas avaliações.

Mesmo com a ajuda dos professores, esses alunos não teriam conseguido superar as deficiências carregadas do ensino médio.

“O ritmo é puxado. O grau de exigência é altíssimo. Muita gente veio despreparada, mas acabou passando no vestibular. O esvaziamento das salas é nítido, principalmente no período noturno”, afirma Rodrigo Martins Santiago da Silva, 22 anos, representante discente do Conselho Universitário.

Rodrigo está no terceiro trimestre do curso de Ciência e Tecnologia e integra a primeira turma da UFABC, que iniciou as aulas em setembro. Eram 500. Hoje, de acordo com a universidade, são 417. O segundo grupo, com mais 500 estudantes, começou o ano letivo em janeiro e hoje conta com 377 . Os outros 500 alunos ingressaram em maio.

“Se o processo seletivo não é tão difícil, os critérios de jubilamento se tornam um funil acadêmico natural”, diz Rodrigo. Pelo sistema de avaliação da UFABC, um aluno que não atingir média de rendimento nos três trimestres pode ser jubilado – uma espécie de cancelamento compulsório da matrícula.

O vestibular deste ano será diferente. A segunda etapa será dissertativa, com questões interdisciplinares de Matemática, Química, Física e Biologia, além da Redação.

A pró-reitora de graduação, Itana Stiubiener, diz que a prova escrita vai detectar melhor as habilidades dos candidatos e sinalizar as deficiências. O padrão de exigência não sofrerá alteração.

Oficialmente, os próximos aprovados na UFABC só começam as aulas em fevereiro. Mas a partir de outubro, poderão participar voluntariamente de aulas de reforço. “Não é nosso papel suprir a defasagem do ensino médio. Mas é um modo de os estudantes iniciarem o curso mais seguros.”

Itana considera “alto” o índice de 20% de evasão, mas não “exorbitante”, se comparado a de outras universidades públicas. “Infelizmente, o abandono é um problema nacional. Nossa meta é chegar a zero.”

Outro representante do Conselho Universitário, o estudante Gabriel Kaffka, 19 anos, tem a mesma opinião. “Somos uma instituição nova, com um projeto pedagógico inovador. Teve gente que caiu de pára-quedas na UFABC, sem conhecer a proposta dos três anos básicos de Ciência e Tecnologia.”

Hoje, 100 estudantes ganham bolsa de monitoria acadêmica para auxiliar os colegas nos estudos; outros 80 são bolsistas de iniciação científica e mais 80 recebem auxílio econômico. O valor do benefício é de R$ 300. “São ferramentas que contêm a evasão”, avalia a pró-reitora.



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UFABC muda vestibular e adota reforço para diminuir evasão de alunos

Illenia Negrin
Sucursal Diadema

27/05/2007 | 07:01


De cada dez calouros que ingressaram na UFABC (Universidade Federal do ABC), dois abandonaram as aulas. O alto índice de evasão no primeiro ano de funcionamento preocupa estudantes e reitoria. A instituição já coloca em prática medidas para diminuir a desistência dos alunos e adotará mudanças para o próximo vestibular.

O principal motivo da evasão, de acordo com estudantes da UFABC, é que muitos tiveram dificuldades em acompanhar as disciplinas e acumulavam desempenhos ruins nas avaliações.

Mesmo com a ajuda dos professores, esses alunos não teriam conseguido superar as deficiências carregadas do ensino médio.

“O ritmo é puxado. O grau de exigência é altíssimo. Muita gente veio despreparada, mas acabou passando no vestibular. O esvaziamento das salas é nítido, principalmente no período noturno”, afirma Rodrigo Martins Santiago da Silva, 22 anos, representante discente do Conselho Universitário.

Rodrigo está no terceiro trimestre do curso de Ciência e Tecnologia e integra a primeira turma da UFABC, que iniciou as aulas em setembro. Eram 500. Hoje, de acordo com a universidade, são 417. O segundo grupo, com mais 500 estudantes, começou o ano letivo em janeiro e hoje conta com 377 . Os outros 500 alunos ingressaram em maio.

“Se o processo seletivo não é tão difícil, os critérios de jubilamento se tornam um funil acadêmico natural”, diz Rodrigo. Pelo sistema de avaliação da UFABC, um aluno que não atingir média de rendimento nos três trimestres pode ser jubilado – uma espécie de cancelamento compulsório da matrícula.

O vestibular deste ano será diferente. A segunda etapa será dissertativa, com questões interdisciplinares de Matemática, Química, Física e Biologia, além da Redação.

A pró-reitora de graduação, Itana Stiubiener, diz que a prova escrita vai detectar melhor as habilidades dos candidatos e sinalizar as deficiências. O padrão de exigência não sofrerá alteração.

Oficialmente, os próximos aprovados na UFABC só começam as aulas em fevereiro. Mas a partir de outubro, poderão participar voluntariamente de aulas de reforço. “Não é nosso papel suprir a defasagem do ensino médio. Mas é um modo de os estudantes iniciarem o curso mais seguros.”

Itana considera “alto” o índice de 20% de evasão, mas não “exorbitante”, se comparado a de outras universidades públicas. “Infelizmente, o abandono é um problema nacional. Nossa meta é chegar a zero.”

Outro representante do Conselho Universitário, o estudante Gabriel Kaffka, 19 anos, tem a mesma opinião. “Somos uma instituição nova, com um projeto pedagógico inovador. Teve gente que caiu de pára-quedas na UFABC, sem conhecer a proposta dos três anos básicos de Ciência e Tecnologia.”

Hoje, 100 estudantes ganham bolsa de monitoria acadêmica para auxiliar os colegas nos estudos; outros 80 são bolsistas de iniciação científica e mais 80 recebem auxílio econômico. O valor do benefício é de R$ 300. “São ferramentas que contêm a evasão”, avalia a pró-reitora.

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