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Votação de projeto de shopping é adiada de novo

Anderson Silva/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Líder de governo na Câmara de Ribeirão pediu que decisão sobre terreno da Fábrica de Sal seja na próxima semana


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

15/03/2016 | 07:00


A votação do projeto de lei que prevê a construção de shopping no terreno da antiga Fábrica de Sal, em Ribeirão Pires, foi adiada novamente pela Câmara. Apesar de estar na ordem do dia, o vereador e líder de governo, Hércules Giarola (PR), pediu que o texto fosse votado na próxima semana.

“Até quarta-feira será tomada uma decisão para saber se o projeto vai ser votado assim ou se terá alguma emenda. Vamos conversar com o jurídico e o Executivo. Porém, o projeto está bem calçado e nenhuma intervenção será feita no patrimônio histórico, até mesmo por conta do estudo que está sendo realizado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico)”, afirmou o vereador.

Além desse motivo, ele também afirmou que o projeto não seria aprovado. “O shopping salva esse terreno, que está contaminado justamente pela produção do sal. Além disso, vai gerar empregos e crescimento para que a cidade não se torne apenas dormitório. Muitos vereadores não entendem isso”, disse.

A sessão, que não teve a presença do presidente da Câmara, José Nelson de Barros (PSD), por causa de problemas de saúde, registrou mais uma vez a indignação da população e de movimentos sociais contra o projeto do prefeito Saulo Benevides (PMDB).

O integrante do coletivo Sal da Terra, que realiza ocupações culturais na fábrica aos fins de semana, João Paulo da Silva utilizou a tribuna. “No texto não há nenhuma indicação sobre como vai ser feita essa preservação nem mesmo sobre a reconstrução da escola que funciona no local. Peço que os vereadores reflitam sobre o tipo de entretenimento que o shopping oferece, que é só para quem pode pagar.”

INTERDIÇÃO

Interditado pela Defesa Civil sábado, o prédio histórico não tem previsão de ser reaberto. De acordo com o órgão, isso só deve ser feito até que a administração ou outra entidade forneça documento se responsabilizando pelo espaço, “relatando, com profissional capacitado, que o local não representa risco às pessoas que lá venham a frequentar”, afirmou o comandante da Defesa Civil de Ribeirão Pires, Miguel Luis, em nota.

O coletivo Sal da Terra, união de diversos movimentos sociais, realizava aula aberta de forró no local no sábado. O vereador Renato Foresto (PT) estava na fábrica no momento em que a Defesa Civil chegou, acompanhada da GCM (Guarda Civil Municipal). “O comandante da Defesa Civil disse que recebeu uma denúncia de que estava acontecendo uma festa noturna. O pessoal do coletivo começou a argumentar e ele falou para a GCM que se o grupo não saísse do local, teria que ser retirado à força. Falei que o primeiro teria que ser eu, ele pediu mil desculpas, disse que não era isso e falou para a gente entender que tinha um laudo técnico da Defesa Civil. Porém, vamos procurar outros técnicos para questionar esse documento.”

A Defesa Civil afirmou que recebeu denúncia de que pessoas estariam realizando ligações de energia e mexendo na estrutura da fábrica. O órgão também disse que, devido às condições precárias, sugeriu a demolição à administração anteriormente para garantir a segurança da população.  



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Votação de projeto de shopping é adiada de novo

Líder de governo na Câmara de Ribeirão pediu que decisão sobre terreno da Fábrica de Sal seja na próxima semana

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

15/03/2016 | 07:00


A votação do projeto de lei que prevê a construção de shopping no terreno da antiga Fábrica de Sal, em Ribeirão Pires, foi adiada novamente pela Câmara. Apesar de estar na ordem do dia, o vereador e líder de governo, Hércules Giarola (PR), pediu que o texto fosse votado na próxima semana.

“Até quarta-feira será tomada uma decisão para saber se o projeto vai ser votado assim ou se terá alguma emenda. Vamos conversar com o jurídico e o Executivo. Porém, o projeto está bem calçado e nenhuma intervenção será feita no patrimônio histórico, até mesmo por conta do estudo que está sendo realizado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico)”, afirmou o vereador.

Além desse motivo, ele também afirmou que o projeto não seria aprovado. “O shopping salva esse terreno, que está contaminado justamente pela produção do sal. Além disso, vai gerar empregos e crescimento para que a cidade não se torne apenas dormitório. Muitos vereadores não entendem isso”, disse.

A sessão, que não teve a presença do presidente da Câmara, José Nelson de Barros (PSD), por causa de problemas de saúde, registrou mais uma vez a indignação da população e de movimentos sociais contra o projeto do prefeito Saulo Benevides (PMDB).

O integrante do coletivo Sal da Terra, que realiza ocupações culturais na fábrica aos fins de semana, João Paulo da Silva utilizou a tribuna. “No texto não há nenhuma indicação sobre como vai ser feita essa preservação nem mesmo sobre a reconstrução da escola que funciona no local. Peço que os vereadores reflitam sobre o tipo de entretenimento que o shopping oferece, que é só para quem pode pagar.”

INTERDIÇÃO

Interditado pela Defesa Civil sábado, o prédio histórico não tem previsão de ser reaberto. De acordo com o órgão, isso só deve ser feito até que a administração ou outra entidade forneça documento se responsabilizando pelo espaço, “relatando, com profissional capacitado, que o local não representa risco às pessoas que lá venham a frequentar”, afirmou o comandante da Defesa Civil de Ribeirão Pires, Miguel Luis, em nota.

O coletivo Sal da Terra, união de diversos movimentos sociais, realizava aula aberta de forró no local no sábado. O vereador Renato Foresto (PT) estava na fábrica no momento em que a Defesa Civil chegou, acompanhada da GCM (Guarda Civil Municipal). “O comandante da Defesa Civil disse que recebeu uma denúncia de que estava acontecendo uma festa noturna. O pessoal do coletivo começou a argumentar e ele falou para a GCM que se o grupo não saísse do local, teria que ser retirado à força. Falei que o primeiro teria que ser eu, ele pediu mil desculpas, disse que não era isso e falou para a gente entender que tinha um laudo técnico da Defesa Civil. Porém, vamos procurar outros técnicos para questionar esse documento.”

A Defesa Civil afirmou que recebeu denúncia de que pessoas estariam realizando ligações de energia e mexendo na estrutura da fábrica. O órgão também disse que, devido às condições precárias, sugeriu a demolição à administração anteriormente para garantir a segurança da população.  

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