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Esteira de minério liga região a Cubatão


Leda Rosa
Do Diário do Grande ABC

27/05/2007 | 07:05


Os técnicos da MRS Logística – concessionária responsável pelo transporte de carga nas ferrovias do Grande ABC – estão com a cabeça em 2010. Neste ano, mantido o ritmo atual das aprovações governamentais, deve entrar em funcionamento a esteira de minérios, sistema de 18 quilômetros que custará R$ 200 milhões e ligará o pátio de Campo Grande, em Santo André, no Grande ABC, ao terminal da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), em Cubatão.

O TCLD (Transportador de Correia de Longa Distância), nome técnico da correia, é uma obra fundamental para a MRS – controlada por grandes siderúrgicas como Usiminas, CSN, Gerdau e Vale do Rio Doce e operadora dos trens de carga de toda a região Sudeste do País até 2026 – e para a região, porque desata um nó logístico na malha ferroviária de acesso ao Porto de Santos.

“A questão era o custo do transporte do minério de ferro, que tem baixo valor agregado e não era viável pelo sistema de cremalheira, que tem um valor muito alto, pois só podem descer a serra poucos vagões de cada vez”, diz Júlio Fontana Neto, presidente da MRS, referindo-se ao sistema ferroviário atual, no qual as locomotivas engatam uma roda dentada num terceiro trilho, para garantir a segurança na descida acentuada. Trata-se de um sistema de alto custo, moroso e que não dá vazão a demanda.

A esteira surgiu como uma solução para equacionar as despesas. O projeto prevê a recuperação e utilização do leito da Estrada de Ferro SP Railway, construída com o melhor da tecnologia inglesa disponível no século XIX e materializada no exclusivo sistema funicular, que acionava os trens através de cabos de aço e que funcionou de 1901 até 1974.

O aproveitamento do leito, além de baratear custos, prevê a recuperação de áreas degradadas da antiga SP Railway, como o uso das vias de manutenção para visitas monitoradas. “Não vamos derrubar nenhuma árvore para a esteira. Não haverá agressão ambiental. A MRS está preocupada tanto com o desenvolvimento da economia quanto com a preservação ambiental e do patrimônio histórico. Queremos aumentar o fluxo de cargas na região, mas com responsabilidade”, diz Fontana Neto.

A capacidade atual da cremalheira é de 8 milhões de toneladas por mês, dos quais 77% (5 milhões de toneladas) são de minério de ferro. Com a liberação da ferrovia, a MRS poderá ocupar os vagões com contêineres e granéis, como fertilizantes, britas e calcário.

O TCLD poderá transportar até 1.650 toneladas por hora de minério, contra as 500 toneladas levadas atualmente pela cremalheira.

A abertura de novas alternativas de transporte para o Porto de Santos tem função estratégica dentro dos planos do governo federal de incentivo ao crescimento, capitaneados pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “A correia contribuirá para melhorar o saldo da balança comercial e a redução do Custo Brasil.”

O funcionamento da esteira ainda vai se refletir na diminuição do fluxo de caminhões que transportam cerca de 1,5 milhão de tonelada de minério de ferro por mês pelas estradas. Com a mudança, diariamente, devem sair das rodovias Anchieta e Piaçagüera-Guarujá aproximadamente 200 veículos de carga.



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Esteira de minério liga região a Cubatão

Leda Rosa
Do Diário do Grande ABC

27/05/2007 | 07:05


Os técnicos da MRS Logística – concessionária responsável pelo transporte de carga nas ferrovias do Grande ABC – estão com a cabeça em 2010. Neste ano, mantido o ritmo atual das aprovações governamentais, deve entrar em funcionamento a esteira de minérios, sistema de 18 quilômetros que custará R$ 200 milhões e ligará o pátio de Campo Grande, em Santo André, no Grande ABC, ao terminal da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), em Cubatão.

O TCLD (Transportador de Correia de Longa Distância), nome técnico da correia, é uma obra fundamental para a MRS – controlada por grandes siderúrgicas como Usiminas, CSN, Gerdau e Vale do Rio Doce e operadora dos trens de carga de toda a região Sudeste do País até 2026 – e para a região, porque desata um nó logístico na malha ferroviária de acesso ao Porto de Santos.

“A questão era o custo do transporte do minério de ferro, que tem baixo valor agregado e não era viável pelo sistema de cremalheira, que tem um valor muito alto, pois só podem descer a serra poucos vagões de cada vez”, diz Júlio Fontana Neto, presidente da MRS, referindo-se ao sistema ferroviário atual, no qual as locomotivas engatam uma roda dentada num terceiro trilho, para garantir a segurança na descida acentuada. Trata-se de um sistema de alto custo, moroso e que não dá vazão a demanda.

A esteira surgiu como uma solução para equacionar as despesas. O projeto prevê a recuperação e utilização do leito da Estrada de Ferro SP Railway, construída com o melhor da tecnologia inglesa disponível no século XIX e materializada no exclusivo sistema funicular, que acionava os trens através de cabos de aço e que funcionou de 1901 até 1974.

O aproveitamento do leito, além de baratear custos, prevê a recuperação de áreas degradadas da antiga SP Railway, como o uso das vias de manutenção para visitas monitoradas. “Não vamos derrubar nenhuma árvore para a esteira. Não haverá agressão ambiental. A MRS está preocupada tanto com o desenvolvimento da economia quanto com a preservação ambiental e do patrimônio histórico. Queremos aumentar o fluxo de cargas na região, mas com responsabilidade”, diz Fontana Neto.

A capacidade atual da cremalheira é de 8 milhões de toneladas por mês, dos quais 77% (5 milhões de toneladas) são de minério de ferro. Com a liberação da ferrovia, a MRS poderá ocupar os vagões com contêineres e granéis, como fertilizantes, britas e calcário.

O TCLD poderá transportar até 1.650 toneladas por hora de minério, contra as 500 toneladas levadas atualmente pela cremalheira.

A abertura de novas alternativas de transporte para o Porto de Santos tem função estratégica dentro dos planos do governo federal de incentivo ao crescimento, capitaneados pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “A correia contribuirá para melhorar o saldo da balança comercial e a redução do Custo Brasil.”

O funcionamento da esteira ainda vai se refletir na diminuição do fluxo de caminhões que transportam cerca de 1,5 milhão de tonelada de minério de ferro por mês pelas estradas. Com a mudança, diariamente, devem sair das rodovias Anchieta e Piaçagüera-Guarujá aproximadamente 200 veículos de carga.

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