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Vida no claustro é tema de doutorado


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

27/05/2001 | 18:51


O modo de vida das monjas, que abandonam todas as regalias do mundo moderno para se dedicar exclusivamente à fé cristã, é algo que sempre fascinou o psicólogo Ario Borges Nunes Junior, de Santo André. Decidido a conhecer de perto esse universo, ele elaborou uma tese de doutorado intitulada Do Recato da Clausura ao Turbilhão do Êxtase.

O objetivo de Junior foi descobrir o porquê dessa opção de vida. Para isso, visitou oito ordens religiosas, das quais seis em São Paulo, uma no nordeste e outra no sul do país. Em cada uma, entrevistou uma monja, utilizando a técnica de história de vida.

“O que mais ficou marcado para elas foi o momento em que descobriram sua verdadeira vocação. Hoje, o discurso delas é pleno, e têm uma tônica bastante amorosa”, afirma Junior.

Os fenômenos religiosos também foram focalizados. “Elas dizem sentir a presença de Deus. Há casos de visões e vozes interiores nos relatos”, diz. Segundo o psicólogo, uma delas afirmou ter passado fenômeno da estigmatização, que reproduz no corpo as chagas de Cristo.

O estudo também traçou um paralelo entre a vida dessas mulheres e de santas da idade Média e do período barroco. “É um modo de vida muito semelhante”, afirma. “Em alguns locais, têm-se a impressão de que ainda estamos no século 16”.

A tese, defendida no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), ainda não tem data para ser publicada. A orientação do trabalho foi feita por João Augusto Frayze-Pereira.



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Vida no claustro é tema de doutorado

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

27/05/2001 | 18:51


O modo de vida das monjas, que abandonam todas as regalias do mundo moderno para se dedicar exclusivamente à fé cristã, é algo que sempre fascinou o psicólogo Ario Borges Nunes Junior, de Santo André. Decidido a conhecer de perto esse universo, ele elaborou uma tese de doutorado intitulada Do Recato da Clausura ao Turbilhão do Êxtase.

O objetivo de Junior foi descobrir o porquê dessa opção de vida. Para isso, visitou oito ordens religiosas, das quais seis em São Paulo, uma no nordeste e outra no sul do país. Em cada uma, entrevistou uma monja, utilizando a técnica de história de vida.

“O que mais ficou marcado para elas foi o momento em que descobriram sua verdadeira vocação. Hoje, o discurso delas é pleno, e têm uma tônica bastante amorosa”, afirma Junior.

Os fenômenos religiosos também foram focalizados. “Elas dizem sentir a presença de Deus. Há casos de visões e vozes interiores nos relatos”, diz. Segundo o psicólogo, uma delas afirmou ter passado fenômeno da estigmatização, que reproduz no corpo as chagas de Cristo.

O estudo também traçou um paralelo entre a vida dessas mulheres e de santas da idade Média e do período barroco. “É um modo de vida muito semelhante”, afirma. “Em alguns locais, têm-se a impressão de que ainda estamos no século 16”.

A tese, defendida no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), ainda não tem data para ser publicada. A orientação do trabalho foi feita por João Augusto Frayze-Pereira.

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